a sumbia

sumbia

Man and His Horse
Man and His Horse. Senegal, 2005.

Se as malhas portuguesas têm muitas histórias por desvendar, sobre as africanas pouco li até hoje. No entanto estão por toda a parte, de Norte a Sul, de uma ou cinco agulhas, de lã e de fibras vegetais, manuais e mecânicas. A sumbia é o gorro que muitos homens africanos usam, julgo que sobretudo na Guiné Bissau, Gâmbia e Senegal, feito de malha mecânica de lã (as mais bonitas) ou algodão de duas cores. As que se vêem mais são verdes escuras e brancas, mas também as há castanhas e brancas, vermelhas e brancas e provavelmente em mais cores. Têm uma barra com motivo horizontal, normalmente um ziguezague mas há outros, e riscas estreitas verticais até ao topo, que é rematado com um pompom. Nunca encontrei nada escrito sobre estes gorros, apesar de tantas pessoas os conhecerem por os associarem imediatamente à figura de Amílcar Cabral. Apetece dizer que os motivos são os mesmos dos cestos destes países, mas a verdade é que são praticamente universais. Não sei onde são feitos (será em pequenas fábricas? Serão importados de outro país? Já se farão na China?) nem desde quando, mas o processo de fabrico deve ser curioso, porque as carreiras correm na vertical e não na horizontal como é hábito. Tenho uma de lã, trazida pelo meu avô da Guiné há cinquenta anos (à esquerda nas fotos) e várias de algodão, que encomendei à Ana Teresa, e adorava saber mais sobre elas. Read more →

exílio

exílio

Foram 20 anos de ausência. … Tornaram-me a vida impossível.

Vinte anos de exílio político tornaram-lhe impossível integrar-se e reconstruir a carreira no Porto quando uma amnistia permitiu que regressasse para junto da mulher e dos filhos. Viu-se obrigado a partir novamente para o Brasil, onde viria a morrer nove anos mais tarde.

Celebremos, hoje e sempre, a liberdade de opinião. 25 de Abril Sempre! Read more →

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faixa

faixa

A faixa (ravelry) já estava terminada há uns dias mas só agora voltou a estar fresco que chegue para a usar. A lã é a Beiroa nas suas duas cores naturais e o ponto chama-se vulgarmente entrelac mas também é conhecido e praticado há muitas décadas nalgumas aldeias portuguesas (com belas histórias a propósito para contar um destes dias).

I’ve finished my knitted belt a few days ago but last week it was to hot to wear it. I’d been meaning to knit something like this for a long time, as I hate having my underwear showing when I wear low waist jeans. The yarn is Beiroa. I had never tried entrelac before, but after finding out that it has been know for many decades in some remote portuguese villages (and associated with very interesting traditions – more on that later) I had to learn it (Ravelry). Read more →

vvvvvvv~~~vv

l'art populaire en france

Menos posts que de costume porque ao trabalho habitual juntei nas últimas semanas a tradução de um livro de tricot feita a convite de uma editora portuguesa (é caso para dizer finalmente, porque depois deste poucos ou nenhuns com interesse se editaram por cá). Não sendo um trabalho muito criativo, foi óptimo para ganhar experiência, escolher termos, praticar abreviaturas, etc. Além de que na pesquisa acabei por constatar que por detrás da excelente tradução d’O Grande Livro dos Lavores está o mesmo Fernando Baptista de Oliveira que escreveu O Tricot em todas as modalidades, o Método de Corte, e ainda (e isto é que me surpreendeu mais) a História e Técnica dos Tapetes de Arraiolos, que continua a ser a grande (única?) obra de referência sobre o tema. Quem seria este homem?

As imagens do post são de dois dos livros que folheei hoje, um dos anos 70 sobre arte popular em França e o outro um manual espanhol de engenharia têxtil dos finais do século XIX. Read more →

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