a ervilha cor de rosa
blog shop etc.

setembro 2005

show and tell

30 de setembro, 2005

fabric
Este tecido, que é provavelmente o meu tecido preferido de sempre, foi-me enviado pela Samantha num acto de pura generosidade. Acho-o tão precioso que não sei se alguma vez vou ter coragem de o cortar. Com ele vieram ainda galões deliciosos e um simpático camelo.

A Olivia anda tão obcecada como eu por livros japoneses e tem encontrado verdadeiras pérolas. Foi através dela que fiz a principal descoberta do dia:

Ryoko Ishii: ilustradora e fazedora de bonecos extraordinários como este e este.

De link em link (o problema é parar), cheguei a:

Comacoma: site da (o?) ilustradora Kayoko Date.

Monkton: paraíso zakka.

RRR Toys: colagens, bonecos, etc.

Poppet: figuras em feltro.

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#360

29 de setembro, 2005

360

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busy bees

hilda fotografada
rita ramos da rtp
ana filmada
A manhã de hoje na loja foi a mais agitada desde que abrimos, há duas semanas. Às dez recebemos uma fotógrafa da revista Sábado e, meia hora depois, uma jornalista da RTP com quem conversámos imenso (a ver vamos o que fica de tudo o que dissemos quando, daqui a uns dias, a peça for emitida). Tinha levado uma t-shirt para trocar, com medo de que a minha trouxesse demasiados vestígios dos kiwis que partilhei com a E. ao pequeno-almoço, mas claro que à última me esqueci. Se não se vir nenhum kleenex usado a sair-me dos bolsos já me dou por satisfeita...

Estou num novo ciclo de vício em sites japoneses de handmade style:

Noninoko: a explorar de uma ponta à outra. Há um livro de actividades para fazer com crianças com instruções para criar tesouros como este e ideias tão boas e simples como este tricot sem agulhas. Estas (ou serão outras?) actividades estão publicadas em livro.

...e ainda, um avental muito bem entregue.

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#357

28 de setembro, 2005

357

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little ones

nano lalas
Nano lalás prontas para a loja.

Do Japão, via Wawaya: bonecos e outras coisas de Akiko Kawana.

...e a Mariana pega em agulhas.

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#355

27 de setembro, 2005

355

Já se sabe que os primeiros tempos na escolinha são de treino intensivo do sistema imunitário. O que não me tinha ocorrido era a possibilidade de ela trazer os vírus para casa e de ficar eu de molho.

Feedback e uma imagem recorrente.

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adriano coelho, lda.

adriano coelho
A Adriano Coelho é a minha retrosaria preferida. Vou lá tantas vezes que já me conhecem a cara e os gostos, e hoje fui premiada com uma visita ao fundo da loja (nas retrosarias fica-se sempre a pensar como serão, lá atrás, os corredores de caixas e caixinhas cheias daquelas coisas maravilhosas cujo nome não se sabe bem e se faz uma figura ridícula da primeira vez que se quer pedir para ver). Os senhores que atendem, lojistas à moda antiga, nem velhos nem novos, esgrimem o vocabulário da especialidade com um conhecimento de causa que amedronta as visitantes mais inexperientes.

Encanto-me sempre com a imagem daqueles cinco homens (lisboetas de bica tomada, jornal desportivo no transporte e piropo debaixo da língua) o dia todo envoltos em rendas, meias, bordados e tricot.

Adriano Coelho, Lda.
Rua da Conceição, 121 e 123
Lisboa

> The Crafty Tour of Lisbon

Sempre sempre, saudades de NY: 1 e 2.

Chikro: bonecos japoneses extraordinários (obrigada pelo link, Ana).

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nano

26 de setembro, 2005

nano lala
Não é um iPod mas também é minúscula.

