maio 2005
31 de maio, 2005

O primeiro saco de chita tem andado sempre comigo. Depois dele nasceram outros, com o tamanho certo para ir ao pão ou levar uns livros e o tricot a passear à esplanada. Este é feito na minha chita preferida e já está na loja.
Memoija: outro boneco instalado em Nova Iorque, numa das fotografias mais deliciosas que tenho recebido.
Japanese Teddy Bear pattern book: parte amanhã mas ainda há espaço para mais alguém.

30 de maio, 2005

Não é a primeira vez que os icons das Colheres aparecem numa revista japonesa, mas desta vez foram os dos meus bonecos.

Depois de uma semana em que não tive cabeça para tratar do assunto, passei hoje mais uma manhã ao telefone. Comecei pela SCML e acabei com a carta (aliás email) que já enviei, e que aqui fica também:
Ex.mo Sr. Delegado Regional de Saúde,
Dr. Carlos José Pereira da Silva Santos,
Venho por este meio expor-lhe uma situação que há mais de dois anos estou a tentar resolver:
Resido ... em Lisboa ... . No andar por baixo do meu vive uma idosa, sozinha, com a visão, a audição e a mobilidade muito reduzidas. Esta senhora (D. F.) ainda sai de casa, a muito custo, mas creio que diariamente, mas já não tem capacidade para cuidar da sua higiene pessoal e menos ainda da da sua residência e da do gato com que vive. Da sujidade que a rodeia são testemunhas todos os habitantes do prédio, não só por poderem constatá-la nela própria, mas também pelo cheiro nauseabundo que invade diariamente as escadas do prédio.
Passo a enumerar os contactos que efectuei de há dois anos para cá com o objectivo de solucionar este problema e as respostas que obtive dos mesmos, que me levaram, finalmente, a escrever esta carta:
1. Linha do Cidadão Idoso: Fui aconselhada a contactar a Autoridade de Saúde Local.
2. Autoridade de Saúde Local (Centro de Saúde de ... ): Contactei pessoalmente a Autoridade de Saúde há já dois anos, apesar da relutância desta em receber-me. Foi-me dito que deveria escrever uma carta para a Câmara Municipal de Lisboa e que a Autoridade de Saúde não tinha meios para intervir.
3. Câmara Municipal de Lisboa: através do apoio telefónico da CML foi-me dito que esta apenas pode intervir quando a casa em questão é propriedade da CML.
4. Santa Casa da Misericórdia de Lisboa: Foi-me dito que a responsabilidade sobre questões como esta (em que é necessária uma intervenção não só ao nível pessoal mas também sobre a higiene de uma residência) é de facto das autoridades de saúde. No entanto, a assistente social com quem falei (Dra. ... ) ofereceu-se para intervir. Visitou a D. F. na companhia de uma agente da PSP da esquadra ... (Agente ... ) e mais tarde com a Autoridade de Saúde. No final desta visita, a Autoridade de Saúde determinou não ser a situação tão grave que exigisse uma intervenção da sua parte. A Dra. ... conseguiu com muito esforço e passado algum tempo contactar a filha única da idosa, para lhe pedir que autorizasse a instituição do chamado Apoio Domiciliário para a D. F., mas aquela disse não haver necessidade visto dar à sua mãe todo o apoio necessário. No entanto todos os moradores do prédio podem testemunhar que esta senhora nunca é vista a entrar ou a sair do prédio e que a D. F. não recebe qualquer tipo de apoio em sua casa.
Dois anos passaram entretanto e a situação agravou-se naturalmente ainda mais.
5. Linha Nacional de Emergência Social do MTSS: Aconselharam-me a contactar novamente a Santa Casa da Misericórdia, no sentido de reabrir o processo.
6. Santa Casa da Misericórdia de Lisboa: Sugeriram-me que contactasse a Autoridade de Saúde, única com poder de intervenção ao nível da necessária limpeza da habitação da D. F. A SCML poderá apenas instituir um apoio regular de cuidados e higiene pessoal da idosa.
7. Direcção Geral de Saúde: Foi-me dito que escrevesse uma carta ao Delegado Regional de Saúde.
Queria ainda transmitir-lhe que muitas das pessoas a quem relatei esta triste história, em que as várias entidades presumivelmente competentes delegaram umas nas outras o poder de intervir nesta situação, me aconselharam a dar conhecimento dela aos meios de comunicação social. Ainda não tive vontade de o fazer, por preferir confiar no poder do Estado e na vontade dos que para ele trabalham. Expu-la apenas no meu weblog pessoal, em
http://ervilhas.weblog.com.pt/arquivo/108570.html, onde tenho também intenção de tornar pública esta carta que lhe dirijo.
...

