junho 2006
30 de junho, 2006

29 de junho, 2006

Tudo está bem quando tudo está bem.
Mostrei à E. algumas das imagens mais nítidas desta ecografia. Pensei que fossem muito confusas para ela, mas acho que percebeu (ou pelo menos quis muito perceber) o perfil, as mãos e os pés. O entusiasmo dela com a chegada da irmã aumenta de dia para dia. Desenha-me grávida uma e outra vez e levanta-me a camisa nos sítios e situações menos convenientes para exibir a mana.
28 de junho, 2006

...a contar as horas para a ecografia de amanhã.
Na loja está o último saco da segunda (e última) fornada de sacos do cadeado.
Back When We Dressed Up Bread: What were the crafty people of Japan doing 40 years ago?. A não perder também a extensa lista de links para sites crafty japoneses, com pérolas como esta (daqui).

27 de junho, 2006

Outubro é amanhã e ainda não tenho uma gaveta como esta para onde olhar todos os dias. Falta-nos reunir quase tudo o que passou da E. para as primas e amigas nascidas entretanto e perceber ao certo o que falta. Já tenho as hormonas ao comando (exaltadas a cada bebé que passa ou ao namorar as colecções da Bonpoint) e a lágrima fácil, mas ainda não sei em que parte do quarto vai desta vez ficar o mudador.
Por coincidência (ou não), as duas barrigas cresceram com a mesma banda sonora. A E. nos ensaios e representações de uma Flauta Mágica bem intencionada mas totalmente amadora e a nova menina obrigada pela irmã a ouvi-la a sério (mas em Sueco) no mínimo três vezes por semana. No Domingo passado, ouvimo-la também na Gulbenkian (onde, para além de tudo o resto, vi dois sacos de chita a assistir da plateia).
26 de junho, 2006

Aprendemos a fazê-las um destes dias, enquanto a E. se refastelava com o almoço de um amigo. São uma espécie de gnocchi caboverdeanos (corrige-me, Mariana, se estiver errada) e facílimas de fazer. Ainda por cima, uma criança de três anos enrola feliz e contente um monte delas enquanto se prepara o resto do jantar.
Cozêmo-las num guisado de muitos legumes temperado à indiana (como a E. gosta), mas podem ser cozinhadas noutra comida qualquer com bastante caldo ou só em água.
Ingredientes:
Farinha de milho
Sal
Água quente
Preparação:
Misturar água quente na farinha (com sal a gosto) até atingir a consistência certa. Fazer bolinhas do tamanho de berlindes (se forem maiores ficam duras) e cozer até estarem tenras.

24 de junho, 2006
De manhã, a olhar para o copo de leite:
Mamã, eu já não existo para beber leite no biberon?
23 de junho, 2006

São quase bonecos em miniatura, no pormenor e no tempo que consomem, e quando comecei a fazê-las não imaginava ter o número 600 no horizonte. Penso muitas vezes no que lhes fará quem fica com os bonecos e já houve quem me dissesse gostar ainda mais delas do que deles.
Livro de colorir, parte dois. Surpreendeu-me.
22 de junho, 2006



Quando quase não há loja de roupa que não ofereça catálogos luxuosos, quem precisa de livros de colorir? Ainda por cima estes não têm linhas a respeitar nem cores a copiar. No mar, desenhou um barco com duas velas. Velas e não velas.
Mais cores:
IV Feira Laica: é a feira em que tenho pena de desta vez não ter tempo para participar. Mas conto dar lá um salto. Jogos tradicionais, corrida de sacos e teatro de marionetas incluídos. Na Bedeteca de Lisboa este fim-de-semana.
Kitty, Bunny and Bear: é o muito aguardado produto do trabalho árduo e originalidade a toda a prova da mágica Hillary Lang. Um livro de padrões para fazer em casa três dos seus célebres bonecos de pano. A tiragem é muito limitada e vai ser posta à venda esta tarde aqui.
21 de junho, 2006