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#351

351

Das duas horas por dia, a E. passou hoje para as 5 horas por dia no infantário. Penso muitas vezes nesta sentença de mais ou menos 20 anos que começou agora a cumprir. Até há quinze dias não distinguia o Sábado e o Domingo dos outros dias nem sabia o significado do ter de sair da cama. Agora há mais horários, mais regras e mais ritmos. Cheguei à sala dela de mansinho. Pisquei o olho às educadoras e fiquei a ouvi-la, só para ter mais uma vez a certeza de que quando estamos longe também conversa, também ri e também come.

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dela

25 de setembro, 2005

surpresa
Passei parte do fim de semana a fazer recortes: de papel para os novos cartões e etiquetas e de pano para novos projectos. Ela, como sempre, imita os meus gestos, as minhas frases (este não fica bem ou esta fita fica muito melhor) e vai apanhando do chão retalhos e sobras. Ouvi-a falar em mãos e cabelo para uma boneca. Quando olhei tive esta surpresa.

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#348

348

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bom tempo

24 de setembro, 2005

avental estojo
Esta semana escrevi menos do que o costume e li menos blogs do que o costume (mas bebi cada imagem do cute off ao desafio entre a Hillary e a Amy) e, para compensar, consegui fazer o banner com o contacto da loja, um link para as fotografias que lá vamos tirando e outro para a minha e-loja. Hoje em dia passo muito mais a ler blogs do que jornais ou revistas e os meus preferidos fazem-me falta ou deixam-me saudades quando desaparecem (Ana, onde escondeste desta vez os Matraquilhos?).

Já pensei em várias lojas para acrescentar ao Crafty tour of Lisbon e vou tentar fazer pelo menos um post quinzenal dedicado a este tema.

Na loja, os novos aventais para os lápis continuam a partir, bem embrulhados feitos presentes ou abraçados a lindas meninas.

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#336

23 de setembro, 2005

336

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mothernidade

manual da mãe moderna
andrea
O dia de ontem, na loja, para além de muito movimento, foi marcado por um acontecimento especial: a chegada, pelas mãos da simpática Andréa, de não um mas dois exemplares do Mothern. Manual da mãe moderna, dedicados e autografados pela Juliana Sampaio e pela Laura Guimarães e ainda por cima embrulhados em chita brasileira. O Mothern foi um dos primeiros blogs que frequentei regularmente (e até hoje) e um dos poucos que sempre achei que fazia sentido editar em papel. Festejei a saída do livro, procurei-o sem sucesso nas livrarias portuguesas e agora vou deliciar-me a reler alguns dos melhores conselhos para a maternidade que recebi até hoje. Obrigada, Ju, Laura e Andréa!

Durante a tarde ainda houve tempo para mais uma entrevista e para ver partir vários bonecos.

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3 em 1

22 de setembro, 2005

revista visão
Não está a ser fácil manter o ritmo de produção, mas todo o estímulo positivo que temos recebido compensa sem dúvidas o cansaço...

Na escolinha, a E. estreou-se na gelatina (e em dizer chiu aos outros meninos porque a música estava a cantar) e eu tenho três chatelaines prontas para levar hoje para a loja.

chatelaines

(e o artigo é da Visão de hoje)

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#345

21 de setembro, 2005

345

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a crafty tour of lisbon (i)

rua dos bacalhoeiros
A Silva e Feijóo é uma das minhas lojas preferidas de Lisboa. Pequenina e escura, abaixo do nível da rua, tem a maior variedade que conheço de cordéis e fios (de juta, do Norte, de embrulho, etc.), para além de rolhas, cestas, colheres de pau e brinquedos de madeira. Por causa dela resolvi começar finalmente o projecto do guia crafty de Lisboa, através de um grupo no Flickr. Espero ter ajuda!

E, também no Flickr, personagens de sonhos bons: Henry e Gwendolyn.

rua dos bacalhoeiros
Silva e Feijóo, Lda.
Rua dos Bacalhoeiros, 117/119
1100-068 Lisboa

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avental

20 de setembro, 2005

avental
Ainda estou a recuperar de toda a agitação da semana passada. Foram demasiadas noites a dormir de menos, um sem-fim de pequenas coisas que não podiam ser esquecidas, todos os preparativos para a abertura da loja e, claro, acima de tudo a adaptação (ou falta dela) da E. à escolinha. Ingénua, estava convencida de que de um dia para o outro ia passar a ter cinco manhãs inteirinhas por semana para dedicar ao(s) trabalho(s).

