Monthly Archives: November 2009

la brocante

La Brocante

La Brocante

Passo diariamente à frente da porta, normalmente com pressa, e desde que abriu que queria entrar. Hoje fui finalmente conhecer La Brocante, um lindíssimo atelier de criação de objectos, na sua maioria literalmente luminosos. O espaço, anteriormente ocupado por um relojoeiro, é mesmo como eu gosto (mosaico hidráulico incluído), e as peças são todas uma tentação. Para quem não pode ir a pé, está a um minuto da estação de metro do Rato e vale bem uma visita. A dona/autora Sandy é uma simpatia (e o Balthus lá ao fundo não morde). Continuar a ler…

indo

lá

lá

Com as viroses da estação lá se atrasou tudo mais uns dias, mas acho que estamos quase. Continuar a ler…

diga aldrabagate

Rufino & Filhos

Rufino & Filhos

Desde 2006 que as agendas do Planeta Tangerina aqui merecem destaque, e este ano não é excepção: o tema da agenda de 2010, que acaba de sair, é a drogaria tradicional, último reduto de um certo tipo de conhecimento sobre o com o quê e o como se fazem as coisas. Aldrabagates, goma-laca, barbante e potassa são alguns dos materiais que já não constam do vocabulário de muita gente e que aqui aparecem ilustrados com a frescura habitual dos membros do Planeta. Está na Retrosaria, à espera de todos os fãs do pequeno comércio. Continuar a ler…

velhos são os trapos

bordar a manta

Na semana passada, junto com algumas gavetas, e outras velharias, encontrei num prédio em obras aqui ao lado uma arca cheia de trapos velhos que não resisti a abrir. Entre eles, uma manta de trapo muito velha e puída mas tão fina que tive de a trazer comigo para ver se sobrevivia a uma boa lavagem. Está rota demais para usar como tapete, mas acho que dará umas boas almofadas. Resolvi experimentar bordar-lhe um passarinho em ponto de cruz, depois de andar de volta do catálogo de uma exposição do Museu de Arte Popular sobre o tema (O ponto de cruz: a grande encruzilhada do imaginário. Coord. Elisabeth Cabral – ainda disponível na loja do Museu de Arte Antiga).

É impressionante a diferença entre as mantas de trapo antigas, feitas com roupa cortada em tiras o mais estreitas possível e debruadas a tecido, e as que se vendem agora, quase sempre de trapilho industrial e onde já não se vêem os efeitos tradicionais. As mantas de trapo, que se fazem em vários países, devem ser uma ideia com tantos séculos de vida como o próprio trapo. Duas imagens com mais de cem anos:

mantas de trapo
Mantas de Farrapos à venda no Minho em 1908 (Ilustração Portuguesa, 111, 6 de Abril de 1911). Continuar a ler…

luz

tintoluminator

tintoluminator

Uma brincadeira a provar que de quase tudo se pode fazer um candeeiro ().

Materiais:
A parte de cima de uma capa de garrafão de 5l em plástico
Uma tampa de uma embalagem de skip líquido
Uma tampa de um iogurte líquido
Um casquilho para lâmpada pequena (dos que têm uma rosca para ajustar)
Um pedaço de fio eléctrico (onde é que se pode comprar fio eléctrico translúcido e de cores?)
Uma ficha
Uma lâmpada económica Continuar a ler…

mool

Mool

Mool

Outra das artes que ainda tenho de aprender a domar é a de recuperar molduras antigas. Hei-de ganhar o olho e a experiência necessários para destrinçar o que vale a pena no meio de um monte empoeirado, mas para já nada como recorrer a quem faz, e bem, molduras novas. Já ouvia falar bem da Mool desde a abertura mas só hoje fui finalmente descobrir esta loja de molduras diferente. Do que já pude experimentar, não podia estar mais satisfeita.

()

portugal porta-bebés

babywearing portugal

babywearing na praia

Mais quatro imagens para a minha colecção:

Uma mãe em Gralhós, no nordeste trasmontano, transporta e agasalha o seu bebé na capucha. A imagem (da Ilustração Portuguesa, n.º 297 de 30 de Outubro de 1911) foi-me enviada pela Alice Samara (obrigada!).

Um dos meus slings (Índia) a passear na praia (obrigada Madalena). Continuar a ler…

retrosaria

lã

Mal posso esperar por poder levar tudo lá para baixo. Cada dia que passa é menos um que falta, mas esta fase dos quases parece que nunca mais acaba. Esta manhã, como que de propósito, descobri mais um monte de gavetas que iam para o lixo. Na Retrosaria, lãs, tecidos e mais coisas novas.

fazer

construir

limpar

Os meus gavetões respigados estão a transformar-se noutra coisa (boa, espera-se). Se virem mais por aí mandem-nos vir ter comigo.

Silk Garden Sock: acabada de chegar à Retrosaria e a prometer muitos serões de tricot ( )

l’enfant racine

l'enfant racine

l'enfant racine

Uma magnífica descoberta da E. na biblioteca da escola: L’Enfant racine, de Kitty Crowther, ilustradora anglo-belga de que fiquei a querer conhecer também os outros livros. É uma história com dois níveis de leitura, um com fadas e outros seres mágicos e outro com uma mulher que vive no seu próprio mundo. Aqui, uma entrevista com a autora. Continuar a ler…