parasitas

copycat

Parasita, s. 2 gén. Aquele que come ou vive à custa de outrem; adj; diz-se do animal ou da planta que, associado com outro ser vivo, o prejudica de qualquer modo; fig. inútil; supérfluo. (Lat. parasitu, do gr. parasitos).

Não mata mas mói, é o que me ocorre dizer a propósito dos muitos episódios de plágio que tenho optado por não referir aqui. Por um lado porque depois deste dificilmente perco a compostura e por outro porque prefiro não dar demasiado tempo de antena aos protagonistas. Tenho-me aborrecido quando lojas on-line portuguesas fazem copy e paste dos termos de utilização da Retrosaria porque acham que é só uma faq igual a qualquer outra loja (foi a justificação que recebi de uma delas), sem que lhes ocorra que qualquer texto tem autor, deu trabalho a escrever e que não custa nada enviar um email a perguntar se podem usá-lo. Até os meus galões têm sido vítima de inspirações abusivas. Uma das mais recentes fora esta (cuja justificação continuo a não considerar válida) e a última é a que ilustra este post: uma empresa alemã chamada Janeas World copiou um dos meus desenhos, alterando-o só o essencial para não ter problemas legais. Read more →

bela celeste

Bela Celeste

Bela Celeste

Quando passa pela Retrosaria, a Cláudia traz quase sempre alguma coisa para me mostrar. Não é toda a gente que tem uma avó com um nome como Bela Celeste e uma longa vida passada (em Alcáçovas) a fazer coisas tão bonitas. Esta colecção de meias de linha é só uma amostra. Vale a pena reparar no revesilho, visível na última imagem. É esta a forma usada em grande parte das meias tradicionais para assinalar o fim/início de cada volta do trabalho. Obtém-se trabalhando esta malha como meia volta sim volta não.

Obrigada, Cláudia. Read more →

meias de alvito

meias de Alvito

meias de Alvito

Sexta-feira pela manhã recebi um email que dizia: Meias na Feira dos Santos em Alvito! (de 30 de Outubro a 1 de Novembro) e prometia mais informação no site da junta de freguesia. O desdobrável aí apresentado (ver aqui e aqui) pareceu-me tão invulgarmente bem feito que a prioridade para o fim-de-semana passou a ser rumar mais uma vez ao Alentejo. A exposição durou só os três dias da Feira dos Santos e ocupava um dos stands da mostra de produtos regionais (onde também fiquei a conhecer o mais mediático sapateiro de cuba). Realizou-se por iniciativa do presidente da junta de Alvito, António João Valério e com a colaboração de Luísa Valério, autora dos textos e também ela fazedora de meia. Para montar a exposição, produzida com o mínimo de custos, foi feito um apelo aos moradores e em pouco tempo reuniram-se trinta pares de meias nos vários géneros produzidos na região: lisas e rendadas, brancas e coloridas (entre elas umas altíssimas, roxas tal e qual estas), de mulher e de homem, por estrear, remendadas ou meias feitas. Junto delas, as célebres agulhas de barbela (onde é que se fabricam hoje em dia, que não há meio de encontrar a fábrica?) e os lindos ganchos esculpidos em madeira.

Longe do contexto urbano, do youtube e dos mil e um livros estrangeiros sobre o tema, numa região em que já só as avós conhecem as técnicas e o nome dos pontos, uma mostra como esta tem ainda mais importância. É que nas aldeias fazer malha está bem longe de estar na moda. Os meus parabéns à Junta pela iniciativa. Read more →