Dou muitas vezes por mim a pensar que, por muito menos tempo que tenha desde que sou mãe, nunca antes de o ser tirei partido dele como consigo fazer agora. A explicação simples é a de que não precisava. Não precisava de pensar no jantar porque se não fizéssemos jantar não fazia mal nenhum e, com excepção dos prazos da escola e do trabalho, tudo se podia ir fazendo, ou não, consoante apetecia.

O nascimento da E. tatuou-me com a palavra tempo. Primeiro o tempo que faltava para ela mamar outra vez, e o tempo em que ela estava a dormir que tinha de ser investido em dormir também ou em fazer todos os preparativos para as horas seguintes (um recém-nascido é um sem-fim de ciclos de três horas). E, depois, o tempo que se aprende a usar até ao último segundo (o tempo que dura cada lego e cada livro, o minuto e dez segundos da sopa a aquecer no micro-ondas) e o tempo que nunca chega e que se rouba ao sono, aos amigos e ao amor, o tempo que se compra, que se ganha e que se perde.

...

Hoje a E. comeu o almoço todo. Convenceu-se finalmente de que a culpa de ter vomitado na escola não era da comida e a educadora deu-a como quase pronta para dormir a sesta. Celebrámos o feito com dois frascos de tinta, um azul e um cor de laranja.

E, finalmente, o avental, que já estava para ser feito há semanas.

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#344

344

344

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chatelaine (viii)

19 de setembro, 2005

050919_chatelaine.jpg
A manhã na escola foi um sucesso, sem lágrimas e com a sopa comida. Estamos no bom caminho...

Amanhã vou levar coisas novas para a loja. Entre elas, mais algumas chatelaines. Gosto de as imaginar perto de outros corações (como o da Débora e o da Hilda).

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#343

hello world!

...hoje o pai vai levá-la à escola mais uma vez, com cópias dos CDs que mais ouve em casa para partilhar com os outros meninos. Na loja, tudo sobre rodas.

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alva

18 de setembro, 2005

sweet as halva
detail
Dearest Olja has just returned from Copenhagen. We always speak English with each other (or rather a funny mixture of English and Portuguese that suits us, her being from Serbia and me not being very fluent in any language other than Portuguese). Olja, who dressed some of my favorite dolls, arrived with a surprise: a small collection of cardigans for little girls that she created while she was in Denmark. She wanted me to choose one for E. but I couldn't make my mind yet as they all look and fit like they were designed especially for her.

Olja (oljacacic at hotmail dot com) will be selling this collection - which she named Alva - next saturday at the Príncipe Real crafts fair.

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mais

17 de setembro, 2005

avental estojo
Não tenho conseguido acompanhar quase nenhuns dos meus blogs preferidos mas, naturalmente (pelo menos para nós), o assunto loja está longe de estar esgotado. Estar atrás de um balcão várias horas por dia é uma experiência nova para mim. Contacta-se com pessoas muito diferentes umas das outras, umas que já conhecem o nosso trabalho e vão lá para o poderem ver com as mãos, outras que estão só de passagem mas entram na mesma. Estou sempre curiosa e atenta ao que dizem. Às vezes é um bocadinho estranho, sobretudo quando ouço alguém a dizer o meu nome ou a falar do meu trabalho sem saber que eu estou mesmo ali.

Entre os visitantes de hoje houve: um coleccionador de coisas em forma de cão ou com desenhos de cães (que ficou encantado com a Izidora Basset da Hilda), várias namoradas a darem a deixa aos respectivos e pouco perspicazes namorados sobre o que gostavam que eles lhes oferecessem, uma simpaticíssima senhora com quem conversei sobre chitas e que levou várias pegas para oferecer no Natal e duas gémeas pequeninas e a sua mãe prendada que não resistiram aos caça-ventos da Ana.

