Pediculus humanus capitis

piolhos

Em resposta aos comentários ao post anterior, aqui vai a história de como os piolhos entraram cá em casa e saíram rapidamente:
Há cerca de três anos, era a A. ainda muito pequenina, a E. trouxe piolhos da escola e, antes de conseguirmos dar por isso, partilhou-os com o resto da família. Para mim foi a constatação de que afinal não acontece só aos outros e que (ao contrário do que se diz num dos comentários) as cabeças lavadinhas são tão apetecíveis para estes artrópodes nojentos como as outras. Corri à farmácia para comprar um champô próprio e garantiram-me que o mesmo podia ser usado por lactantes. As instruções da embalagem diziam o contrário, pelo que se impunha encontrar uma alternativa sem insecticidas.

O tratamento de choque que usámos e que já recomendei a muitos amigos foi este, que baptizámos como método salada:

1. (parte mais aborrecida e trabalhosa): lenços na cabeça para toda a gente assim que se diagnosticou o problema e mãos à obra: tirámos e isolámos em sacos fechados toda a roupa a uso, incluindo a de cama, cobertores, almofadas e almofadas do sofá. Passámos o dia seguinte em casa a lavar esta roupa toda.

2. Banho de imersão. Molhar muito bem os cabelos com vinagre bastante diluído em água (de maneira a não ser irritante para a pele) e pentear, pentear, pentear com um pente apropriado. O vinagre torna os cabelos muito macios e fáceis de pentear, e faz com que as lêndeas se soltem facilmente (mas não as mata). O vinagre por si não resolve o problema, é mesmo preciso tirar todas as lêndeas do cabelo com o pente. No fim, claro, deve-se passar o cabelo e o corpo por água limpa.

3. Depois de seco o cabelo vem a segunda parte do tratamento. A primeira até pode ser suficiente nalguns casos, mas mais vale jogar pelo seguro: pentear o cabelo com azeite enquanto se pensa nas propriedades maravilhosas deste produto natural para compensar o triste aspecto com que se fica. Envolver o cabelo com uma touca o mais impermeável possível (ou com película aderente) e passar várias horas assim. Pode-se dormir com o azeite no cabelo, mas é preciso proteger bem as almofadas e lençóis para não haver estragos nas camas. O azeite faz com que as lêndeas morram por asfixia, mas é necessário removê-las do cabelo com o pente depois de acabado o tratamento. Para limpar o azeite do cabelo são precisas duas ou três lavagens com champô.

4. Catar e catar outra vez, para ter a certeza de que o problema ficou resolvido (e porque umas boas sessões de cafuné não fazem mal a ninguém). Ir com o cabelo preso (ou curto) para a escola ajuda a prevenir novas infestações.

Os comentários e outras sugestões serão bem-vindas!

Imagem do Hortus Sanitatis (1491), reproduzida na História da Vida Privada (dir. Philippe Ariès e Georges Duby), vol. II, p. 589.

33 comments » Write a comment

  1. para além das primeiras escovadelas, de álcool durante uns 30minutos com as toucas..

    O tratamento com vinagre ajudava a voltarmos a amar o cabelo.

    (Sim, O quitoso e o Nix, tão bons tão bons mas nem sempre resolvem…)

  2. Rosa, percebo a tua opção por dois produtos naturais, e admiro a tua paciência para o processo, mas… eu fiquei-me pelo spray anti-piolhos à base de óleos essenciais que faz exactamente o mesmo que o azeite – asfixia os piolhos – e também não tem insecticidas.

  3. Alice, há três anos acho que havia muito menos oferta de produtos naturais anti-piolhos. Cá em Lisboa, na altura, só encontrei uns champôs duvidosos, mas se quiseres dizer o nome do que usaste pode ser útil a outras pessoas. Em princípio qualquer óleo serve para asfixiar os piolhos (nos EUA há quem use maionese – bah!), mas o azeite está à mão em qualquer cozinha portuguesa. Quanto ao álcool sei que também funciona. É preciso é ter muito cuidado porque os vapores podem embriagar.

  4. Obrigada pelas dicas anti-piolho! Por aqui há muitos anos que não passam mas que andam, por aí andam!!! E com estas dicas concluí que quando se usa álcool os piolhos morrem de ciarrose!!!! Desculpa não resisti!

