fernão joanes (2)

Ti Aristides

Ti Aristides

Fernão Joanes, na Guarda, é uma aldeia pequenina a quase 1000m de altitude. Os rebanhos são poucos hoje em dia porque os pastores envelheceram, mas as histórias do que se passava há 30 ou 40 anos são muitas e fascinantes. Por ali pouco se vêem os casacos de raxa e capas de Burel do outro lado da Serra – quando sai com as ovelhas, o pastor leva o cajado e um cobertor de papa (Maçainhas é ali mesmo ao lado). O rebanho conhece as riscas da manta e segue-a, obediente, que o pastor a sério é o que anda à frente do rebanho e não atrás dele. E se o corpo se ausenta, a manta e o cajado trabalham sozinhos. Read more →

fernão joanes (1)

A

E

Nos últimos dias de Agosto, mesmo antes de regressarem às aulas, fomos conhecer uma aldeia beirã de pastores fora de série: Fernão Joanes. Foram dias excepcionais, de férias para elas e trabalho para nós, aos quais voltarei nos próximos posts.

The girls’ last field trip before school started: a week in Fernão Joanes, a small village on the outskirts of Serra da Estrela, inhabited by exceptional shepherds. I will tell more about them in the next posts. Read more →

bons ares

buenos aires

buenos aires

Chamam-se Buenos Aires mas são mesmo de cá. Como juntam dois tópicos frequentes deste blog – mantas e botas – era impossível ficar-lhes indiferente. Esta manhã fomos conhecer o João Mesquita, um dos responsáveis pelo projecto, e comprovar que as botas, com os seus canos e palas feitos de mantas alentejanas tradicionais, são tão cómodas como bonitas. No fim ainda fizemos um test drive no pátio com a ajuda do único pé 37 cá de casa (as de homem, uma versão de luxo das célebres botas de pedreiro, também são muito bonitas). As tentativas de conjugar design contemporâneo com técnicas artesanais muitas vezes não vingam. Ora porque o design é fraco, ora porque a produção artesanal não consegue adaptar-se às exigências de um modelo de negócio sustentável, ora ainda porque a aposta na qualidade da produção não é suficiente. Mas aqui parece-me que há uma fórmula de sucesso. Tomara que sim. Read more →

agosto galego (2)

Concha

Em Luneda

Os dias da Galiza foram passados na estrada, a gravar música tradicional para um projecto em curso. Mas também houve tempo para falar de lã. Foi em Luneda, muito perto de Melgaço, com a D. Concha:

Se tens … uma ovelha, ou duas ou três, rapa-lhe a lã, mira que a lã seja de boa raça, que seja completamente sedosa, que não seja brava, faz roupa, faz de tudo. Não é preciso ir às fábricas para viver.

Our week in Galicia was spent on the road, recording traditional music for one of Tiago‘s ongoing projects. But there was also time to talk about wool. We were in Luneda with D. Concha, near the portuguese border, and recorded her praise of wool:

If you have … a sheep or two or three, you shear the wool … but you must choose good sheep to have soft wool. You can make your own clothes, you can make many things. There is no need to go to the factories to live.