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Que saudades de coser pedacinhos de tecido. Acabei em Outubro a minha última manta e já me faz falta outra para ir acolchoando aos serões. Esta, que ainda está mesmo no início, estou a fazê-la com uma grande variedade de tecidos, alguns dos quais estavam guardados há anos à espera do projecto certo. O motivo dos blocos chama-se em Inglês half log cabin (uma variante dentro do grupo das almazuelas) e experimentei-o pela primeira vez aqui. Novidade é a máquina que estou a usar: Read more →

vida de mãe

batata

Free range kids: a voz de uma minoria de pais norte-americanos que se questionam sobre o contraste entre a liberdade que tiveram em crianças e aquela de que usufruem os seus filhos, no país de que (é o perfeito exemplo anedótico) os ovos Kinder são banidos por questões de segurança. E por cá, com que idade é que começámos a ir sozinhos à padaria do cimo da rua e com que idade estamos a deixar os nossos filhos fazer o mesmo? E sozinhos para a escola? E brincar todas as tardes com os amigos da praceta? E porquê?

Baby Sol: já divulguei este site mas nunca é demais voltar a fazê-lo. Não conheço nenhum que se lhe compare em termos de qualidade do conteúdo e bom senso nos conselhos (na minha opinião de leiga). Vale a pena ler alguns comentários aos posts para perceber o absoluto desvario provocado em muitas mães bem intencionadas pelo excessivo consumo de publicidade a comida de plástico para bebés e crianças. Entre muitos outros, destaque para o post anti panricos e quejandos. Ainda a propósito de publicidade, congratulo-me com a condenação da vergonhosa campanha publicitária que há uns meses impingia com apoio de instituições sérias a margarina como gordura saudável.

o gancho de fazer meia

malhas que prendem
N.º 755 – Malhas que prendem – Santo Tirso. Postal Foto Alvão (sem data).

gancho de fazer meia
Ganchos de meia em madeira. Séc. XIX-XX. Museu Nacional de Arqueologia, n.ºs inv. 745, 756 e 759. Imagem da MatrizPix.

Algumas imagens, a propósito do método português de fazer malha e do chamado gancho de fazer meia. O primeiro não é um exclusivo português (nem o único cá praticado) mas ao que parece é conhecido em poucos países, creio que quase todos localizados em redor do Mediterrâneo (conheço imagens de Portugal, da Grécia, Turquia e Bulgária e sei que é praticado no norte de África) e na América latina, aparentemente por exportação ibérica. Este método é uma de várias formas possíveis de tricotar (quem se lembra do canhão de fazer meia) e consiste em ter o fio que se está a trabalhar colocado primeiro por detrás do pescoço ou num gancho preso ao peito e depois em redor do dedo médio da mão direita. O fio fica sempre entre o corpo e o trabalho, sendo a cada malha accionado com o polegar esquerdo. O gancho que usa quem não passa o fio pelo pescoço pode ser um simples alfinete de ama ou uma peça muito trabalhada e aparece descrito na pouca bibliografia disponível como gancho de fazer meia. Read more →