a rua

limpa-chaminés

a casa de avental

Muitas vezes tenho vontade de pedir às pessoas com quem me cruzo na rua que me deixem fotografá-las. De manhã, quando regresso a pé da escola da E. e da A., a luz é perfeita e os transeuntes estão no seu melhor. Das raras vezes em que me atrevo as respostas variam. Sins envergonhados, nãos ofendidos e então tire lás como o do simpático limpa-chaminés de ontem. No resto do dia fotografo casas. Em algumas acontece aquele fenómeno comum aos cães de se tornarem parecidas com os seus donos (ou vice-versa?), e até há algumas que usam avental. Read more →

japanese do it better

suzuko koseki

suzuko koseki

Suzuko Koseki é uma das minhas autoras japoneses preferidas na área do patchwork. São dela os livros da série Machine Made Patchworks e My Quilt Diary, que definiram todo um estilo, e os seus tecidos são igualmente reconhecíveis: os padrões costumam reproduzir antigos materiais de costura, rótulos e figurinos de moda, ou os estampados floridos dos anos 30 e 40. Esta foi a manta em que usei mais tecidos seus, mas acabo por incorporar pelo menos um em quase todas elas. Hoje chegaram estes seis rolos da colecção mais recente à Retrosaria, a par de muitas outras novidades.

fair isle (2)

fair isle knitting
Peterson, J., Knitting Fair Isle, 1939/1946.

fair isle knitting
Ramsay, R., 1926 (detalhe).

O meu colete ainda não está pronto e já ando a sonhar com uma camisola de fair isle com um padrão mais tradicional e um feitio semelhante às dos anos 1920. Foi nesta altura que o tricot de Fair Isle se tornou conhecido em toda a Grã-Bretanha, graças a uma camisola oferecida em 1922 pelas mulheres das ilhas Shetland à família real que foi repetidamente usada pelo então príncipe de Gales. Read more →

folar

folar algarvio

folar algarvio

Prometo abrandar na quantidade de posts sobre comida, mas não podia não mostrar aqui o magnífico folar algarvio que a Joana Rosa me ofereceu na Páscoa. Foi feito por uma senhora chamada Gisela segundo uma receita que vem do tempo das bisavós das avós dela. Foi disputado pela família toda até à última migalha.

A ver também:

Pastéis de Molho da Covilhã no blog da Helena.

Lampreia (que susto!) no Mi Mitrika.

Folar de tudo no Inúbil.

fair isle

hillhead slipover

Depois das primeiras experiências bem sucedidas a tricotar com dois fios, já há mais de um ano, e de ler dois livros sobre o assunto, eis que me estreio no fair isle escocês propriamente dito, mas feito à boa maneira portuguesa. O modelo é do livro The art of Fair Isle knitting e chama-se Hillhead slipover. A parte mais emocionante vai ser de certeza abrir as cavas e decote à tesourada como é hábito fazer na ilha que dá nome a esta técnica. Read more →

a broa

senhora da hora

broa de avintes

A série de posts sobre pão continua a norte, com uma das melhores broas de Avintes que já provei. No Porto, onde não há padarias como as de Lisboa, o pão-que-não-é-pão de supermercado parece ter-se tornado regra. No Pingo Doce ao pé de casa não havia à venda um único que não tivesse na lista de ingredientes gordura hidrogenada e/ou aditivos vários. O pão bijou, regueifa e broa vendem-se em mercearias, cafés e padarias diferentes das daqui, e parece-me que já não são esses que se comem na maioria das casas. A broa das fotografias foi comprada sábado de manhã na feira da Senhora da hora, numa venda que fica do lado oposto às outras que vendem pães e bolos. Ainda estava morna quando foi cortada e três dias depois continua fresca (hoje comemo-la na sopa). É macia e húmida por dentro, e foi cozida sobre folhas de couve, como é costume. Read more →

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