vida de mãe

batata

Free range kids: a voz de uma minoria de pais norte-americanos que se questionam sobre o contraste entre a liberdade que tiveram em crianças e aquela de que usufruem os seus filhos, no país de que (é o perfeito exemplo anedótico) os ovos Kinder são banidos por questões de segurança. E por cá, com que idade é que começámos a ir sozinhos à padaria do cimo da rua e com que idade estamos a deixar os nossos filhos fazer o mesmo? E sozinhos para a escola? E brincar todas as tardes com os amigos da praceta? E porquê?

Baby Sol: já divulguei este site mas nunca é demais voltar a fazê-lo. Não conheço nenhum que se lhe compare em termos de qualidade do conteúdo e bom senso nos conselhos (na minha opinião de leiga). Vale a pena ler alguns comentários aos posts para perceber o absoluto desvario provocado em muitas mães bem intencionadas pelo excessivo consumo de publicidade a comida de plástico para bebés e crianças. Entre muitos outros, destaque para o post anti panricos e quejandos. Ainda a propósito de publicidade, congratulo-me com a condenação da vergonhosa campanha publicitária que há uns meses impingia com apoio de instituições sérias a margarina como gordura saudável.

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  1. não podia estar em mais sintonia com este post. a questão da liberdade ou à vontade com que podemos deixar os garotos na rua é uma preocupação. há 20 anos isto não era um problema, mas de facto hoje entristece-me pensar que terei sempre receio se decidir dar a responsabilidade de fazer recados à minha filha.
    baby sol é top! já conhecia e leio com regularidade.
    os anuncios da margarina são realmente inacreditáveis. chamou-me a atenção quando vi a publicidade de um alteta de alta competição a dar a cara por esse produto. nunca comprei margarina, só provei uma vez e repugna-me. aquela cena do “pão com planta” é de bradar aos céus. vitoriosa condenação.

  2. Ó Rosa bem lembrado! Também gosto muito desse site e nunca é de mais mencioná-lo. Sobre a condenação também me alegra que tenha acontecido. É um sinal importante.

  3. Olá Rosa, não conhecia baby sol mas como espreitei vi logo algo que não gostei: a S.ra está envolvida com a multinacional Kellogg’s… Acredito que o blog seja rico de boas sugestões mas se a questão é “o bem” dos nossos filhos não é consumindo/publicitando produtos de empresas que estão envolvidas em manipulações genéticas de alimentos e financiamentos a governos que semeiam guerras económicas que tornamos este mundo melhor. :) abraço, sil

  4. não conheço o baby sol, mas quanto ao free range kids até já lá deixei, no início do blog, um post (a autora do blog pretende que os pais actuais deixem lá as suas histórias de liberdade e responsabilidade de quando eram crianças…; qualquer um de nós o pode fazer e inspirar outros pais).

    Questiono-me MUITO sobre o assunto, agora que o M. já tem 9 anos. Deixo-o ir ao supermercado fazer recados simples, atravessar e descer a avenida para ir levar um amigo a casa (e regressar sozinho), andar de bicicleta de casa para o jardim e vice-versa sem a minha supervisão… (mas como tenho mais dois acabo por ir também ter ao jardim/casa minutos depois ;). Por vezes, desde há um ano, vamos nós ao supermercado ou ao café – não mais de 10 minutos – e ficam os 3 sozinhos em casa…
    Quando o M. fez 9 anos demos-lhe um canivete suíço e volta e meia brinca com o fogo (literalmente): acende fósforos e velas e faz experiências (sempre junto ao lava-loiça ou lavatório, por causa dos acidentes), em casa de quem tem lareira gosta de a estar a manter viva, etc.
    Penso que o importante é conhecermos bem os nossos filhos e estarmos ao pé deles nas primeiras tentativas – depois ficamos a saber quando e como estão preparados para começar a fazer tudo isto e mais tudo o resto sozinhos…
    Para o ano irá para o 5º ano e uma escola diferente, a uns 15 minutos a pé de casa. Fará o trajecto sozinho ou acompanhado de amigos (de preferência).
    Na idade dele eu apanhava 2 autocarros, sozinha, de e para a escola… e aos 11 anos já ia com o meu irmão mais novo, de 6, e tinha de tomar conta dele e dos cestos do almoço…

  5. São tempos difíceis estes. Ou nós assim os fazemos. Li há tempos algo sobre uma tese, julgo que de mestrado/doutoramento, que concluía no sentido de que actualmente as nossas “crianças de apartamento” vêem o seu desenvolvimento motriz afectado pelo facto de não se lhes ser dada a possibilidade, que grande parte de nós teve, de ir a pé para a escola e brincar livremente na praceta.