  5. não me lembro de alguma vez ter tido piolhos (nem os meus irmãos, e olha que eramos 5), mas a minha filha tinha-os invariavelmente todos os anos, de preferência na primavera. Sempre usei produto de farmácia e dei-me bem. O pente é efectivamente essencial; parece que os cabelos finos (como os dela) os atraem melhor que os grossos. Quanto ao sabão de que falas, é de facto um bom remédio para a pele seca. Não é o melhor – o melhor é não usar sabão mesmo, mas sim um produto que lave e não contenha os agentes agressivos do sabão. Sabão azul e branco, isso é que nunca! é bom para a roupa, mas péssimo para a pele.

  6. Nós usámos mais ou mesmos métodos que tu…mas na verdade usámos primeiro o quitoso não pareceu dar resultadode todo – nessa altura duvidei que alguma vez dariamos cabo dos piolhos. Mas lavámos toda a roupa de cama, almofadas, cobertores, gorros, chapeus…Depois penteavamo-nos duas ou mais vezes ao dia com os pentes de dentes muito apertadinhos e passado algusn dias já não havia lendea nenhuma. E ia mudando a roupa da cama até…
    Acabei por não usar o vinagre – a minha irmã e a minha mãe são fãs

  7. Après des années de lutte, j’ai découvert que le mieux c’est en effet l’huile et peigner les cheveux avec le peigne à poux tout les jours. Et pour éviter le retour, de l’huile essentielle de lavande dans les cheveux ou une teinture au henné. On peut aussi utiliser le henné neutre, pas de couleur dans les cheveux mais de beaux cheveux bien fort (il faut toutefois éviter de remettre du henné avant trois mois au risque de rendre les cheveux trop secs).

  8. Queria sublinhar que se os outros (nomeadamente na escola) não fizerem o mesmo, dias depois os piolhos voltam para as cabeças que foram tratadas. Trata-se de um trabalho comunitário! O nosso problema foi resolvido quando ameaçamos chamar a delegada de saúde para fechar a escola porque o problema persistiu durante dois anos! Nesse dia, todos (pais, filhos, empregados e professores) lavaram a cabeça :)

  9. Tenho que admitir que venho aqui quase todos os dias e é raro o dia em que não me vêm as saudades de quando a R. era pequena.
    Vejo as bonecas e fico a babar, adoro os sling, tudo me chama!
    Mas hoje… trouxe-me uma recordação amarga, os malditos, os piolhos!
    É obra quando se espalham e não se descobre logo.
    Boa sorte com a salada, para mim foi novidade.

  10. O problema entrou cá em casa há uns tempos. Os shampoos e qualquer insecticida tem vários problemas, nomeadamente o facto de matar os piolhos mas não as lêndeas, e porque, sendo insecticidas são potencialmente prejudiciais.

    Convém dizer que eu sou meia geek, pelo que os gadgets não só são uma opção como têm uma atracção especial.

    Descobri um pente eléctrico. Calma. Não electrocuta as criancinhas. Aquilo tem uma ou duas pilhas pequeninas, e passa uma corrente que, não sendo sentida pelos humanos, é letal para a bicharada (quer piolhos, quer lêndeas). O tratamento consiste em pentear exaustivamente de manhã e à noite, e lavar o cabelo todos os dias (para remover restos de cadáveres que tenham ficado para trás).

    Simples, indolor, higiénico.

    O único defeito é o pente ser carote (pode ser comprado ou encomendado em qualquer farmácia), mas feitas as contas, entre shampoos, pentes especiais, azeite, óleo e demais parafernália, penso que mesmo assim, fiquei a ganhar (e fica para sempre, pode ser reutilizado).

    http://www.liceguard.com/

    (E não, não tenho nada a ver com os senhores, não sei quem são nem recebo à comissão :)

  11. Com 4 crianças cá em casa, é de adivinhar que esse tema não é novidade por estes lados ;)
    Tive uma fase péssima, quase semana sim, semana não havia piolhos – é como a Diane diz: se o resto da comunidade escolar não tomar medidas, é o caos…
    Comecei por experimentar, como toda a gente, o quitoso e outros que tais. Desisti logo: não deu resultado e continha uma lista assustadora de ingredientes e efeitos indesejáveis.