Já tenho uma segunda fornada de aventais-estojo (irmãos mais novos do da E.), porque a primeira desapareceu num instante. E amanhã, se tudo correr como planeado, deito mãos a mais uma leva de chatelaines (a da Débora já está a uso e as outras também já foram levadas).

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#333

333

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a loja, dia 2

16 de setembro, 2005

malinha
A E. tem ido para a escolinha com o pai. Parte-lhe a ele o coração e menos a mim, que a sei contrariada mas encontrei contente (ontem mais ou menos e hoje sem grandes dúvidas). Correu tanto no jardim com os outros meninos que fez uma esfoladela num joelho, deu abraços de até segunda a toda a gente e não me parece ao chegar a casa nem um bocadinho menos activa e interessada por tudo o que a rodeia. Na próxima semana continuamos o período de adaptação e a seguir se verá se está pronta para dormir a sesta.

Na loja, foi o primeiro dia com as horas todas que, divididas pelas três são quatro para cada uma. Vieram mais amigos, conhecidos, curiosos, desconhecidos surpreendidos, cientistas munidas de salvadoras tabletes de chocolate, maridos em busca do livro de receitas ideal, simpáticas assistentes das lojas do lado, etc. etc. E, entre a conversa e as supresas, ainda consegui adiantar algumas encomendas atrasadas. Agora só me falta dormir.
gnomo

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#332

332

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a loja, dia 1

montra
loja
Durante toda esta semana, enquanto o Miguel e o Filipe trabalhavam de sol a sol a transformar este espaço na nossa loja não vi nada do que estavam a fazer.

Tinha adorado o projecto da Hilda, concebido de longe e a partir de uma planta (mal) feita por mim de memória, e o Filipe foi-me mantendo a par dos avanços, das expedições para encontrar as madeiras (todas reaproveitadas de soalhos antigos e obras variadas), dos mil pregos arrancados e martelados, da construção de todos os expositores, das paredes e da magnífica bancada. Mas só hoje, depois de conseguir encaixar todos os outros horários para sair finalmente em direcção a Picoas, vi com os meus próprios olhos o que eles os dois construiram para nós. Nenhuns móveis comprados poderiam acolher da mesma maneira aquelas peças. Tanto assim que em pouco mais de três horas os expositores e paredes estavam preenchidos, tudo estava arrumado, e estávamos prontas para receber a Gabriela, jornalista da Visão, para mais uma entrevista.

050915_loja_3.jpg
Às sete começaram a chegar os amigos e convidados, uns esperados e outros de surpresa, que nos cobriram de palavras simpáticas e bons augúrios. Obrigada, muito obrigada, a todos os que vieram e a todos os que de longe nos desejaram boa sorte. Espero que possam vir visitar-nos um destes dias!

E obrigada, acima de tudo, à Hilda, ao Miguel, ao Filipe e à Ana que, com a sua imaginação, o seu empenho e o seu tempo, tornaram este sonho uma realidade.

(mais fotos)

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é hoje, às 19h!

15 de setembro, 2005

rosa
convite.gif

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o meu primeiro dia

14 de setembro, 2005

na escolinha, a doer, foi hoje. Chegámos cinco minutos depois da hora, o suficiente para encontrar os meninos mais pequeninos no momento crítico depois da partida dos pais. Ela já ia pouco confiante e eu cometi o erro (sei lá se foi erro) de pensar que era melhor ficar mais um bocadinho até as coisas acalmarem.

Começou a chorar. Todos os esforços diplomáticos meus e das educadoras para a convencer a deixar-me ir de boa vontade foram em vão e de soluço em soluço desatou no pranto mais angustiado dos seus dois anos e meio de existência (aquele que só conhece de facto quem já passou pelo mesmo). Trepou por mim acima e alapou-se de braços, pernas e pescoço. Nem a ida para o pátio cheio de meninos contentes a demoveu. Guinchou tantos Agora não posso! como os convites que lhe dirigiram, tantas vezes que decidi que hoje não podia mesmo. Quando consegui acalmá-la expliquei-lhe que se ela hoje estava mesmo muito triste podíamos ir embora. Já conversámos sobre a ida de amanhã e sei bem o que diz a literatura da especialidade. Amanhã leva-a o pai.