... é música para os ouvidos de uma grávida que não morre de amores por roupa de grávida. Depois da saga das calças perfeitas fui à procura de partes de cima bonitas e confortáveis. Acertei em cheio nesta loja (acabamentos decentes, preços no limbo) que, para além de camisas com golas quiltadas (eu sei que é acolchoadas), tem um monte de estampados africanos, mesmo a calhar para condizer com os meus sacos novos.
Por falar em quilts:
Sunshine after the Rain e um seu digno antepassado.
CatarinaM: depois do sucesso das fotos no Flickr, a Catarina abriu finalmente uma loja online. Parabéns, Catarina!
A fotografia (com um gancho da suíça Gerdas que vou disputar à E.) é enganadora: parece, mas não fomos infectados pela bandeirite.
20 de junho, 2006


Das 20 semanas para agora a principal mudança são os movimentos mais frequentes e perceptíveis do bebé. A E. continua fascinada com a ideia de ir ter uma irmã e passa os dias a avaliar o crescimento da minha barriga, a perguntar-me (entre três milhões e meio de outras perguntas que agora faz diariamente) o que é que eu acho que a irmã dela está a pensar neste momento e a falar de tudo o que vai partilhar com ela (a ver vamos se na prática vai ser assim tão fácil). No dia-a-dia só me custa ter de encurtar e desacelerar as longas expedições a pé em busca de tecidos e atavios (uma das partes deste meu trabalho de que mais gosto) mas não é angústia que uma hora por dia refastelada a ler ou a dormir a sesta não compense.
19 de junho, 2006

Os sacos do cadeado já partiram. Estes têm cores de praia (estão na loja).
Aqui, um quilt feito de tecidos africanos.




Ainda antes dos exageros futeboleiros, várias drogarias aqui da zona resolveram fazer montras dedicadas aos produtos da especialidade fabricados em Portugal. Não sei que peso terá nesta ideia o projecto Uma Casa Portuguesa mas é o género de coisa que me transforma logo em turista de vá para fora cá dentro. Não resisti ao sabonete Para o Meu Banho, a cheirar a essência de drogaria da minha infância.
A ver (sem ter nada a ver):
Histórias da vida privada: sobre este assunto, este alerta. Preocupação justificada ou excesso de zelo?
Art Blogs: artigo de Alice Geirinhas para a artecapital.net.
Landscape: tricot na parede por Jess Hutch.
17 de junho, 2006


Já vi escrito que os tecidos como estes, estampados em batik, são os descendentes afrcanos das chitas portuguesas. Não sei se são ou não, mas há anos que os seus padrões inesperados me fascinam. Destes sacos fico com um para mim. Os outros estão na loja.

16 de junho, 2006

Um dos blogs que sigo mais atentamente é o Yarnstorm. Pelas fotografias, pelas cores, pelos textos, mas se calhar sobretudo por a Jane Brocket misturar como ninguém quilts e bolos com livros (tanto assim que foi recentemente plagiada).
O único livro não infantil que comprei na feira do livro deste ano (na Plátano havia livros do Babar a cinquenta cêntimos cada um!) foi O Visconde Cortado ao Meio (Italo Calvino, Teorema, s.d.). Foi por um triz que a capa, a fazer lembrar o grafismo medonho de quase todos os manuais escolares, não me demoveu. Se não fossem o bom tempo e a nostalgia do acontecimento ida à feira do livro de há usn 20 anos atrás acho que não o tinha trazido. A verdade é que me revejo totalmente neste post da Jane, que vou sempre a correr ler o livro antes de ver o filme e que já comprei livros pela capa. Deve ser por isso que trago mais livros da secção em língua estrangeira da fnac do que de qualquer outra (em Portugal o económico e portátil paperback parece ser uma tipologia esquecida e as boas capas são a excepção) e que, depois de dez minutos em frente à prateleira, não consegui trazer para casa um único romance do Eça de Queiroz (e são vários os que ainda não li).
Na fotografia, duas edições (da mesma tradução) do mesmo livro que adoro. A da esquerda está nas livrarias. A bonita (capa de João da Câmara Leme), com sorte, nos alfarrabistas. Apesar de agora ter as duas (comprei a mais recente por não saber da mais antiga) li a obra por outra, ainda mais saborosa por mais viajada e partilhada.
14 de junho, 2006



