meada corada

tingir

tingir

tingir

Há muito tempo que não brincava à tinturaria, apesar de ter descoberto recentemente duas plantas que crescem por perto que não perdem pela demora: uma é o ligustre (Ligustrum lucidum) do jardim dos meus pais e outra é a Phytolacca americana que espreita por detrás de um tapume vizinho. O que fiz desta vez foi muito mais simples do que as experiências com corantes naturais – tingi uma meada de lã com corante alimentar (daqueles que se usam em bolos e outras coisas de comer), vinagre, um tupperware e um micro-ondas (assim mas sem as seringas). As cores são tão luminosas e ficam tanto tempo entranhadas na pele (esqueci-me de usar luvas) que nunca ousaria usá-las em comida nenhuma. Aliás as letras pequeninas no rótulo dizem que o conteúdo pode causar efeitos negativos na actividade e atenção das crianças (!). Use at your own discretion.

sapatos de campino

mosaico hidráulico

mosaico hidráulico

Há muito tempo que os namorava e este ano encomendei finalmente uns sapatos de campino (ou de forcado, como também se chamam). Gostava de saber a história deste modelo com franjas e cordões amarelos. Faz pensar em sapatos de golfe antigos ou mesmo em moccassins. Este meu par foi feito à medida por um senhor de Almeirim que está sempre na FIA e na Ovibeja (a empresa chama-se Calçado Tradicional O Alazão). São os meus sapatos preferidos.

compostor

quintal

quintal

Vive connosco e come praticamente tudo o que dantes se deitava fora na cozinha, alternado com as folhas secas do quintal. Não tendo como albergar umas galinhas, que era o que me apetecia, fazer terra fértil em vez de lixo também é alguma coisa.
O compostor foi fabricado em Portugal e veio daqui.

these boots were made for walking

these boots were made for walking

these boots were made for walking

Não há outras como elas. Para mim nem as lindas Green Boots lhes fazem sombra. Andam comigo por toda a parte, seja para subir a serra ou descer o chiado. Levam sebo de vez em quando e capas novas nos tacões quando as velhas se gastam (coisa que acontece a quem usa os pés como principal meio de transporte). O par anterior foi jubilado quando abriu um buraco na sola, mas este está no médico à espera de umas meias-solas novas.

kilt

Iou

Iou

Quando alguém que raramente compra roupa tem uma saia nova é caso para fazer a festa e deitar os foguetes. É um Madras Kilt do projecto IOU, mais precisamente este Madras Kilt. Com botas alentejanas e o último Wiksten tank top a acompanhar, leva-me para dentro destas fotografias que adoro. Numa altura em que a palavra handmade virou carimbo para vender a torto e a direito o que quer que seja, gosto da minha saia com bilhete de identidade.

das beiras

churra do campo

churra do campo

merino da beira baixa

merino da beira baixa

…por onde andei na semana passada, a ver e a aprender. Fiquei a conhecer de perto mais duas raças autóctones de ovelhas, a Churra do Campo (fotos de cima) e a Merino da Beira Baixa (fotos de baixo). A ovelha Churra do Campo está à beira da extinção. É um bicho pequeno, de lã churra muito longa (estava deste tamanho em Setembro, imagine-se quando chegar à época da tosquia) e, como se diz nos livros, de elevada rusticidade (o que basicamente quer dizer que é muito bem adaptada e resistente ao meio porque ninguém tentou transformá-la noutra coisa ou fazê-la crescer para dar mais leite ou mais carne). Estas ovelhas estão bem no calor abrasador do Verão e na neve também. Tanto quanto sei era do seu leite que deviam ser feitos os queijos tradicionais da Beira Baixa, aqueles que agora levam um DOP à frente do nome. O problema é que para fazer queijo DOP na Beira Baixa basta fazê-lo na região certa. Importam-se ovelhas de raças israelitas ou francesas (raças que foram apuradas até se transformarem em máquinas leiteiras), criam-se na região certa e, como que por magia, do seu leite faz-se queijo regional, com direito a dizer DOP no rótulo e tudo. Não percebo como é que é possível ter-se aprovado legislação desta, mas os resultados estão à vista.