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contagem decrescente

13 de setembro, 2005

flores de plástico
Depois de ontem, decidimos prolongar o período de adaptação da E. à escolinha. Já percebi que o que a perturba mais é ver os mais pequeninos a chorar e que a hora do almoço é a mais crítica para todos. Hoje de manhã não se quis despedir de mim olhos nos olhos, apesar de ter ido animada para a escola, de totós arrebitados e avental à cintura. Mergulhou a cabeça num brinquedo quando lhe dei um beijinho e lhe disse até já. Não quis almoçar e voltou a saltar-me para o colo quando cheguei mas, ainda eu estava a ouvir o relatório da educadora já ela estava de novo no chão e a dizer que queria voltar a entrar numa das salas.

Cantou-me trezentas vezes o bocadinho de uma canção (palavra nova: cá em casa é cantiga) que tinha aprendido e que envolve pintaínhos e quis ir para a cama agarrada a um pincel e à sua pega mas depois recusou-se a adormecer.

A loja está mais quase e o tempo, pouco, tem de chegar para tudo o que falta.

Queria agradecer todos os comentários e emails que tenho recebido nos últimos dias, tanto por causa da loja como por causa da entrada da E. na escolinha, mas não consigo. Aqui fica um mais indirecto mas enorme obrigada por todo o apoio.

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#330

12 de setembro, 2005

330
Ao terceiro dia chorou, ao fim da manhã, e com os soluços acabou por vomitar o almoço. Saltou-me para o colo quando cheguei. Recompos-se depressa (eu mais ou menos) e já confirmou que quer ir outra vez amanhã. Dois passos em frente, um à rectaguarda.

Na loja as coisas avançam graças às ideias da Hilda e graças ao Miguel e ao Filipe que as estão a pôr em prática. Hoje de manhã, na loja ainda vazia, a primeira entrevista.

...e outra pega bem acompanhada.

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convite

hilda's not so secret plans

Rosa Pomar { *
Hilda Portela { *
Ana Ventura { *

Inauguração dia 15 de Setembro às 19h

Centro Comercial Picoas Plaza, loja C1.38
Rua Tomás Ribeiro, 65
Lisboa

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avental-estojo

11 de setembro, 2005

avental-estojo
Não sei se vem nos livros, mas acho que é mesmo um facto: por volta dos dois anos começa a idade das malinhas. Dão imenso jeito para os trinta segundos em que se quer mesmo sair de casa com aquele boneco/livro/lápis/peça de lego na mão e em geral perdem o interesse mal se andou uns metros e passam o resto do passeio na mão (ou, com sorte, dentro da mochila) da mãe. À cintura acabo de comprovar que chegam a ficar o passeio todo. Além do mais, um kit de caderno+lápis pode permitir à mãe dar dois dedos de conversa pouco interrompida com uma grande amiga acabada de regressar a Portugal.

avental-estojo

Machine made patchworks: desconfio que as minhas pegas um dia destes crescem (mais imagens).

Bubby: boneco de tricot, no último número da Knitty.

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chatelaine (iii)

10 de setembro, 2005

chatelaine
A primeira é-me útil todos os dias, a segunda está a caminho da Madeira e esta é a terceira, mas não a última...

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#331

331

331
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dia 2

09 de setembro, 2005

*
...e ela voltou a ficar na escolinha sem chorar. Em menos de dois minutos estava instalada a desenhar (ah, os móveis todos à escala deles, deve ser tão mais confortável) e eu de novo a caminho de casa.

Aproveitei cada minuto para trabalhar e fui buscá-la a seguir ao almoço, que tinha comido todo. Contaram-me que chorou, a certa altura, quando uma das outras crianças lhe tirou um brinquedo, mas na altura em que cheguei estava tão contente que não tinha, outra vez, vontade de vir embora.