    Passámos à fase seguinte: óleo de tea tree, seguido de pente para retirar todos os parasitas. Tiro e queda :)

    Posteriormente, descobri o mesmo tipo de produto que a Alice fala (spray de óleos essenciais sem insecticida) e rendi-me.
    (não me lembro do nome, mas amanhã já vejo se tenho por ali alguma embalagem disso…)

  12. malditos bichinhos, realmente. em miúda atormentavam-me na escola e já em graúda (à conta do trabalho, em que estou constantemente com crianças) também. Nessa altura é que desesperei…
    gostei do método au naturel ;)

    parabéns por, mais uma vez, este blog servir para desmistificar e “despreconceitualizar” [pois, acho que acabei de inventar uma palavra, sim].

  13. Eu acho que tenho uma espécie de imunidade que me protege dos piolhos. Em criança nunca tive. Aos 18 anos passei 10 dias num barco (no meio de uma expedição que é uma outra história) e houve uma “praga” de piolhos. Éramos 300. Eu e mais um ou dois escapámos à praga, mas ajudámos a pentear cuidadosa e pacientemente os cabelos, depois dos “banhos” em vinagre. No meio do Orinocco (Venezuela) não há farmácias nem anti-piolhos químicos… De qualquer forma, gostei muito do post. Se algum dia houver piolhos em casa, saberei o que fazer para cortar o mal pela raíz. =*)

  14. o pente inox de que não sei a marca foi, em tempos de crise piolhística, o meu essencial aliado. felizmente o nix tb ajudou, sem dramas e com menos aplicações do que o recomendado…
    para a próxima (há sp uma próxima) vou ter em conta estas recomendações mais naturais. mas o pente, esse continua lá, a aguardar novas investidas!
    bj
    ro

  15. Rosa, obrigada pela dica do azeite – na verdade já passei várias vezes pelo processo que descreves para tratar as pragas, mas nunca usei azeite… talvez seja o segredo para a eficácia real do tratamento…

    quanto ao pente eléctrico, conheço quem o tenha usado com óptimos resultados. e, realmente, sendo muito caro, bem vistas as coisas, ao ritmo que os bichos por cá aparecem, poderá valer a pena comprá-lo.

    devo dizer, contudo, que continuo a achar que a solução ideal é rapar o cabelo aos rapazes. porque por mais que nos desembaraçemos dos piolhos na cabeça dos nossos, há muitas cabeças mais por aí. nunca toquei no assunto na escola porque os meus filhos não se dão apenas com gente da escola – sei lá eu onde é que eles os apanham, e a quem é que eles os passam… já nas raparigas a solução é mesmo a MUITA paciência para passar por todo o processo descrito pela Rosa.

    e ainda há quem se fique a rir. o meu marido, que tem quase carapinha, nunca na vida apanhou piolhos. deve depender do tipo de sangue, presumo.

  16. esta descrição é quase épica, obrigada por partilhares!
    apesar de a ideia de asfixiar o que quer que seja não seja muito entusiasmante, percebo perfeitamente o alívio que deve ser!
    aqui ainda não aconteceu… mas agora já sei como se trata do assunto!

  17. Sim! Procurei saber mais e realmente cabelos limpos não descarta a possibilidade de se contrair este parasita!Mas, óbvio que a boa higiene é uma das formas de combate.
    Veja o que achei aqui no Brasil, pode ser interessante repetir aí o trabalho de esclarecimento que estes professores introduziram em suas escolas!

    Consulte em: http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/pratica-pedagogica/parasitas-piolho-pulga-carrapato-doencas-prevencao-contagio-503910.shtml

  18. Eu tive essa experiência na primavera passada. Felizmente nem eu nem o meu marido apanhámos. Usei NIX e um pente 6 nos dois miudos e resultou mto bem (especialmente o pente 6). Agora tenho uma miuda e é bom saber estes truques mais naturais para quem terá o cabelo um pouco mais comprido.

  19. Tens razão, esqueci-me do nome do dito spray:

    é o Paranix.

