o casaco

o casaco

o casaco

Ainda não contei nada sobre a Zagal, mas já estou quase a acabar um casaco para a E. feito com cinco das suas quinze cores (Ravelry). O número de malhas e os aumentos foram calculados com o Raglanify e o resto foi nascendo ao sabor das agulhas. Tem bolsos às riscas e parece vagamente saído deste livro. E assenta-lhe tão bem que me parece que vai ser das melhores coisas que tricotei até hoje.

zagal

keito dama

keito dama retrosaria

A minha revista de tricot preferida traz no seu número mais recente uma página dedicada ao meu trabalho e à Retrosaria. Aqui fica a tradução, gentilmente enviada pela repórter:

Encounter with traditional Portuguese yarn in Lisbon
Reencounter with “Keito Dama”
 
Do you know that the history of knitting in Japan and Portugal has something in common? When you started to learn how to knit, wasn’t it the “meriyasu” pattern you knitted at first?  In fact “meriyasu” (meias) is a Portuguese word which means “socks”. Knit socks were imported by Japan in the times of the Western trade which started in the mid of 16th century. But despite such a history Portuguese method of knitting which is different from American and Continental and in which the yarn goes over the neck or shoulder of the knitter making to knit “purl” loop easier than “knit” loop, is still not well known in Japan. I remembered friend of mine said that I would “become captive” if I saw the traditional Portuguese yarn, so this time I decided to visit Rosa Pomar’s knit shop in Lisbon. She went around the country in search of traditional technique and patterns collecting them for tradition do not disappear. She is a designer, researcher and an entrepreneur; she is the woman who is popular in Europe and America.
The shop name is Retrosaria and it is located in the central Lisbon, on the street where the trams are running; on the second floor of the building with some “retro” nostalgic atmosphere. Climb on old stairs and you can see the glass case with displayed woolen yarn. Open the door on the right side and you will be in the Rosa Pomar’s World. On the line of shelves one can see Mirandese yarns, which were hand spun by the women in the northern part of Portugal near the Miranda Do Douro, using the techniques which are existing for hundreds years; Beiroa yarns which were produced using wool of sheep breed in Estrela mountains and many others made by excellent hands with a gentle touch of the Nature. And, what a surprise! on the counter I spotted “Keito dama”. I was so delighted to see it so far from Japan. And it is in use, because you can understand symbols even if you do not speak Japanese, I was told.
Finally I looked at beautiful knitted patterns inside her book “The history and technique of knitting in Portugal” which was published last year, and left Retrosaria with the hope that this book will someday be translated into Japanese.

no armário

lã

A propósito da simpática entrevista comigo que a Divine Shape publicou hoje, uma camisola que fiz em 1994 com lã que comprei na Cooperativa Oficina de Tecelagem de Mértola. Tinha dezoito anos e usei-a continuamente durante uns dez. O novelo que sobrou está na capa do meu livro.
No outro dia citei dois autores do século XIX a propósito de roupa. Mas no século XXI, ao contrário do que acontecia no pré-pronto-a-vestir, o que vestimos reflecte aquilo que somos. O que vestimos, o que comemos, o que compramos. Porque comprar, mesmo que poucas pessoas o façam pensando nisso, é um acto político. Onde compramos o pão e que pão compramos, onde compramos uns sapatos e que sapatos compramos? Em quem decidimos diariamente investir, apostar, seja com €1 ou €100. Queremos que a padaria de bairro sobreviva, é lá que vamos comprar o pão. Queremos apoiar os produtores portugueses? É não comprar sem olhar para a origem dos produtos. Umas calças a €10? Quanta gente explorada está por trás desse preço? Todos os dias são dia de eleições, o que há é pouca gente a dar por isso.