Monthly Archives: August 2009

costura

first time

A E. estreou-se a combinar retalhos e eu avariei a máquina de costura enquanto os juntava. Como a minha nova velha máquina tem um prognóstico reservado, comecei imediatamente à procura de alternativas, enquanto estranhava ninguém me atender o telefone das lojas Singer de Lisboa: uma máquina nova com funções a mais? Outra máquina antiga doméstica? Ou industrial? E onde comprar? As máquinas mais modernas não me atraem nada. Podem ser o sonho de quem leva o quilting mais a sério mas não têm charme nenhum. Por outro lado, comprar uma máquina em segunda-mão é sempre um risco. Enquanto percorria sem grande entusiasmo os sites nacionais de leilões liguei ao Sr. Pinheiro, que conserta máquinas de costura em Lisboa e que me foi gentilmente recomendado pela Joana Gama. Tenho a máquina composta, limpa e afinada, e confirmei as suspeitas de que a Singer portuguesa está mesmo a fechar. É uma notícia triste e absurda, tendo em conta o novo mercado que a marca não soube aproveitar, e que vem complicar a vida não só a quem usa as máquinas como a quem as compõe (mais dificuldade em encontrar peças, acessórios, assistência…). E agora?

Yesterday I gave E. a few scraps of fabric to play with and asked her to put them together anyway she liked so that we could make a quilt for her dolls. As I was piecing them according to her instructions my machine broke. I had it fixed today by a nice old man who makes a living from repairing sewing machines at people’s homes. He told me Singer is closing all their shops and offices in Portugal. This is both sad and very surprising, considering it has always been the leading sewing machine brand in Portugal and that the in last few years so many people took up sewing…

mil anys de disseny en punt

Mil anys de disseny en punt

Mil anys de disseny en punt

Com o calor que está não tenho conseguido trabalhar. Aproveito para ler alguns livros a que não resisti nos últimos meses e a que ainda não tinha dado a devida atenção.

Cheguei a este livro através da minha pesquisa sobre meias tradicionais portuguesas para um livro que estou a planear. É o catálogo da exposição homónima realizada no Centre de Documentació i Museu Tèxtil, instituição catalã dedicada à preservação, estudo e promoção da cultura têxtil, em 1997 (a edição é em Catalão e Castelhano). Para além da reprodução de 180 peças expostas, inclui vários textos interessantes sobre as malhas na indústria e outros de teor histórico. Montse Stanley assina um resumo da história do tricot onde se reproduzem as peças tricotadas mais antigas encontradas na península ibérica (uma almofada e umas luvas do século XIII, estas últimas – porque o mundo é pequeno – pertencentes ao mesmo Rodrigo Ximénez de Rada cujas crónicas estudei na minha outra vida).

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aproveitar

de retalhos

Restos da ganga de fazer os slings cortados em treze quadrados de três tamanhos diferentes, uns pelo avesso, outros pelo direito, mais um fecho de correr aproveitado de uma almofada a pedir reforma. Vou fazer mais.

Made from scraps of the denim I use for my baby slings. I’m loving the soft contrast between the right and wrong sides of the fabric.

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nisartes

nisartes

chita antiga

No Nisartes, como em geral acontece nestas coisas, as peças que me apeteceu mais trazer não estavam à venda: o resto de uma coberta de chita com mais de cem anos a tapar a mesa de um dos stands, o lenço de lã agrafado à parede de um restaurante e a alentejana esculpida pelo Sr. António da Graça Polido. Mas trouxe um taleigo (lá chamado bolsa) de retalhos invulgarmente bem feito por uma senhora de Valongo (Avis) e um apito com voz de pato feito por um senhor da Aboboreira que ainda fez para a E. uma série de truques com umas cordas e madeiras. Na cidade, encontrei uma manta de trapo (feita mesmo com roupa velha cortada em tirinhas) e fiquei a saber que grande parte das oficinas de tecelagem da região têm estado a fechar porque os donos são velhos e não têm aprendizes interessados. Nem sequer consegui perceber como seriam as colchas de Belver referidas por exemplo aqui. Os bonecos de pano da Margem, referidos pelos mesmos sites, são as habituais cópias de revistas de lavores, sem o mínimo interesse. Um dos pontos altos do passeio foi ir a casa de uma senhora que faz meias para os ranchos e grupos de forcados, mas isso é material para outro post.

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o bordado e o barro

museu do bordado e do barro

museu do bordado e do barro

Nisa tem muito que mostrar a quem gosta de panos e de fios. O Museu do Bordado e do Barro de Nisa abriu ao público há poucos meses e dedica um andar (com peças, fotografias e um vídeo) às artes têxteis da região. Mais junto ao centro da cidade, no pólo do bordado, visita-se uma casinha nisense por dentro para ver algumas peças no seu contexto. Por ir à procura delas, gostei sobretudo do cesto com luvas e meias antigas rendadas, uma delas meia feita e ainda com as agulhas, que pouco mais grossas são que as que usamos para coser. Algum do artesanato têxtil de Nisa vai andando de boa saúde, mas poucas peças se vêem à venda tão espantosas e perfeitas como os antigos caramelos (alinhavados) e os delicados xailes de pêlo de cabra (não tirei fotografias e só encontrei estas online).

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amieira do tejo

castelo de amieira do tejo

capela de s. joão baptista

Do castelo de Amieira do Tejo e respectiva capela de S. João Baptista com a sua decoração invulgar. As pinturas misteriosas da torre do Sanguinho deram-me saudades da escola.

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chão do prior

casa chão do prior

casa chão do prior

Passámos estes dias em Nisa e à volta. Ficámos alojados na casa Chão do Prior, em Amieira do Tejo (mapa), uma unidade de turismo rural cheia de pormenores bonitos e com uma anfitriã muitíssimo simpática.

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