    Não posso garantir a “organicidade” total do dito spray, mas é um óleo que se aplica no cabelo todo, abundantemente, e traz um pente com dentes de aço que é excelente para retirar todos os vestígios de lêndeas e piolhos.
    E aplica-se uma vez e já está.
    Acho que faz exactamente o mesmo que o azeite, só que é mais prático e muito mais caro também, claro. e pronto, cheira a anis e o cabelo fica impecável depois. Além disso, aplica-se primeiro, matando a bicharada toda e só depois se usa o pente, o que encurta bastante o processo.

    No caso da M. foi essencial porque ela tem um cabelo SUPER encaracolado e difuso, o que torna a “busca” muito difícil.

    Até parece que estou a fazer publicidade, mas é que foi uma situação tão chata que fiquei marcada! acho que nunca deixei um comentário tão técnico acerca de um assunto tão nojento. :D

    E apanhar ou não piolhos não tem que ver com higiene, como pensam normalmente as pessoas que não têm filhos, mas mais com a capacidade dos pais e escolas conterem as pragas o mais rápido possível. Mal é detectado um caso é necessário agir imediatamente e manter a vigilância.

  20. A minha experiência, e após alguma investigação é que as lêndeas só surgem alguns dias depois da colonização das cabeças pelo piolhos. Por isso se houver o cuidado de passar o pente fino uma vez por semana, vamos apanhá-los a tempo de não haver disseminação e da situação ficar resolvida, esta prática será mais importante nos períodos do Outono e outros de maior propagação. Desde que uso esta técnica nunca mais tive problemas e já ultrapassei várias crises nos colégios intocável. No caso de se detectarem, não parar de passar repetidamente o pente enquanto existirem indicios. E nos dias seguintes deve-se passar de manhã e à noite o pente várias vezes para ir confirmando que de facto está resolvido. Este é o meu modelo de tratamento mais preventivo do que curativo. Até agora muito eficaz.

  21. Uso sempre dois metodos:
    – um produto aromatico chamado Nitty Gritty – nao tem pesticidas so produtos naturais; ou
    – lavar o cabelo so com muito amaciador e pentear com o pente fino proprio (tao simples e tao eficaz)

  22. Desde que faço o mesmo que a Marta, passar o pente metálico pelos cabelos todas as semanas, o problema desapareceu cá de casa. E são só uns minutinhos…

  23. Depois de tantos comentários ainda tenho a acrescentar: A minha filha teve piolhos em setembro, pela1ª vez, com 12 anos! Usei de imediato o Paranix (que mata por asfixia, e composto por óleos essenciais). Passei por vinagre para ajudar a tirar com o pente as inúmeras lêndeas. Limpei toda a casa e roupas como a Rosa descreveu. Nos dias seguintes fui lendo sobre o assunto e ainda descobri que pessoas com cabelos pintados não são infestadas. Conseguimos também fazer um tratamento eficiente, nos dias seguintes, com água de cozer tremoços. Assim fiz para evitar passar de novo pelo mesmo.
    Cláudia

  24. este ano (leia-se ano lectivo) ainda nao os vimos, mas o ano passado quase todas as semanas vinha a cartinha para casa ‘um pai atencioso comunicou que o seu filho(a) tem piolhos…’ e la comecava todo o processo preventivo… com o tal pente ver se tinham ou nao os bichos e na escola colocar os casacos em sacos especiais, pois aqui acham que o contagio faz-se de roupa em roupa… de resto aqui nao ha estigmas e diz-se a boca cheia que os piolhos gostam e de cabecinhas limpas e a vergonha fica em casa…

    na ervanaria compro um oleo que agora nao sei o nome nema a sua base, que coloco por detras das orelhas como prevencao. So sei que o ano passado de uma das vezes descobrimos tarde (alias nao fomos nos a descobrir) , mas sim o tio quando ficaram a dormir de fim de semana na casa dos avos, todos tinham avo, tios, primos, nos, so nao o avo que e careca… depois o mesmo que tu… todos os peluches em sacos de plasticos depois de irem a maquina de lavar e ‘muito importante’ maquina de secar a hibernar no sotao e lavar todas as roupas de cama e aspirar tudo… uma trabalheira…

    agora sempre utilizamos o metodo tradicional, se bem que um champo natural de ervanaria…. mas e mesmo um castigo!

    eu aqui acho que o sucesso esta na prevencao e controle com o pente especial e acima de tudo os pais atenciosos que logo alertam os outros (anonimamente) sobre o assunto!