  6. Nos tempos que correm é impensável deixar as crianças a brincar na rua como nós o fazíamos com a mesma idade. Os perigos são muitos de toda a natureza. Mas penso que existe algum exagero em determinados medos que acabamos por transmitir às nossas crianças, temos que tentar ter um equilíbrio para que os nossos filhos /netos não tenham medo de viver.

    Quanto a margarinas penso que não são todas más, temos que ter o cuidado de as saber escolher, mas infelizmente há muita família que o faz olhando só para os preços, uns por ignorância mas a maior parte por necessidade, não nos podemos esquecer que a alimentação também é muitas vezes feita de acordo com as possibilidades de cada um. E não nos podemos esquecer também, que a maioria das manteigas deixam muito a desejar…

  7. a propósito do tema dos free range kids aqui deixo dois excelentes artigos e um vídeo, já com algum tempo, mas que ainda valem a pena reler e rever a quem anda de olho nos miúdos e na maneira como anda de olho nos miúdos.
    overparenting: http://www.nytimes.com/2009/05/31/magazine/31wwln-lede-t.html?_r=4&emc=eta1
    overschedualing: http://www.whiteoakschool.com/camp-creek-blog/2009/6/1/empty-hours.html educação e criatividade:
    http://www.ted.com/talks/ken_robinson_says_schools_kill_creativity.html

  8. concluo que faltam mais pracetas rosa :)
    os perigos são quase os mesmos a escala deles é que se calhar mudou ligeiramente mas o mesmo se passou entre o nosso e o tempo dos nossos pais :) imagino os nossos pais a reflectirem exactamente neste mesmo assunto e com os mesmos contornos com que pensamos agora no tema.
    quanto às opções de produtos alimentares acrescento esses leites que por ai se encontram cheios de aditivos e cereais e mais não sei o quê que nunca me convenceram mas que é a opção natural de praticamente todos os pais recentes que conheço!
    beijinhos e um bom ano, que seja o melhor de todos!!!!!

  9. Olá
    Fico muito contente, e agradeço novamente à Rosa Pomar, a citação a BabySOL, pela qual respondo, e que tem merecido sempre ao longo dos 3 anos de laboração, o cuidado na transparência de informação que disponibiliza.
    Por essa razão, confesso que fiquei magoada, ao constatar que a minha pontual participação na newsletter da Kellogg’s, sobre o actual consumo abusivo de sal, tenha resultado, por algumas pessoas, numa repercussão negativa do meu desempenho profissional.
    Espero pois que se trate de um desabafo e que, compreendam, que colaborar com uma entidade não quer dizer necessariamente que se privilegia essa marca ou corrabora as suas responsabilidades menos lícitas…afinal, no meu desempenho técnico, tenho constatado que se trata de uma manobra de sobrevivência, desadequada concordo, mas comum a todas as multinacionais. Apenas algumas notícias chegam a público, outras não…
    (Neste contexto, convido todas as leitoras, a lerem os artigos ex-libris do blog BabySOL “VOU PRESA”, onde a transparência bem se retrata…)
    Bjs e como costumo dizer…fiquem por perto!

    Solange Burri

  10. o único domínio em que vejo maiores e novos perigos é nas tecnologias que nos rodeiam e invadem e manipulam. tenho mais medo de jogos online e chatrooms para miúdos de 10 ou 14 anos do que de os soltar na rua com dinheiro para apanharem o eléctrico para irem sozinhos a casa dos avós. e faz-me impressão que a maior parte dos pais não se preocupe com isso realmente… o computador magalhães e as playstations e os telemóveis no 2º ciclo são a ponta “inócua” do iceberg da tele-virtual-dependência.

  11. A minha filha tem 8 anos. Vai sozinha para a escola (5 minutos de casa); vai comprar o pão, aqui na rua, e vai brincar para o jardim do bairro. Fico ansiosa, enquanto ela não regressa, mas estou convencida que é preciso incutir-lhes responsabilidade em vez de medo. Da idade dela eu andava literalmente à solta (cresci numa aldeia) e isso foi a melhor coisa da minha infância.

    Não conhecia o Baby Sol. Fiquei “cliente”.

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