Foi de sandálias para a escola, apesar da chuva. Eu estava com um bocadinho de vergonha até ter reparado que a maior parte dos meninos estava, como ela, de sandálias e meias. Naturalmente não foram só os pés da E. que cresceram dois números em três meses... Já resolvi o problema, e da minha maneira preferida: sapatos confortáveis, todo-o-terreno e de óptima qualidade, a metade do preço por serem da colecção do ano passado, numa das minhas lojas preferidas aqui do Bairro.

E mais pegas bem entregues.

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#329

329

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filha coragem

08 de setembro, 2005

dia 1
Dia 1. Depois de passar dois anos e meio a preparar-me para ele, eu que nunca me senti bem em dia um de coisa nenhuma e que detestei todos os primeiros dias de todas as escolas de que me lembro, não podia estar mais satisfeita e confiante com o primeiro dia da E. no infantário.

Pelo caminho disse-me várias vezes mãe tu não vais embora e eu não soube bem o que lhe responder. Chegados lá gostei mais da escola, da sala, dos brinquedos e (alívio dos alívios) da educadora também. Gostei de ver as toalhas azuis penduradas em filinha por baixo de uma etiqueta com o nome de cada menino, alinhadas com as escovas de dentes e os copos, e gostei das caminhas acabadas de comprar para eles dormirem a sesta.

Primeiro os pais ficaram também e depois foram-se indo embora. A ideia era deixá-la lá o resto da manhã e ir buscá-la antes do almoço. Enquanto estivemos na sala quis vir sempre brincar para junto de nós ou pelo menos ver-nos pelo canto do olho mas, quando desceram para o jardim, disse-nos até já, deu-nos um beijinho e foi. E nós fomos tomar um café os dois (prefiro não contar os meses desde a última vez que o tínhamos feito) e contar o tempo que faltava.

Na volta encontrámo-la sorridente e faladora, de novo na sala:

- Vamos embora, E.?
- Agora não posso: estou aqui a brincar um bocadinho.

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#328

07 de setembro, 2005

328

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o saco

saco
Depois de pronto e lavado, o saco da E. ficou bastante parecido com o que queria fazer. Usei como modelo um outro, feito por uma das irmãs da minha bisavó, e que é tão bonito que merece um post só para ele. Este é tal e qual aquilo que se costuma chamar um saco do pão, por fora feito de restinhos de tecido e por dentro de tecido branco de algodão, neste caso novo mas que também costumava ser reaproveitado (por exemplo de sacos de farinha).

saco
Ela gostou, felizmente, e já o encheu com as peças desirmanadas de vários jogos que lhe pareceram indispensáveis para o primeiro dia na escolinha. Óbvio é que preferia uma mochila, mas já a tenho planeada.

Outros sacos: o da Mary (vale a pena espreitar também todos os outros posts) e o da Eva.

...e links:

Imaginação com sacos de plástico: Encontrei no blog do Craftster.org (site crafty com o melhor texto de apresentação).

Que chita bacana: imagens da exposição no blog da Dona Chita. Como infelizmente não posso ir ver com os meus próprios olhos já encomendei o catálogo.

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#327

06 de setembro, 2005

327
Em contagens decrescentes. Passei a manhã inteira a fazer um saco para a E. levar para a escola. Ainda não está pronto e desconfio que vai ficar mais bonito quando estiver puído e a precisar de ser lavado. A loja, para acabar com o suspense, fica no centro comercial Picoas Plaza (R. Tomás Ribeiro, 65), espaço que tem como atracção principal um magnífico pátio com várias esplanadas.

wendy
Continuo a fazer pegas, são um vício. A E. ficou com a primeira de todas e, para minha surpresa, promoveu-a a cama da Wendy. Outra já mora com uma Menina aos Riscos e adorei vê-la já a uso.

