a hora do tricot

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Há dez anos fazer tricot em público era estranho. Já não se viam senhoras a fazer renda no eléctrico e fazer malha, em geral, não ficava bem. Pode parecer estranho dizê-lo, porque não passou assim tanto tempo, mas é verdade: se se era uma mulher culta, activa e independente (seja já o que isso for), então não era suposto fazer-se malha. Quando muito fazia-se um bocadinho em casa, quando nascia um bebé, sob os olhares semi ou totalmente reprovadores de quem estava por perto. Foi nessa altura, em Setembro de 2004, que eu e a Hilda Portela convocámos o primeiro encontro de tricot. Tão popular era a ideia que compareceram três pessoas – eu, a Hilda e uma corajosa chamada Sofia. Os encontros seguintes foram muito mais animados, claro. E depois veio a imprensa, a televisão, apareceu gente a mais, criaram-se novos grupos e aos poucos as coisas foram mudando.
Há algumas semanas fui convidada pelo José Vítor Malheiros para organizar um encontro de tricot no âmbito de um evento anual no Pavilhão do Conhecimento. Disse que sim. Convidei o Bruno Reis Santos, aka Lord Mantraste, para desenhar os flyers e cartazes e estão tão bonitos que vão ficar na parede durante muito tempo (quem quiser um aproveite para passar ou fazer encomendas na Retrosaria hoje e amanhã). Chamámos a Zélia para representar o Gang da Malha e o IELT para contar histórias e vai haver chá e bolinhos. É amanhã.

mantraste
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