Hoje não vou para o Príncipe Real. Não vão estar lá as minhas amigas e tenho imensas outras coisas para fazer. Mais feiras, para mim, só para o mês que vem.
Bonecos à janela: na Holanda (obrigada, Patrícia) e em NYC.
29 de maio, 2005
Não sei o que disse na altura a crítica mas gostei imenso deste filme, que me apanhou ontem à noite de surpresa.

#232

#233

#226
...e o #210, já em casa.
28 de maio, 2005

A feira foi menos animada do que a do mês passado mas mesmo assim correu muito bem. Conheci finalmente a Pal e a I. em carne e osso e também a Anabela, especialista em patchwork e professora desta modalidade da trapologia (como lhe chamou na brincadeira), recém-regressada da Suécia. Espero que ela encontre rapidamente quem por cá tenha vontade de aprender a fazer coisas como estas. Mais sonhos na segunda-feira.

27 de maio, 2005

Ontem à noite, quando ainda não tinha buca e naniz (como diz a E.), achei que lhe ia ficar bem uma flor na orelha. Juntei-lhe um guizo e transformou-se na minha participação para o Month o Softies.
26 de maio, 2005

Atsuko Matano: ilustradora de livros e muitas outras coisas.
25 de maio, 2005

Por causa do feriado de amanhã, a revista Sábado saíu já hoje. Eu não me livrei de ficar com ar de mostrenga mas pelo menos desta vez não tinha maquilhagem (regra número dois, a pôr em prática da próxima vez: não sorrir por encomenda). Fiquei contente com o texto, que resultou de uma longa e muito agradável conversa com a jornalista Joana Santos Moreira.



Numa das muitas prateleiras que arrumei à tarde estava o retrato desta minha tia-bisavó. Adoro ficar à procura dos genes egoístas nas fotografias.
T&O embroidered dolls: desenhadas no fim dos anos 50 e eu ainda não as conhecia.
Tamar Mogendorff: instantaneamente promovida a favorita na categoria de fazedora de bonecos que não são para brincar (via Wee Wonderfuls).
Japanese Teddy Bears Bookring: quase a seguir para o próximo da lista.
Feira dos Sonhos: é já no Sábado e na Segunda-Feira. Tomara que o estado do tempo na minha cabeça melhore até lá.
24 de maio, 2005

A generosidade é a ideia principal por trás do BookCrossing, um site/conceito genial nascido em 2001 e cujo combustível é o amor aos livros e à leitura: se gostas de um livro partilha-o, seja deixando-o numa paragem de autocarro à espera que um desconhecido o leve ou emprestando-o aos teus amigos ou às pessoas que também gostariam de o ler.
Conheci o BookCrossing em Junho de 2003 e tornei-me logo adepta. Na altura, com a E. acabada de nascer, descobrir uma imensa biblioteca à distância da minha caixa do correio foi uma maravilhosa surpresa. Li muito e muitos livros que de outra forma provavelmente não teria descoberto, desenhei um logotipo alternativo e uma série de etiquetas que andam por aí, aprendi a reciclar envelopes e a usar as taxas especiais para livros dos CTT, fiz amigos (olá Mariana), conheci muitas pessoas e tirei o pó a muitos dos livros das nossas estantes, pondo-os a correr mundo. Um desses livros, o Lullaby, regressou ontem a casa depois de ser lido por mais doze pessoas, cá em Portugal e noutros países. Para comemorar o acontecimento, decidi criar um Bookring para partilhar um livro japonês com modelos e instruções para fazer Teddy Bears. Está aqui.
23 de maio, 2005
Só consigo pensar no meu Mestre, que soube inesperadamente no Sábado estar gravemente doente. Fui vê-lo hoje, mal pude, cheia de uma infundada e egoísta esperança de o poder ainda ouvir e de que me visse, de poder ainda transmitir-lhe a gratidão que sinto por todas as vezes que me abriu caminhos, por todos os dias em que me telefonou por me saber em baixo para conversarmos um bocadinho, fosse sobre a última ida à cinemateca ou sobre as crónicas das ordens mendicantes, pela vez em que me convenceu na véspera do congresso de que era mesmo capaz de acabar de escrever aquela comunicação, por toda a generosidade que mostrou sempre com quantos o procuraram.

