arrancar. moda em tricot

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Para si, Leitora
Pela primeira vez no nosso País, uma revista de malha e moda totalmente nacional. A Mulher Portuguesa é, sem sombra de dúvida, das melhores do mundo em aptidão manual. As pequenas maravilhas de trabalho artesanal que nascem (por vezes, tão discretamente) das suas mãos habilidosas merecem mais encorajamento, mais elogio e renome.

Em 1985 nascia assim a primeira revista de tricot feita (e não apenas traduzida ou adaptada) em Portugal, por iniciativa da então jovem empresa Arrancada – Fiação da Arrancar (entretanto falida?), especializada em fios de fantasia e da Fisipe, produtora de fibras sintéticas. Foi certamente uma publicação bastante cara, envolvendo concepção de figurinos, instruções por escrito e sessões fotográficas com modelos também portugueses. Com uma tiragem de 25000 exemplares, a qualidade dos conteúdos vai aumentando de número para número até ao último que pude consultar (Outono/Inverno 1988-1989), em que as peças apresentadas não ficam atrás do que se via nas revistas de moda da altura.

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18 comments » Write a comment

  1. Olá Rosa e Sofia!

    Pelo que pesquisei, os factos são estes: em 1977 um dos sócios da fábrica abandonada que visitei, a António Pereira Vidal e Filhos, Armando Xavier, que geria a empresa com 3 tios, saiu por divergências familiares, e iniciou por sua conta actividade no mesmo ramo. Arrancar, Lesilan, Mimoda, Mimalha, Fesipe, foram empresas que foram sendo compradas, fundidas, vendidas, falidas, etc. etc., dando origem à actual marca Lanidor que ainda hoje possui instalações em funcionamento na localidade de Arrancada do Vouga a escassos metros da falida fábrica dos “tios”. Espero não ter cometido nenhuma incorrecção mas infelizmente as informações são escassas.

    Beijinhos às duas.

  2. Que boas recordações!
    A Arrancada era um dos fornecedores do meu avô, que ainda tem uma loja de lãs em Chaves.
    A imagem do catálogo é-me muito familiar.
    Parabéns pelo post.

  3. A época áurea desta fábrica foi há muito anos (final anos 80). Três turnos em funcionamento non-stop. Proporcionou trabalho a mais de mil pessoas. Muitas delas vinham de fora da freguesia e até do concelho (Águeda) para fazer face às necessidades de laboração. Acredito não haver família em Valongo do Vouga que não tenha tido pelo menos um dos seus elementos a trabalhar na Arrancar.

  4. Puxando pelos galões que a idade me dá, lembro-me nem tanto dos fios mas da revista e da sua qualidade. Não tinha muita coisa infantil que era o que mais me interessava na altura mas comprava-a na mesma.
    Juntamente com a Rakam, Mulheres foi compra lá de casa. Desapareceu numa altura em que ainda o tricot estava em alta.
    Mas havia uma outra revita também muito gráfica penso que portuguesa, anterior a essa. Voi ver se consigo que tenha sobrado algum exemplar lá pelos alentejos e depois contacto

  5. exacto… bem me lembro da Lanidor vender fios. De resto, ainda tenho fios Arrancada nas minhas reservas. Tenho que pensar em tricotá-los um dia.

  6. Ai o que eu me recordo de ver a minha mãe fazer camisolas destas…

    E por acaso alguém se recorda de quando o negócio da Lanidor era fios, lãs e, mais tarde, artigos em tricot já confeccionados? Aqui em casa ainda há lãs desse tempo. E é triste muito pouca gente ainda se lembrar disto. Nem a própria marca tem grandes registos destes idos anos 80…

  7. Pois, agora são só fios chineses, cheios de produtos químicos e outras coisas inomináveis… o pior é que nós tentamos comprar em lojas portuguesas e depois vemos as etiquetas e as coisas são feitas na China, Bengladesh, Vietnam , etc. Serei eu picuinhas?

  8. Adorei ler o post e os comentários, como nasci nos 80 não tinha ideia disto, mesmo apesar de ter nascido perto de Águeda!
    Parece que vou ter de fazer um questionário à minha mãe que tiha uma loja de lãs em Ílhavo por essa altura :)

  9. tudo muito antigo de facto. até a menina da foto se tornaria famosa anos mais tarde. aqui ainda era uma menina…

  10. Olá a todas (os). A Arrancar actualmente conhecida por Lanidor.
    Há alguma confusão entre a Vidal e a Arrancar.
    Ambas “desapareceram”, mas a Lanidor, continuou, noutro negócio.

    • Lanidor!! esta a caminho da Arrancar. esperem e depois digam alguma coisa. La kids ja se separou da lanidor, LA KIDS com um capital social de 5 mil euros funcionarias para a rua sem direitos a indemnizaçoes, com 5 mil euros nao da para mais. Ja ouvi dizer que agora as funcionarias recebem a semana. “TIPO TROLHAS” . estamos num pais que da tudo aos Patrões.

      UMA SUGESTÃO PARA A LANIDOR: baixem os preços das roupas CHINESAS e das malas chinesas que voces vendem. porque para isso vamos diretos aos chineses. bom ano novo para todos.

  11. Pingback: seamless raglan sweater #3 | A Ervilha Cor de Rosa

  12. A Arrancar fabricava lãs e vendia-as nas lojas Lanidor (mas era tudo o mesmo, pertencendo a Armando Xavier), que chegou a trabalhar em parcedia com a Fisipe para o fabrico de fibras. Deixaram de fabricar lãs, e passaram a fazer os moldes e a mandar fabricar noutras fábricas nacionais e internacionais. Actualmente penso que é o filho Pedro Xavier que está à frente do negócio. A LA Kids e a Globe pertencem ao grupo.

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