novembro 2003
30 de novembro, 2003

passei a adolescência vestida de preto (ou quase). oh dear.
pobre e., que não tem culpa nenhuma,
29 de novembro, 2003


tenho a certeza de que a e. vai adorar este livro. tanto como eu.

este é o livro de que actualmente a e. mais gosta. comprei-lho eu, mas no princípio estava desconfiada. quando percebi porquê (depois de o ver com ela dezenas de vezes) fiquei satisfeita: os bebés que aparecem são mesmo normais (e não mais bonitos que a média, estilo anúncio), estão vestidos com roupas normais (ou mesmo a fugir para o feioso) e brincam com brinquedos normais. que belo livro!
28 de novembro, 2003

troquei um horrível coffee table book sobre moedas por estes quatro livros.
um dia a e. vai fazer-me perguntas complicadas sobre o funcionamento das coisas.
22 de novembro, 2003
este disco (que a e. adora) tem-me feito recordar os filmes do fred astaire. quando era pequena adorava o fred astaire. também porque o achava parecido com o meu avô e o meu avô sabia pôr um chapéu à maneira de todas as estrelas de cinema.
20 de novembro, 2003
19 de novembro, 2003

18 de novembro, 2003
as coisas pelas coisas e seu prazer dão prazer, é certo. mas mais ainda quando gozadas também por outrem.
cá em casa vê-se pouca televisão. aliás, durante 8 anos vivi sem televisão (o que fazia com que, de cada vez que dava de caras com uma ligada, ficasse como boi a olhar para o palácio, mas isso é outra história). agora é ao fim da tarde que a ligo, às vezes, enquanto preparo o jantar da e. sempre no segundo canal, tenho apanhado fins de vários documentários (género televisivo de que mais gosto) de óptima qualidade. hoje vi parte de um sobre o abi feijo (que não tem um site que lhe faça justiça), realizador de filmes de animação. para além de tudo o resto, fiquei impressionada com os filmes realizados no âmbito de ateliers de animação com miúdos dos bairros do porto.
12 de novembro, 2003


quando estava a acabar o desenho (que eu elogiei), o b. perguntou: posso pôr aqui um bom? não percebi. o que é um bom? um bom professora, posso fazer um bom? acreditando que um bom não podia ser nada de mau, consenti. o b. escreveu no desenho: bom. ou seja, auto-avaliou-se.
09 de novembro, 2003

muitas vezes as coisas em volta das coisas dão mais prazer que as coisas propriamente ditas.
08 de novembro, 2003


(vivi em reguengos de monsaraz, alentejo, entre os quatro e os cinco anos. tenho gravada a recordação de seguir com a minha mãe, uma noite, um grupo de homens que seguia a cantar rua fora. e não era para turista ver).
agora estou com a e. a ouvir este disco. quando a música pára ela olha para mim e diz aaa?.
se tivesse menos que fazer e se não tivesse um bocadinho de vergonha voltava a coleccionar selos. nas recordações de quando era pequena os selos aparecem com a mesma força que os legos e os livros do petzi. lembro-me de o meu pai (que não colecciona coisa nenhuma para além de livros) me dar o canto rasgado de um envelope com alguns selos colados e lembro-me de me ter ensinado a mergulhá-los em água para dissolver a goma e de os pôr a secar sobre um pano da louça. isto quando eu tinha 6 anos. ordenava-os por temas: animais e plantas, casas e paisagens, reis, rainhas e presidentes, artes, profissões, etc. aprendi imensas coisas com os selos. coisas importantes para uma pessoa pequena: que magyar posta significa correios da hungria, que o mocho é o símbolo da deusa atena, os nomes científicos de inúmeros animais, etc.
quando comecei a escrever cartas e tinha de comprar selos lembro-me de espreitar gulosa (como ainda espreito) para os livros de selos das tabacarias, a pensar que em vez de um selo de 27$00 podia pedir dois de 10, um de 5 e um de 2, que ficava o envelope mais bonito e eu mais satisfeita.
depois, como é do andar natural das coisas, os selos foram ficando esquecidos. até porque coleccionar selos é uma coisa assim um bocadinho nerdy e há uma idade em que as raparigas não querem que se pense que elas coleccionam selos.
mas a verdade é que continuo a detestar aquelas etiquetas cor de rosa que os substituem nos correios e que às vezes dou por mim a rasgar os cantos aos envelopes. um dia se calhar deixo de ter este bocadinho de vergonha.
07 de novembro, 2003
05 de novembro, 2003



queria ter ido ao concerto dos blur. mas não faz mal.
hoje os meninos desenharam máquinas de transformar coisas más em coisas boas. antes de chegar receei que os mais pequenos torcessem o nariz à ideia (e fizeram-no durante uns 10 segundos). ooooh. uma máquina? o quê, uma impressora? uma máquina de lavar? uma máquina inventada. imaginada. aos poucos surgiram botões e alavancas, tomadas, fios e antenas, fogo transformado em água, homens maus que ficaram bons (representados com cores boas e cores más), braços partidos e depois curados, etc. curiosamente, alguns garantiram - enquanto à vez descreviam o funcionamento das respectivas obras - que as mesmas também funcionam para o efeito inverso.
no tempo que sobrou, o b. desenhou-me a empurrar a e. na cadeirinha.
02 de novembro, 2003

tempo para ler.
01 de novembro, 2003
a xica diz que no festival da amadora está exposta uma bd (ainda por cima muito feia) chamada as aventuras da ervilha elvira (ou coisa que o valha). sinto-me terrivelmente plagiada.
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