22 de maio, 2005

Ontem à tarde fomos à ao Mundo Mix visitar as princesas do castelo e o Walter e o Pedro da Lixúria, seleccionados no concurso de novos talentos. Só foi pena não nos cruzarmos com a Ana. Não é muito o meu género de feira, por causa da música omnipresente e demasiado alta, mas foi um bom passeio. Fiquei a conhecer as saias fantásticas feitas por uma rapariga portuguesa cujo cartão de visita acabo de me lembrar que está a centrifugar na máquina dentro do bolso de umas calças (só espero conseguir lembrar-me do nome dela) e trouxe comigo uma ilustração da Ana e um bijou da Hilda.
Coisas em órbita e, aqui (na entrada de 18 de Maio), uma receita que fiquei tentada a experimentar.
...e o vestido da E. veio daqui.

Outros bonecos bem instalados: o #196 que graças a uma tia babada vai ser da Leonor e o #219 à espera da Beatriz.
Bonequeiras dos antípodas: Beck Wheeler e Wendy June.
21 de maio, 2005

Escrevi isto há quase dois anos, convencida de que estava a falar de uma questão praticamente resolvida. Passei a manhã de hoje ao telefone a tentar mais uma vez resolver o problema que naturalmente se agrava de dia para dia e já atingiu proporções para nós insuportáveis. A solícita assistente social da SCML ficou logo na altura de mãos atadas: por um lado a delegada de saúde determinou não haver razões suficientes para ser necessária qualquer acção da sua parte (outra coisa não seria de esperar, visto qualquer esforço lhe dar mais trabalho do que esforço nenum) e por outro a filha da dona F. (de quem seria necessário obter uma autorização verbal), jamais vista dentro do prédio, afirmou dar à mãe todo o apoio necessário.
Os meus contactos de hoje foram com uma linha de atendimento ao munícipe da CML e com a Linha Nacional de Emergência Social do MTSS. Com o primeiro telefonema soube que não sendo a D. F. inquilina de uma habitação pertencente à CML esta nada pode fazer. No segundo aconselharam-me a contactar novamente a SCML, única instituição que poderá efectivamente insistir no assunto e eventualmente resolvê-lo. Sendo ateia* praticante e fervorosamente laica, custa-me ter de delegar responsabilidades que atribuo ao Estado numa instituição que se intitula santa. Mas a luta continua e, segunda-feira, quando houver alguém que não o segurança do outro lado da linha, é para lá que ligo logo de manhã.
*ateia apesar de, como a Eva, preferir a forma masculina da palavra.
20 de maio, 2005


Vi pela primeira vez a Guerra das Estrelas em VHS, muito pouco tempo antes da estreia d'O regresso do Jedi. Quando o filme chegou ao fim rebobinei e voltei a ver de seguida do princípio ao fim (acho que mais tarde fiz o mesmo com o Pierrot le Fou mas não tenho a certeza).
Hoje fomos ao cinema pela segunda vez na mesma semana. Recorde absoluto na nossa vida pós-ma/paternidade. E não fiquei nem um bocadinho desiludida.
19 de maio, 2005