  25. a primeira vez que tive piolhos, tinha 11 anos e apanhei-os com a minha colega de carteira cujos cabelos escorriam azeite. Em Inglaterra encontrei um produto fantastico na boots, fantastico pela eficiênci nos cabelos da minha filha a braços com a enésima infestação.

  26. Entre a maionese e o pente eléctrico, já ganhei o dia com ideias novas.
    Cá em casa, os piolhos são, actualmente, o principal motivo de inovação. Estou como a Rita – aqui os piolhos são reis, e já desisti de lavar a roupa toda de cada vez que aparecem. Sou fã do pente metálico e do vinagre. O paranix é bom mas hei-de experimentar o azeite e a película aderente, para variar.

  27. O meu filho mais velho (quase 4 anos) foi escolhido a dedo por uma família inteira de piolhos. Alojou-os sorrateiramente durante tempo indeterminado (li algures que a distância medida entre a lêndea no cabelo e o couro cabeludo, diz-nos o tempo em que habitam a cabeça: cada centímetro equivale a um mês sensivelmente). Em três dias de coceira moderada e conversa com educadora a suspeita foi confirmada em casa com Paranix e pente metálico. O que suscitou a dúvida foi o facto de as lêndeas estarem mortas e os piolhos impossíveis de visualizar nos seus cabelos. Eu via o que me pareciam lêndeas mas eram facilmente removidas e não estalavam quando apertadas. Mais ninguém foi afectado mas todos fizemos o tratamento. Estou a amamentar pelo que optei por este produto sem insecticidas. Deixo aqui o meu testemunho uma vez que, apesar de lidar diariamente com parasitas externos de pequenos animais, fui induzida em erro pelo facto das lêndeas estarem mortas. Posso já adiantar que em dificuldade na resolução da praga, sempre se pode pulverizar as cabecitas com Frontline (é inócuo para mamíferos);-)

    Cátia

  28. Só tive piolhos uma vez na vida e…ADOREI, não fui à escola, a minha mãe passava o dia a pentear-me, só mimos. As minhas criaturas “má lindas” vão pelo mesmo caminho V (quase 6 anos) nunca apanhou, M (quase 10) teve de uma vez 4, 4 miseros piolhos que descobrimos quando andavamos em passeio pela praia (se tinha lendeas não eclodiram (não sei se é o termo certo) e temos umas 10 fotografias com o rapaz de mão na cabeça. Na semana entre o natal e o ano novo depois de o ver a coçar tempos infinitos, dei uma espreitadela, piolhos: 0, lêndeas: um enigma, tinha umas coisa brancas que não saiam mas também não estalavam, usei um produto que tem NIX no nome mas não sei bem qual é. Uma semana depois o rapaz continuava a coçar-se, voltei a investigar mas NADA!!! A semana passada leventei-lhe a franja para ver uma coisa qualquer e para meu espanto, o que é que vejo??? UM PIOLHO, mas o mais desnutrido, deslambido e cadavérico possível, quase que foi uma cobardia matá-lo. Mas tenho esperança, no colégio estão a visar, é preciso é ter fé…

  29. Uma solução super natural que a pediatra de minha filha sugeriu, por exercer a medicina antroposófica, e que além de preventivo acaba com a pediculose, é pegar algumas folhas, ainda verdinhas, de louro e colocá-las em infusão no álcool comum. Deixar pelo menos dois dias. Pegar duas medidas (colher de sopa) e misturar em 100ml de água. Lavar bem e condicionar os cabelos, logo depois , com a ajuda de um pedaço de gaze ou algodão passar no couro e nas madeixas. Deixar secar. Minha pequena tem 7 anos e nunca teve um piolho ou uma lêndea sequer, utilizando esta mistura milagrosa e que não faz mal algum.
    recomendo que seja feito logo nas vésperas do período escolar, aqui no Brasil – RJ, as aulas iniciam este mês e já providenciamos.

  30. eu bem me parecia que este post nos havia de ser útil…..
    há tantos anos a escapar incólumes lá haveria de nos calhar a vez….e não havendo mais nada em casa…há sempre vinagre e azeite para o ataque :)

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