knitting in the nordic tradition

knitting in the nordic tradition

knitting in the nordic tradition

Uma das prateleiras cá de casa em que os livros já não cabem é a dos de malhas tradicionais de várias partes do mundo. Por aqui têm aparecido alguns, como este ou este, mas nos próximos tempos vou mostrar outros dos meus preferidos. O de hoje acaba de chegar. Comprei-o num impulso, depois de ver esta imagem no Pinterest, e já é um dos meus preferidos. A edição original, dinamarquesa, é de 1981 mas a paginação cuidada, misturando a informação histórica com a componente prática, sobreviveu muito bem à passagem do tempo. Vai ser a minha leitura de hoje. Read more →

remenda o teu pano…

remenda o teu pano

remenda o teu pano

…durará para o ano.

As minhas calças do inverno passado eram ruças de origem. Este ano precisaram de um conserto, que fiz com entretela fina de algodão e linhas de bordar. Cortei a entretela em rectângulos suficientemente grandes para protegerem um pouco mais do que as áreas mais frágeis e apliquei-a com o ferro pelo avesso. Depois reforcei os remendos com a linha, como se estivesse a acolchoar uma manta.

Outros remendos por aqui (1 2 3 4) e por ali. Read more →

fazer meia

fazer malha

fazer malha

Cinco meninas todas iguais
Uma anda nua a despir as mais

As cinco agulhas assustam quem se inicia no tricot. Lembro-me do fascínio que exerciam sobre mim quando morava em Reguengos, onde algumas mulheres ainda faziam meias de linha (que nós calçávamos). Mas trabalhar assim, sempre à roda, sempre em liga, foi na verdade a técnica mais usada em todas as nossas aldeias até há pouco tempo e foi com cinco agulhas que se estrearem na malha, tão cedo que raramente se lembram da idade, todas as mulheres mais velhas com quem tenho falado.
A complexidade aparente desvanece-se mal se percebe que quando se trabalha com cinco agulhas trabalha-se na mesma apenas com duas de cada vez. E se nas primeiras voltas as outras nos atrapalham e parece que vão cair, num instante o trabalho começa a fluir e dizemos de vez adeus às costuras em tudo o que são gorros, golas, mangas e, claro está, meias.

(as fotografias são da Ilustração Portuguesa, dos primeiros anos do século XX. Na de baixo, uma menina pequena e sorridente a fazer meia)

bucos

bucos yarn

bucos yarn

Lãs especiais merecem etiquetas à altura. Foi assim com a Mirandesa, desenhada pelo João Maio Pinto, e é finalmente assim também com a Bucos, desenhada pela Min. Conhecemos a Min como membro do colectivo Monster Jinx durante o Pensar Fora da Caixa, em Abril do ano passado. Ficámos fãs da atitude de fixe genuíno do grupo. Uns meses mais tarde o Stray gravava para a MPAGDP e a Min desenhava ovelhas…

processo

rosa

revisão de provas

Há três anos criei a rotina de dedicar um dia por semana a um projecto que ainda não tinha forma mas que chamava por mim desde nem sei bem quando. Renovei os cartões das bibliotecas, fui de livro em livro, de nota de rodapé em nota de rodapé a coligir notas e referências. Enquanto isso começava a percorrer o mapa à procura, a fazer viagens, a aprender junto de pessoas que sabiam o que não estava escrito. E fazia malha, e mais malha, de lápis e papel por perto.

E agora estou em revisão de provas.

de 2012

a em miranda

Em 2012 tive saudades de ser assídua por aqui. Mudei de casa e de vida. Tive chatices sérias. Vi ovelhas serem enfeitadas como árvores de Natal. Escrevi um livro (está quase quase). Ouvi tocar e cantar como nunca antes. Fiz centenas de quilómetros de malha em autocarros e combóios. Vivi.

Bom 2013!