A meio caminho entre a Robbialac e a Cin, os catálogos da Dyrup têm sobretudo menos informação sobre as características das tintas propriamente ditas. Um dos pormenores de que gostei nos da Cin, por exemplo, foi o facto de estar assinalado e explicado o valor de COV (substâncias voláteis que contribuem para a poluição atmosférica) de cada tipo de tinta. O da Dyrup tem ainda, no meio dos textos "decorativos" sobre os ambientes que as tintas criam, várias vezes a palavra palete (que não consta do prontuário) para significar paleta (de cores).
Se não fosse o Público ia continuar alheada do fenómeno Sudoku. É um jogo simples mas mesmo do género que eu gosto para acompanhar o leite com café.
Look-Thing: outro fotoblog para juntar à minha colecção (via Ladybug).
Anneke Harmsen: artista holandesa. Não consigo ler o site (hey Karin, olá Sónia) mas pelo menos posso olhar para as fotos. Encontrei-a no Flickr.
Ah, e apesar de ainda termos antes a Feira dos Sonhos (28 e 30 de Maio no Jardim do Príncipe Real), já está pronta a lista de participantes da segunda Feira Laica. A primeira foi assim.
[tag: sudoku]

18 de maio, 2005

Os bonecos têm muito mais jeito que eu para estas sessões. Só espero não repetir o trauma da Máxima de Fevereiro passado...

Na senda dos posts sobre aventais (o meme crafty desta semana), aqui fica um da E., de origem desconhecida (provavelmente comprado pela minha mãe numa feira), e que é semelhante aos que muitas peixeiras de Lisboa ainda usam (a mim deixam-me ainda mais curiosa uns de cetim, cheios de rendas tipo lingerie, que também se vêem a algumas vendedoras de rua). Quando era pequenina adorava andar de avental em casa, estilo Gata Borralheira, e já pensei várias vezes em fazer um ou outro para oferecer no Natal (é capaz de ser desta).

17 de maio, 2005

Apesar de ter preenchido o formulário de pedido de catálogos no site da empresa, o F. teve de ir buscá-los à loja porque até hoje não chegaram. Em termos gráficos, pelo menos para o público-alvo cá de casa, ganham aos pontos à concorrência e as cores propriamente ditas parecem bastante mais interessantes (ou será só da produção?). Não fosse o paleio imbecil que trazem (estilo a utopia concretiza-se na fusão entre o universo urbano e o mundo do primitivismo, etc.), de quem anda a vender um conceito (eu só quero comprar tintas de boa qualidade e de cujas cores não me farte ao fim de uns meses) e convenciam-me à primeira. Claro que ainda vamos a tempo de mudar de opinião quando virmos os preços...

Demorei uns meses a reunir tantos bonecos, mas acabei finalmente a encomenda da loja Quer, que está quase a abrir.
16 de maio, 2005

Na sexta-feira a Ana levou-me à Loja do Lopes. Já tinha ouvido falar desta loja muitas vezes mas, ao contrário dela, nunca lá tinha ido e provavelmente ainda passaria muitas vezes por ela sem a ver. É uma loja sem porta para a rua, o que faz com que só quem saiba e queira muito lá chegue a entrar. Por entre outras coisas, muitas delas muito bonitas, encontrei os bonecos bordados da outra Ana.
Links:
Usar filme para fazer uma capa para um caderno.
Flor de Maio da Brandy.
Irresistível piroseira: motivos antigos para bordar, disponíveis gratuitamente no site Needlecrafter (ver em Library/Designs). Via Crafster.org blog.
15 de maio, 2005


Quando começou a sentar-se arranjámos uns daqueles puzzles (não estes mas uns semelhantes com números e animais) da Imaginarium para tornar o chão em que ela brincava menos duro. Funcionou até ela descobrir que as peças mais pequeninas eram óptimas para morder. Há uns dois meses voltei a tirá-los do armário e o sucesso foi imediato. Em dois dias aprendeu a reconhecer os números pelo nome e pela forma e desde aí passou a vê-los em toda a parte. O relógio do micro-ondas tornou-se a atracção principal de toda a casa e na rua chama-nos constantemente a atenção para os letreiros e sinais de trânsito. Entretanto aprendeu também meia dúzia de letras - o A, o B, o C, o E e o O - e encontra-as em todos os livros, embalagens, etc. Por muito que não queira que ela aprenda este género de coisas antes do tempo (até porque depois apanha uma seca na escola, sei-o por experiência própria), é uma emoção ver os seus primeiros passos no caminho da literacia.
14 de maio, 2005