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tchan tchan tchan tchan

loja
Já é oficial: dia 15, que é já na quinta-feira da próxima semana, eu, a Hilda e a Ana inauguramos uma loja temporária mas verdadeira, mesmo no centro de Lisboa. Os próximos dias vão passar a correr, com tudo o que temos por preparar e definir até ao grande dia. O convite, com a morada e a hora certas, segue dentro de momentos...

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#326

05 de setembro, 2005

326

Quinta-feira vai ser o primeiro dia do resto das nossas vidas: começa o ano lectivo da E. Passou a manhã a dizer que queria ir para a escolinha. Só espero ainda ir a tempo de fazer o saco que tenho na cabeça.

My world, new crafts: a exposição da Experimenta que não vou perder.

Matisse: The Fabric of Dreams — His Art and His Textiles: saudades de Nova Iorque (via Ale).

Postais com bonecos descobertos pela Meggiecat.

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#325

04 de setembro, 2005

325

La trouvaille du jour: no blog Knitty-bitsy, links para figurinos de tricot dos anos 40 disponíveis no site do Victoria and Albert Museum. O meu preferido é este.

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chatelaine

chatelaine pincushion
A principal vantagem de ter em casa quilómetros de fitas de todo o género é poder deitar mãos a novos projectos sem ter de ir às compras. Anteontem a Gilberta deixou-me uma sugestão que tive vontade de pôr em prática desde o momento em que a li: fazer uma chatelaine: uma almofada para alfinetes de trazer ao pescoço com uma tesourinha em baixo.

chatelaine
Já tinha aprendido que é prático andar sempre com uma tesoura, mas não me tinha ocorrido este dois em um.

No google encontrei muitas chatelaines elaboradíssimas de trazer à cintura (por exemplo esta e esta), mas nenhuma tão simples como as que fiz: primeiro uma para mim, que já se mostrou muito útil e que nem para ir à rua me apetece tirar, e depois esta, ainda sem destino, que me lebrou logo o The Melancholy Death of Oyster Boy.

voodoo girl

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mais e mais pegas

03 de setembro, 2005

pegas
Pelo menos enquanto os restinhos não chegarem ao fim parece que não vou conseguir parar de fazer pegas. As primeiras rumam segunda-feira a novas cozinhas.

pegas
pegas de cozinha

Ontem, depois de quase dois anos de muito trabalho, a minha fiel máquina de costura recusou-se a coser como normalmente. A seguir a reler de uma ponta à outra o manual de instruções resolvi abri-la para lhe conhecer finalmente as entranhas e tentar perceber o que se passava: um monte de cotão maior do que pensei possível e literalmente todos os parafusos a dançar. A E. adorou o momento (consertar é, desde as obras, o seu verbo preferido) e de chave de parafusos na mão reproduziu na máquina de brincar tudo o que fiz à minha. Sucesso!

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#323

02 de setembro, 2005

323

Quilts for Katrina: uma iniciativa da Shanna. Uma boa razão para juntar os restinhos de tecido uns aos outros e fazer um quilt square com 26cm de lado.

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de restinhos

pega
Guardei todos os pedacinhos de chita que sobraram dos sacos que fiz com a certeza de que iam servir para alguma coisa. Ontem, enquanto o F. fazia o jantar, juntei alguns para fazer mais algumas almofadas para alfinetes mas, quando a primeira estava pronta para levar o recheio, gostei tanto de a ver assim que em poucos minutos se transformou numa pega de cozinha (ou encosto para as várias chávenas de café com leite que vou trazendo para a secretária ao longo do dia). Antes de irmos para a mesa tinha três prontas e o sucesso com a E. foi imediato ao ponto de destronar a Wendy pelo resto do serão. À noite, quando as tarefas do dia estavam concluídas e eram mais que horas de ir para a cama, ainda fiz mais três.

pega de cozinha

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#322

01 de setembro, 2005

322
De volta também ao outro trabalho. O mês anuncia-se cheio de emoções fortes.

Os tecidos antigos que a Hillary me enviou são tão preciosos que me custou começar a cortá-los, mas acho que está a valer a pena.

322

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