o livro das camisolas

Tricô. O Livro das Camisolas

Tricô. O Livro das Camisolas

Há muito, muito tempo, estávamos em 1984. Os fios sintéticos estavam no auge (têm mais força, elasticidade e não deformam), a palavra de ordem era fantasia, o Like a Virgin estava no top e publicavam-se livros como O Livro das Camisolas (tradução de The Sweater Book), cujos modelos tinham nomes como Algazarra, Cubos loucos e Riscas cintilantes.
Sem ironia, o livro é surpreendentemente complexo e interessante quando comparado com os que as editoras norte-americanas e inglesas lançam actualmente para o mercado. Com excepção do que chega do Japão, a tendência dos últimos anos é para os projectos rápidos e fáceis e no mercado editorial aparecem cada vez mais livros de tricot e costura obviamente feitos em cima do joelho e com o mínimo de custos.
Rewind para 1984: a minha colega do colégio que ia para a escola com camisolas feitas pela mãe (a minha preferida tinha uns bolsos garridos em forma de luvas) de certeza que não sabe que foram essas camisolas que me deram vontade de tricotar a sério.

Tricô. O Livro das Camisolas

Tricô. O Livro das Camisolas

Tricô. O Livro das Camisolas

Maggie White, Betty Barnden, Joan Chatterley, Sara Kotch e Zoë Hunt
Tricô. O Livro das Camisolas.
Círculo de Leitores, 1984.

PS: obrigada à RIta pelo empréstimo do livro.

9 comments » Write a comment

  1. A minha mãe tem este livro em casa e eu sempre o adorei. Ainda no fim de semana passado lhe pedi que mo emprestasse. Uma das minhas camisolas preferidas era a da cobra enrolada ao pescoço!

  2. Os maravilhosos e neo-românticos anos 80!!! Nessa altura as pessoas tinham ombros e aqueles penteados extraordinários que eu nunca consegui emular. Em França também se publicavam muitas revistas com propostas extraodinárias, muito mais fantasistas do que aquilo que se vê agora nos livros. Não connheço este livro, mas, pela amostra, parece ter um registo visual que me agrada muito. Os livros de tricô deviam contemplar estes vários níveis de leitura, entre o visual e o descritivo, porque nem todos os que tricotam têm facilidade em ler instruções fastidiosas que não dão à partida uma ideia geral do trabalho. Obrigada pela partilha, Rosa!

  3. foi um grande achado, este! aprendi a lição de não julgar um livro pela capa e, num futuro próximo, hei-de fazer esse duo de losangos, entre outros.
    lindas fotos e lindo post! :-)

  4. Que engracado…. Tb cresci acompanhada das ilustracoes desse livro que a minha mae guardava relgiosamente… Uma grande lembranca e algo a trazer de “casa” quando la’ for, sem duvida!

  5. tienes toda la razón, algo que no soporto de los libros de hoy, es que se limiten a los proyectos rapidos o sin mayor complicación, buenisimo post!

  6. eu faço parte de um nucleo restrito de pessoas que acha que os anos 80 foram os mais loucos, criativos e coloridos de sempre! 80′s FOREVER!

  7. Eu também tenho esse! Tinha sempre “discos pedidos” para a minha mãe! Tb tem uma parte com bóinas de lã para criança que é sempre um “disco pedido” cada Natal, porque, infelizmente, torna-se um “disco perdido” durante o ano :(

  8. Pingback: o casaco | A Ervilha Cor de Rosa

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