Entre ontem e hoje entrei num modo de lamechice melancólica daqueles que às mães não dá jeito nenhum ter. Fui às lágrimas com o Charlotte Gray e hoje teria passado de bom grado toda a manhã a olhar para o céu. É a primavera, suponho.
Uma prenda que recebi ontem, com o bonus de umas sardas que na verdade (e infelizmente) não tenho.

13 de maio, 2005

Flores lindas e uma enorme vontade de voltar a desenhar.
12 de maio, 2005

1. O pequeno-almoço é a minha refeição preferida. E da Maria também.
2. KnitPro: um postal da /Cat acabado de chegar para anunciar esta iniciativa.
3. Aprender a Bordar.
4. Catálogo do Ikea (claro).
5. Lenço da agência Abreu (que ficou de uma outra vida) a proteger a impressora do pó.
Happy birthday Tania!

![[ ] [ ] [ ]](http://aervilhacorderosa.com/images/050511.jpg)
Se calhar é de estar quase quase a chegar aos trinta, se calhar é por ter passado uma parte da adolescência vestida sem cor nenhuma e se calhar é por ter vivido sempre em casas com paredes brancas e por ter achado até agora que essa era a única cor suportável que elas podiam ter, mas a verdade é que por estes dias me apetece arriscar um bocadinho (mas não com verdes, de certeza). Já recebi óptimos conselhos sobre pinturas, já fui buscar um catálogo da Robbialac e continuo empolgada com este plano.
11 de maio, 2005

O #194 nas mãos do projecto Aconchegar (obrigada Patrícia) e o #197 com a Castafiore.
10 de maio, 2005

Há uns meses, partilhei o entusiasmo da Hillary (já é o segundo link para ela hoje) com este livro. Acrescentei-o à minha wishlist e deliciei-me com a tradução do texto. Pouco tempo depois, vi a capa deste outro reproduzida na revista Milk e pedi a um amigo japonês para me ajudar a procurá-lo. Juntei ainda mais uma aventura das irmãs Chiri e Chiriri e o resultado foi a melhor das encomendas que já fiz na amazon.jp. O livro Cadeaux fabriqués avec amour par les parents pour leurs enfants é uma luminosa produção franco-nipónica e o conteúdo corresponde exactamente ao título. Através dele fiquei a conhecer, entre outras coisas, mais estas mamãs prendadas.

Mais babetes para a loja.
O encontro de tricot de ontem foi de todos o mais sossegado. Passei grande parte do tempo a partilhar angústias com outra mamã e como pelo meio tinha de estar sempre a encontrar a bola da E. só tricotei umas duas ou três carreiras.
Ainda sob o signo da decoração, confirmei que os tecidos e papéis de parede desenhados por William Morris se vendem em Lisboa. Claro que a parte dos papeis de parede é só para sonhar.
A propósito do post de ontem da Hillary, uma imagem do livro Faça Você Mesmo, editado pelas Selecções do Reader's Digest em 1977 (e que é uma adaptação de um original inglês):

Uma mercearia deste género era um dos meus brinquedos de sonho em pequenina (o outro era o combóio da Lego). Agora gostava de ter uma coisa no mesmo género (ok, sem os folhos em cima) para brincar às feiras.
09 de maio, 2005


