babywearing

dias da loja

A pretexto de uma linda dupla que passou hoje pela loja:

Licia Ronzulli, eurodeputada italiana, foi uma das imagens do dia de ontem por ter levado a sua filha de um mês para o parlamento como forma de chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas pelas mulheres europeias que tentam conciliar maternidade e uma carreira profissional.

Licia Ronzulli
© REUTERS / Vincent Kessler

Artificial Ape Man: How Technology Created Humans (via DaddyTypes): Conciliar a maternidade com a sobrevivência é a necessidade por detrás da teoria de que um tipo simples de porta-bebés terá sido uma das primeiras e mais fundamentais invenções humanas (Upright female hominins walking the savannah had a real problem: their babies couldn’t cling to them the way a chimp baby could cling to its mother. Carrying an infant would have been the highest drain on energy for a hominin female – higher than lactation. So what did they do? I believe they figured out how to carry their newborns using a loop of animal tissue.).

Nairobi to Cape Town 07 - Himba papoose
Nairobi to Cape Town 07 – Himba papoose by Neil from Lindfield

Vejo cada vez mais crianças em carrinhos de bebés. Crianças com três, quatro e cinco anos! Crianças no carrinho a jogar consola, crianças no carrinho a beber refrigerantes e os pais a empurrar rua acima rua abaixo. Sinceramente, nem a triste desculpa habitual de que é mais cómodo parece justificar esta tendência. Portugal já é um dos países com maior incidência de obesidade infantil – chegaremos certamente ao topo da tabela daqui a pouco tempo.

A ler:
The dangers of stroller overuse
Baby Essentials That Aren’t, Part 3: Strollers
An Idea Still Looking for Traction in Kenya

20 comments » Write a comment

  1. Este post fez-me lembrar quando levava os meus 2 filhos mais novos (o G tem hoje quase 4 anos e a M 2 1/2 anos) para reuniões no sling!
    Nem sempre, por incrivel que pareça, as pessoas se apercebiam de que havia um bebé (achavam que era um modelo de bolsa engraçado!).
    Apesar das dificuldades (conciliar família e carreira nunca foi fácil), de comentários bem intencionados (“ai, tão tortinho que ele/a vai”) adorei e recomendo vivamente o uso do sling! Apenas o mais velho, hoje com 9 anos, teve carrinho (por desconhecimento meu) e ainda assim pouco uso lhe deu.
    Infelizmente, persiste a mentalidade de que o carrinho é mais moderno, mais seguro e mais cómodo… Mudar mentalidades nunca é fácil (nem rápido).

  2. Infelizmente é verdade. O que dá menos trabalho é o que pega. Para quê demorar meia hora a descer a rua com a criança pela mão se com o carrinho se faz em metade do tempo? A falta desse exercício básico que é andar aliado a uma alimentação menos correcta…

  3. essa imagem é tudo!

    amei-a assim que a vi, escrevi um pouco sobre ela mesmo ignorando o seu verdadeiro significado. as mulheres nunca deixarão de lutar por aquilo que crêem que faz sentido nas suas vidas. primeiro lutámos para garantir uma licença de maternidade, depois o seu alargamento e agora pela conciliação dessa licença com um emprego que ficou em stand-by.
    o mais importante é que cada mulher, cada pai, possa escolher, num futuro próximo, a maneira que mais lhe convém de criar os seus filhos.

    muito válido.

  4. Adorei este post (como adoro todos os que tem). Tenho uma filhota com 8 meses e desde sempre no sling, muito raramente no carro!! Acabei a faculdade este ano e o sling era a melhor forma de a levar para as aulas! Para além de nós, nunca vimos ninguém em Castelo Branco utilizar o sling: a criança vai torta, tem calor, faz-lhes mal e nós com muita paciência lá contamos a mesma história vezes sem conta! Mas também há muita opinião positiva e muitas questões, porque nunca tinham visto e é diferente do marsupial ou mochila, e ficam encantados como a Jasmim vai sempre feliz e contente no seu sling, o qual já reconhece e faz uma grande festa quando nos vê a por. Sem dúvida muito mais prático que o carrinho.
    Acreditamos que influencia muito no desenvolvimento a utilização do sling, já gatinha desde os 6, põe-se de pé e tem uma mobilidade e genica fantásticas, pode ser só orgulho de pais babados ou o sling deu uma ajudinha :)
    Bem haja por todas as partilhas, e desculpe a invasão**

  5. fico sempre a sorrir com imagens de bebés agarradas assim às mães, sou adepta do sling desde o nascimento do meu filho, com dois anos e meio ainda o usamos já alastrei o uso ( em viagens a quase toda a família mais próxima ;) ). acabamos de chegar ontem de 6 dias em londres onde carrinho e sling nos ajudaram a passar dias inteiros na rua. o carrinho ajuda muito nas sestas da tarde. mas sim, concordo que metade dos artefactos não são essenciais e que colo muito colo é que é bom….:)

  6. Um amor, adorei a foto, e ademais acho que demonstra perfeitamente como o aconchego materno é o melhor para o bebé, que mesmo num ambiente supostamente frio e barulhento dorme como se não fosse nada com ela <3 <3 <3

    A história dos miúdos de 5 anos ou mais nos carrinhos também me faz imensa espécie, até porque na minha família todos deixamos de usar o carrinho mal começamos a andar e correr por aí fora!

  7. eu cá não posso opinar muito porque não tenho filhos ou pequenos por perto para poder experimentar o sling. Mas a minha prima já o fez e não se deu bem com ele devido às costas, problemas que ela teve vieram impossibilita-la de o usar.

    Já agora, o lindíssimo blog Liivian Talossa não está activo sabe-me dizer o novo endereço? Muito obrigada

  8. I also see more children in baby stroller is a bad attitude.
    I take my children at school, at park, at supermarket, at pool, on foot is a great style of life.

