eu dela

treat

Um retrato meu feito pela A., que tem por aqui tão menos tempo de antena do que a E. teve. Não é que tenha menos tiradas dignas de memória (ainda ontem nos pôs a todos a rir por pensar que o plural de bispo – a peça de xadrês – fosse bichos pu). É só a sina (e cada vez mais acho que também a sorte) dos segundos filhos.

Em baixo, um top da Annie Larson, designer-maker de Minneapolis cujo trabalho sigo desde o ano passado. Depois de muito tempo a namorar as suas cores e padrões fantásticos, não lhe resisti. Ao estreá-lo, ontem, apercebi-me de que foi a primeira peça de roupa que comprei este ano para mim. Fazer é poder.

para pôr coisas dentro

de lã

de lã

Depois dos da E., um para mim. É feito com dois quadrados de burel (idêntico ao feltro de lã mas um bocadinho mais espesso). Foi mais rápido de fazer por não precisar de forro nem de bainhas e é grande que chegue para levar umas meias meias feitas na mala comigo para todo o lado. Já desconfiava que este material seria bom para fazer estojos (um para o portátil também está nos meus planos), mas agora tenho a certeza. Read more →

rentrée scolaire

rentrée scolaire

De regresso à loja, às novidades e à máquina de costura, fiz os dois estojos de que a E. precisa para a escola: um para os marcadores e outro para todas as outras coisas necessárias a uma menina da segunda-classe. pelo tamanho e proporções lembram-me uma caixinha de bolos de pastelaria. Num usei ganga e no outro este tecido japonês. O forro de ambos é este, que já tenho usado em muitas outras coisas. Read more →

traje à vianesa

viana do castelo

viana do castelo

trajes

Há muito tempo que não estávamos em Viana nas festas de Nossa Senhora d’Agonia. Este ano também não assistimos aos desfiles mas passeámos um bocadinho pelo centro na sexta-feira de manhã. As ruas estavam apinhadas e, com duas crianças pela mão, tirar fotografias decentes foi impossível, mas não podia deixar de tentar registar o que mais me impressionou. Não foi o facto de serem e tantos os grupos de mulheres trajadas à vianesa e a participação empenhada nas festas continuar a fazer parte da vida de tantas adolescentes da região. Foi a forma como se vestem muitíssimas das pessoas que vão a Viana ver as festas. Não sei se é uma novidade ou não, mas foi aquilo que tive mesmo pena de não fotografar melhor: o traje à vianesa 2010. O seu elemento principal é o lenço (quase sempre a versão corrente, em viscose ou poliéster) dobrado em triângulo e atado à cintura, desviado para um dos lados. De resto, a toilette varia: calças de ganga justas e camisa à vianesa de produção (semi-?) industrial, em linho ou algodão branco bordado a azul (ou, mais raramente, vermelho), com brincos de filigrana a rematar são a combinação mais frequente. A alternativa, mais arrojada, compõe-se na mesma de calças justas quase sempre de ganga, t-shirt branca justa, colete bordado (alguns deles lindíssimos) e ainda, nalguns casos, chapéu preto, baixo, de homem. Ficam as imagens possíveis e uma montagem para explicar melhor a ideia. Read more →

feira de barcelos

feira de barcelos

feira de barcelos

feira de barcelos

Gamelas de madeira, coelhos, armadilhas para toupeiras, espadelas, cordas, couves, armários louceiros, cestos, tapetes de trapo, regueifas, galinhas e patos, foices, galos de Barcelos (claro), cata-ventos, sementes, cestos, lenços e flores são algumas das coisas que se encontram nesta feira, que é a mais impressionante e rica que conheço. Se pudesse teria ficado lá o dia todo. Read more →

☐ ☐ ☐

da tia lina

quadradinhos

Na família da minha mãeuma mulher que tenho particular pena de não ter conhecido. Irmã da minha bisavó, a sua memória persiste tanto pelo percurso pessoal de exilada política durante a ditadura como pela dieta excêntrica de chá, torradas e alcachofras que consta serem tudo o que ingeria nos últimos anos de vida, como ainda pelas muitas peças que coseu ou bordou ao longo da vida, algumas das quais sobrevivem a uso nas nossas casas ainda hoje. Descobri numa das últimas idas ao Porto as caixas em que coleccionava recortes de jornal sobre a história dos tapetes de Arraiolos e das colchas de Castelo Branco, projectos de bordados e figurinos de revistas. A manta de retalhos das fotografias foi feita pela tia Lina entre os anos cinquenta e sessenta (a julgar pelos desenhos dos tecidos), provavelmente no Brasil, e os tecidos de viscose que usou seriam provavelmente de mostruários pertencentes ao meu bisavô, mas isso é uma parte da história que ainda tenho de investigar mais a fundo. Read more →

festas d’assunção

crochet

colcha

Passámos pela Póvoa de Varzim no dia das Festas d’Assunção. Chegámos mesmo a tempo de ver as colchas a decorar as janelas da rua principal do percurso da procissão. Quase todas de crochet branco, algumas delas com um pano vermelho por baixo para tornar mais vistosos os desenhos. É uma tradição que adoro e que não sei se se pratica para lá da Península Ibérica. Por estarem quase todas em andares mais altos não é fácil fotografá-las bem, mas fica uma pequena amostra. Read more →

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