Há semanas que juntei estes seis tecidos para fazer um novo quilt. Depois deste (que nunca chegou a aparecer aqui) e deste, tenho a boa desculpa de a E. precisar de um para a nova cama. Desta vez apetece-me fazer uma coisa no género da hipótese 1 deste post.
Com os retalhinhos que cosi ontem fiz, para oferecer a uma mãe de parabéns, um porta lenços de papel (verdadeira inutilidade que me faz pensar se daqui a uns anos não estarei no estado agravado de costurar naperons com rendas para enfeitar a televisão). O molde foi tirado a olho dos deste livro (1 e 2). Vale a pena ver os muitos outros que por aí andam.
09 de junho, 2006


A Ruaíta (nome que a E. quer dar à irmã) nasceu desta fotografia e do facto de a E. estar há dois dias em casa (com febre baixinha mas que não foi logo embora). Da fotografia passou para meia dúzia de rabiscos feitos no primeiro papel a jeito (era a convocatória para a reunião de pais), destes para um maior e daí directamente para a tesoura (as fotos seguem abaixo). É sempre mais ou menos assim de repente que nascem os vários membros da família dos bonecos e este tem braços articulados como alguns (um e outro) dos que me deu mais gozo fazer.
Desde que, há bocadinho, dei o último ponto ainda não lhe pude pegar. Foi confiscado pela E.




08 de junho, 2006

Chegadas ao mesmo tempo, para a que só chega no Outono: uma bola (perfeita!) de retalhinhos da Mary e o dragão mais doce da Wawaya.
07 de junho, 2006

Da primeira série de sacos deste verão estes são os últimos. Já estou a escolher tecidos para os próximos e acho que para além das chitas vou atacar o meu stash de tecidos africanos.
Nota: O funcionamento do weblog.com.pt nos últimos tempos tem deixado muito a desejar: impossibilidade de publicar entradas durante horas a fio, comentários que não ficam registados, etc. Apesar de ter sido uma das primeiras pessoas a aderir ao serviço começo a ter vontade de migrar para paragens mais fiáveis. Já perdi a conta aos emails enviados para o apoio técnico. Aos que tentam comentar e não conseguem as minhas desculpas. A alternativa é o email rosapomar arroba mac ponto com (reclamações para suporte arroba weblog ponto aeiou ponto pt).



05 de junho, 2006

Mais um saco de chita de regresso à loja.

Já não é só nos desenhos da E. que pareço grávida. A onda de calor fez-me perceber rapidamente que é menos fácil ser uma grávida de Verão do que de Inverno, como fui da primeira vez, mas parece-me que é sobretudo menos fácil manter a graça quando para além da bariga se anda atrás de uma menina de 3 anos. Tanto assim que estou com ordens para abrandar (andar menos depressa, carregar menos pesos). É a melhor das desculpas para manter o ritmo de leitura dos últimos tempos (um livro por semana) mas deixa-me ainda mais atenta a cada pequeno movimento do lado de dentro.
02 de junho, 2006


Já fez um ano que costurei o primeiro saco. Perdi a conta às vezes que foi à máquina. As cores esbateram um bocadinho (e ficaram, acho eu, ainda mais bonitas) e continua ao serviço (nas compras, nas idas aos correios, nos passeios). Revistos a correr os arquivos, fiz com estas novas velhas chitas pelo menos: sapatos, cobertores, edredões (*) e mudadores, bordados, muitos, muitos sacos, pegas, mais sacos, babetes, estojos de agulhas, quilts, chatelaines, aventais e, claro, bonecos. Pensando bem, voluntaria ou involuntariamente, o que lhes fiz mais foi mesmo publicidade.
Acho que ainda há ombros vagos que cheguem para mais uns sacos. Estes já regressaram à loja foram vendidos esta manhã (obrigada!).
01 de junho, 2006

A cenoura faz bem aos olhos, logo:
Mamã, come o pimento que faz bem aos cotovelos.
O mel que comemos é feito pelas abelhas, logo:
Mamã, amanhã podes comprar mel das joaninhas?
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