Ontem fiz este saco com uma das minhas chitas predilectas. Achei melhor ter a certeza de que conseguia antes de cortar o tecido da Hillary. Ficou leve e resistente - óptimo para levar as encomendas ao correio ou as lãs para os encontros de tricot.
Também andei a explorar os sites das marcas nacionais de tintas para paredes. O único que merece uma visita é o da Cin. Preenchi o formulário para pedir um catálogo e já ando a mastigar os nomes pomposos das cores.
08 de maio, 2005
...é palavra que nunca entrou propriamente na minha vida. Quando me mudei para esta casa, há oito anos, só pensei em como distribuir os poucos móveis que trazia da anterior, quase todos comprados em enésima mão pelas lojas de velharias à volta de São Bento, e em acomodar os milhares de livros que já não cabiam na casa dos meus pais e os que eu própria fora acumulando. Depois chegou o F. e depois a E. e, pelo caminho, todo o lastro de uma licenciatura, de um mestrado, de alguns anos no Ar.Co e da vida em geral. E isto numa casa que, apesar de espaçosa, tem uma distribuição de espaço que pouco ou nada tem a ver com a forma como se vive (ou como nós vivemos) hoje em dia. Nos últimos dois anos, o crescimento desmesurado do volume em tecidos e todos os outros materiais que uso para os bonecos criou uma desmotivante desarrumação permanente quase impossível de resolver.
Passei grande parte do fim-de-semana de nariz enfiado no catálogo do IKEA e a olhar para as paredes, decidida a dar finalmente ouvidos ao F. e a deitar muito em breve mãos à obra. Já estou a sonhar com o meu micro-escritório pintado de fresco, com uma bancada de trabalho decente, uma parede inteirinha feita inspiration board e tudo mesmo à mão.

E as minhas coisas estão na Caras Decoração deste mês.
07 de maio, 2005

06 de maio, 2005


Uma jarda inteirinha do magnífico tecido da Hillary e dois livros do urso Corduroy oferecidos pela Maria. Espero conseguir fazer um saco com o tecido. Gosto muito de sacos de pano daqueles muito simples, em pano cru, com alças grandes que chegue para irem ao ombro e que quando estão vazios se dobram e não ocupam espaço nenhum. Ando sempre com um desses dentro da mochila. O Corduroy entrou para o top de ursos da E. e os dois livros têm estado sempre por perto desde que chegaram. O meu top de ursos será eternamente liderado pelo Joanica Puff, no original
ou na tradução perfeita de Manuel Grangeio Crespo. E depois do Puff (adaptações da Disney não incluídas), vem o Petzi, claro.
PS (1): O açucareiro veio de uma minhas lojas preferidas, a Pollux. É português e feito naquele plástico pesado que já se vê pouco. De cada vez que lá vou têm menos e em menos cores. Só espero que não tenham deixado de os fabricar.
PS (2): Os livros do Petzi deviam ser reeditados. Suponho que os senhores da Verbo não tenham percebido que nós que os lemos e adorámos em pequenos estamos reproduzir-nos e adorávamos comprá-los outra vez. Já pensei em escrever uma carta à editora a dizer isso mesmo. Talvez até conseguisse reunir mais umas assinaturas...
05 de maio, 2005

O F. chegou a casa com mais uma espiga. E esta ainda tinha papoilas.

Comprámos a espiga nos Restauradores e chegámos à Rua da Conceição sem papoilas. A E. adorou a passear de ramo na mão e dá-lo a cheirar a toda a gente e eu gostei de ficar a ouvir as histórias das senhoras mais velhas sobre o que significa cada uma das plantas representadas. Ainda hei-de experimentar fazer pão no dia da espiga e guardar um bocadinho de massa para fazer o do ano seguinte, como também é tradição nalguns lugares. Pelo caminho apanhámos uma agenda cultural de Maio.
04 de maio, 2005

