babywearing ♥︎

trás-os-montes
artur pastor

Um postal de Trás-os-Montes e uma fotografia de Artur Pastor (na Beira Interior, década de 1950) a ilustrar duas maneiras tradicionais de transportar bebés em Portugal: às costas, atado não sei exactamente como mas provavelmente como se fazia em Espanha, e à cintura, aconchegado no xaile (ou na capa), como também se fazia em vários sítios da Europa.

De volta ao babywearing com o pequeno A, que anda no sling que já foi da irmã, parece-me ver menos porta-bebés na rua (sejam slings, panos ou marsúpios de todos os géneros) do que há uns anos. Os turistas (e há muitos nos meus percursos diários) usam-nos, mas os portugueses nem por isso. Terão saído de moda?

na visão
Um passeio pela minha Lisboa na Visão de quinta-feira passada.

jardinar

folhas de acanto
germinar

O jardineiro e o hortelão brincam aos deuses – decidem quem vive e quem morre, que plantas são boas e que bichos são maus. Talvez fosse por isso que o jardim da minha mãe era uma colecção de ervas daninhas com uns coentros e umas violetas pelo meio: custava-lhe escolher.

No nosso jardim que não é nosso os acantos (os acantos das colunas e do William Morris) são reis e senhores. Mas para nascer uma horta os acantos têm de sair. Não é muito justo.

weaving with branches

Teço com ramos e troncos e penso nela e no privilégio de crescer a (ver) fazer coisas com as mãos.

o colete das pipocas

popcorn vest
press

O pequeno A ainda não me deixa chegar com frequência às agulhas de tricot, mas consegui finalmente no fim-de-semana completar o Popcorn Vest em Beiroa que tinha começado alguns dias antes de ele nascer. É um modelo da Misha and Puff, uma pequena marca de peças para bebé tricotadas à mão no Peru (na Europa encontra-se por exemplo nesta loja, que é a minha preferida por estes dias para comprar roupa de bebé) que também comercializa alguns modelos para tricotar. Este colete é de execução bastante simples e acho que vai ter muito uso.
Ao lado está uma prenda muito especial vinda daqui: uma revista de tricot de 1965 com 25 modelos de High Fashion Sweaters inspirados (ou nem por isso) por outros tantos países, dos quais um é uma curiosa variação sobre a nossa camisola poveira.

…e este mês estou na revista Saber Viver.