  9. Nós por cá, todos os dias a pé até ao metro, desce escadas sobe escadas, aparece à superficie e sobe dois patamares até à sala. Muita ginástica O carrinho às vezes ajuda, num passeio mais longo em que sabemos que nos vai pedir tanto colo que não podemos carregar com o peso às costas (que já é muitíssimo). O sling já não aguenta e tenho que o esconder, se não pede até ao tutano :) “mãe, siiingi”

  10. Que coincidência, ainda ontem olhei de relance para uma criança visivelmente crescida (4/5 anos) e a ser empurrada por um pai. E suscitou-me esse mesmo pensamento:” já não é crescida o suficiente para andar a pé?”.
    Não me apercebi que era uma tendência. Por mim, quanto mais depressa descartei o carrinho mais livre me senti. E ela também.
    Agora tenho um monstro a enfeitar o corredor.

    Quanto à obesidade infantil acho bem mais preocupante. Aquilo que vejo em meu redor: pais a fornecerem “lanches” rápidos (gomas, bolachas de chocolate, bolos, biscoitinhos com 1001 ingrediente, refrigerantes e ice teas.. etc, etc), faz-me sentir, em comparação, a mãe maníaca da comida saudável.

    E fico destroçada e frustrada quando oferecem uma guloseima à minha filha. Trago sempre o lanche na mala estrategicamente e ela escolhe sempre a guloseima :(
    Mas tentar explicar aos outro pais que o ice tea não é um alimento saudável para uma criança deixa-me ainda mais frustrada.

  11. BRAVO !!!! Gesto simbólico muito forte … será que os outros eurodeputados receberam a “mensagem” … espero que sim !! {Rosa tenho uma pergunta … estou com vontade de te comprar um sling mas como é que é quando está frio ? Pode-se usar por cima do casaco ? Ou é mais complicado ? temos que andar mais agasalhados com uma camisola ? … †enho um ergobaby e acho que não é muito confortavel quando quero levà-la à anca … obrigada pela resposta BEIJO from France *}

  12. Simplesmente FANTÁSTICA a imagem da deputada!
    É daquelas que valem mesmo muito mais do que mil palavras… obrigada por partilhares!

  13. The second picture makes me so happy. I am a judge and a working mother and I would love to do my job with a baby sleeping on my chest.

  14. Bem, o miguel andou no sling enquanto pôde. No entanto, a partir dos 12 meses tornou-se completamente impossível transportâ-lo dessa forma.
    Sou, por isso, uma das muitas mamãs que usam carrinho, principalmente quando a viagem vai ser longa…e ele vai pedir um colinho que os seus 16 kgs tornam impossível (tem 2 anos e quase meio).
    E oiço muitas vezes “ele já não é crescido para o carrinho?” às quais fui respondendo tem x de meses, agora tem 1 ano, agora tem 2 anos…
    É facílimo apontar o dedo, mas a verdade é que tudo é válido, quem está no convento, é que sabe o que lá vai dentro.
    Bjos

  15. Acho que ambos (carrinho e sling), são validos, desde que sejam usados de forma consciente pelos pais. Consegui usar o sling até a minha filha ter 12 meses, a minha coluna não suporta o peso dela por muito tempo.
    Actualmente tenho uma cadeirinha de rua da Mclaren e dá imenso jeito para passeios mais longos em que é quase certo que adormeça.
    Em relação à alimentação, não creio que uma coisa esteja ligada a outra, a alimentação de uma criança é da inteira responsabilidade dos pais. A minha filha com 16 meses nunca comeu 1 único doce, no infantário para onde vai segunda-feira estão proibidos de lhe dar qualquer tipo de doces ou cereais.
    Em comparação a minha prima com 18 meses já bebe coca-cola pela palhinha, à pouco tempo fomos jantar a ccasa de um colega do meu marido que têm um menino com 2 anos. Jantamos e quando chegamos a sobremesa a C estava a olhar para a sobremesa e o colega diz
    - Da um bocadinho a menina
    - Ela não come doces, ainda é muito pequenina.
    - Ai o R come doces desde dos 11 meses para ai e não lhe fez mal nenhum!
    Isto apenas para dizer que o menino deve ter comido apenas 2 ou 3 garfadas do jantar, a mãe tirou o prato ao menino e deu-lhe um gelado, depois uma taça da tal sobremesa. Na hora de ir para a cama foi dado ao menino um biberão cheio de leite com chocolate.
    Dito pela a mãe o R anda a pé desde que começou a andar!
    Vânia

  16. Ontem foi-me recusada uma proposta de emprego por ser incompatível com o facto de ter filhos…

  17. Rosa,
    é engraçado mas tenho uma impressão oposta à tua sobre o uso dos carrinhos! Onde eu vivo, na Suécia, há carrinhos às dezenas pelas ruas. Isto acontece porque grande parte da população usa transportes públicos para as deslocações do dia a dia e de lazer, e como as deslocações podem demorar algum tempo o carrinho é de facto muito prático. Os autocarros, por exemplo, têm espaço para 3 carrinhos (ou 2 cadeiras de rodas) e rebaixam, é muito fácil usar. Vêm-se muitos pais com carrinhos e crianças que já andam, sim, mas a ideia é que possam saltar para lá quando tiverem cansados.

    É também prática generalizada longos passeios com os bebés desde que nascem. As pessoas acham que lhes faz bem o ar livre e o dia-a-dia de um pai em licença inclui cerca 2-4 horas de passeio, mesmo com bebés pequenos(isto é uma prática generalizada e não só de alguns!).

    Por isso, para mim, carrinhos de bebé nas ruas é sinal de mobilidade e de pais que saem com os filhos sem ser de carro!

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