03 de maio, 2005
Quando vejo partes do meu site descaradamente copiadas por outras pessoas fico a ranger os dentes. Às vezes são expressões ou frases inteiras* em verdadeiro copy e paste e outras são bonecos tão inspirados que irrita. Não é que eu tenha inventado alguma coisa ou que seja a primeira vítima de plágio da história, mas serão as vistas destas pessoas assim tão curtas? E o vocabulário assim tão limitado? Li outro dia numa entrevista a um criativo (amanhã logo acrescento o nome dele) que se nos inspiramos nalguma coisa, ao menos que seja para fazer melhor do que o original. É uma ideia ambiciosa mas que julgo sensata.
E depois de um post tão pouco típico vou dormir, a ver se me passa a má disposição.
*exemplo:
Do meu site: (...) nenhum boneco é igual a outro. Todos têm características e pormenores que os distinguem e tornam únicos (...).
De um dos sites em causa: (...) nenhum é igual ao outro. todos têm características que os diferenciam e tornam exemplares únicos (...).
PS: O criativo que citei de cor chama-se Manuel Peres e li-o na entrevista que deu à Alice (Outono 2004).
A autora da cópia que dou como exemplo usou sem qualquer pejo os meus textos mas não plagiou directamente os meus bonecos. Resolveu ir copiar mais longe, ao Japão, e faz (entre outras coisas também bastante fáceis de perceber de onde vêm) uns gatos que são tirados a papel químico dos lindíssimos Tar-Tan (que já várias vezes divulguei aqui). O site/marca portuguesa a que me refiro neste caso concreto chama-se Mãos de Tesoura. Divulgo o nome como aviso, para evitar que pelo menos as pessoas mais informadas comprem gato por lebre.


Uma das melhores prendas que se me pode dar é a morada de uma retrosaria que ainda não conheço. Ponho-me logo a sonhar com galões e botões e a tentar inventar tempo para lá ir. Hoje, depois de uma das meninas do Zingarelho me ter revelado a existência de um verdadeiro tesouro escondido em Alfama, dei corda aos sapatos e rumei à Rua dos Remédios.
A loja é minúscula e fica do lado direito de quem sobe a rua. Já não parece uma retrosaria. De fora só se veem panos da louça muito feios, com galos de Barcelos daqueles made in qualquer sítio estampados em cores berrantes. Só quem vai à procura repara nos armários que os panos escondem, a cheirar a pó e a prometer caixinhas. O senhor lá dentro é muito velhinho e mal me dirijo a ele garante-me que não tem nada do que eu possa vir à procura. Estas coisas já não têm saída, menina. Olhe que não vale a pena, vai ficar desiludida. Insisto e ele insiste também. Conto-lhe do meu gosto por coisas com pouca saída e ele conta-me de quando a mãe costurava do outro lado da rua, de quando vendia grega de todas as cores e aos metros por dia. Acede finalmente a destapar alguns dos armários. Por debaixo dos panos feiosos, um maná de botões de outros tempos, de todas as cores, tamanhos e feitios, e cada um mais lindo que o outro. Este senhor conta-me que já ninguém usa botões (a Benedita falava-me do mesmo no outro dia a propósito da sua filha adolescente, que os despreza. A E. tem uma única peça de roupa com botões, que me lembre assim à primeira. São mesmo uma espécie em vias de extinção). Estes milhares de botões estão lá, escondidos, à espera de serem encontrados e elogiados e comprados e cosidos e mostrados. Acho que ficámos uma hora na conversa. No fim, foi escolher um saco de plástico mais bonito para as minhas compras (nem tive coragem de lhe dizer que não queria mais um saco de plástico como faço militantemente em toda a parte) e pediu desculpa por não me poder servir melhor. E eu só queria que lá passasse mais alguém para comprar botões e lhe relembrar que eles são muito mais bonitos que os panos da louça.
02 de maio, 2005

Kido: o mistério dos lindos bonecos que encontrei na feira está resolvido - a autora deles chama-se Maria João Arnaud e tem um blog, aliás um LiveJournal, o Eguzki. Depois de percorrer algumas páginas e de ler esta ode às coisas boas da vida, fiquei com a certeza de que vale a pena estar atenta a esta menina mãos-de-fada.
E ainda, uma mala gato japonesa, no site Fashion Japan.
PS: hoje não vou estar na feira, porque quase tudo o que tinha foi vendido no Sábado, mas lá para o fim do mês há outra e lá estarei, de baterias recarregadas.
01 de maio, 2005

Muita gente passou pela feira e as fotografias já andam por aí. O boneco #200 (!) partiu escondido no casaco de um amigo e a Ana descobriu estes Amores de Tóquio.
Instalados: o #183 em Nova Iorque e o #190 na Holanda.

#198

#175
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