a ervilha cor de rosa
blog shop etc.

julho 2008

shop update

31 de julho, 2008

:)

faltavam.

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da retrosaria

29 de julho, 2008

out into the garden

A Retrosaria recebeu um monte de livros japoneses. Alguns que tinham esgotado e outros novos. Entre eles, um para fazer aventais inspirados pelas fotografias de August Sander (que até inclui a bata do pasteleiro), um com roupa para meninas já grandes, outro que inclui uma blusa que na verdade é o avental da Pippi das Meias Altas (ídolo absoluto da E. e da A.) e ainda mais um, que para além de camisas e calças irresistíveis ensina a fazer um casaco acolchoado (que é como quem diz um quilt de vestir).

Na fotografia está uma das malas Shinzi Katoh.

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meias 3

27 de julho, 2008

meias

meias

As minhas meias novas, à espera do Inverno (não que esteja com pressa que ele chegue). A lã, lindíssima e óptima de trabalhar, é a Opal que descobri neste post da Jane.

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blusa

25 de julho, 2008

tecido africano

Pormenor de uma fotografia de Joseph Moïse Agbodjelou (Benim, ca. 1950) in Anthologie de la Photographie Africaine (Paris, Editions Revue Noire, 1998).

Este é um dos tecidos de que mais gosto. Uso-o todos os dias no sling da A. e serve-me de encosto à noite numa almofada do sofá. Percebi recentemente que o padrão já tem mais de meio século porque o descobri nesta fotografia (o ser tão bonito explica a longevidade).

blusa

Com o pedaço que me sobrava fiz uma blusa para mim, a partir de um molde de um livro japonês dos que tenho tido na Retrosaria (o molde também vem em tamanho de criança, e a E. já encomendou uma para ela com este tecido, para ficarmos parecidas).

blusa

capulana patos

Para ilustrar o que escrevi outro dia a propósito de tecidos africanos, deixo aqui também uma capulana moçambicana cujo padrão é nitidamente inspirado por este mas que é estampada pelo processo normal, e não em batik. Quanto à minha blusa, ficou confortável e bem acabada. A gola é mais complexa do que a do vestido que tinha feito antes, e um bom treino para experimentar outras que me andam a apetecer.

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coisas

24 de julho, 2008

knitting

La promenade d'un distrait de Beatrice Alemagna e Persepolis de Marjane Satrapi (vivam as bibliotecas).

Mais umas meias em curso (com esta lã), e ainda não fotografei as que acabei na semana passada. No próximo Inverno por aqui ninguém vai ter frio nos pés.

Na loja: novos slings com tecidos africanos luxuosos e divertidos, novos sacos e capulanas.

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शवआसन

22 de julho, 2008

príncipe real de Nagashima

paleta de Nagashima

Coisas boas recentes:

Ter começado a fazer Yoga, finalmente, depois de anos à espera do momento certo. Ter vivos cantinhos do corpo de que já nem me lembrava.

Voltar atrás, apesar de estar atrasada, para ver melhor as cores da paleta de Minoru Nagashima, o pintor japonês do Príncipe Real com quem nunca tinha conversado e de quem hei-de ter um quadro um dia destes (os demais interessados podem contactá-lo pelo 964 975 908).

Dos próximos dias:

Minta em mini-digressão pelas fnacs de Lisboa.

De daqui a uns meses:

Batik, shibori e tritik: workshop de estampagem no Museu do Oriente (obrigada pela dica, Patrícia).

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dos tecidos africanos

21 de julho, 2008

wax print

Não se pode contar a história da capulana sem falar de uma técnica em particular de estampagem, por intermédio da qual nasceu o tipo de tecido que mais facilmente identificamos como africano. É a técnica indonésia do batik.

Resumindo bastante, pode-se contar a história assim: em meados do século XIX os holandeses tentam entrar no importante negócio de tecidos em batik da Indonésia (então sua colónia), mas sem grande sucesso. Por razões conjunturais esses tecidos são introduzidos e apreciados na África ocidental (onde os batiks indonésios já eram admirados há muito), levando a uma reorganização dos produtores holandeses no sentido de adaptarem o desenho dos tecidos ao gosto do mercado africano. Também empresas inglesas se dedicam à produção de tecidos em batik, cujo fabrico ainda era semi-manual em meados do século XX e permanece muito mais complexo que a simples estampagem.

Muitos dos padrões introduzidos por estas empresas há mais de cinquenta anos continuam a ser produzidos e imitados por fábricas locais. Nos últimos anos, os produtores têxteis chineses vieram alterar drasticamente o funcionamento do mercado (centrado parece-me que sobretudo entre a Costa do Marfim e os Camarões). Os contornos do fenómeno (bem como o conceito de africanidade destes tecidos que afinal são coloniais) estão muito bem explicados nesta entrevista, que deve ser o texto mais interessante sobre o assunto disponível on-line.

Hoje em dia, grande parte dos tecidos africanos à venda são cópias dos desenhos desenvolvidos pelas empresas holandesas e inglesas ao longo de mais de um século e meio, e impressos em tecidos de má qualidade, muitas vezes já com mistura de fibras sintéticas. Quem sabe, distingue-os pelo tacto e pelo preço mas quem compra on-line arrisca-se a levar facilmente gato por lebre. Nas fotografias tentei mostrar a diferença de textura entre um tecido em batik genuíno (o cor de rosa) e uma imitação, mas não é muito fácil. Fica o conselho para quem quiser comprar tecidos africanos deste género (ou peças produzidas com eles): quanto melhor é o tecido mais difícil é distinguir o direito do avesso, mais bem sobrepostas são as várias cores, mais densa é a trama e maior é a gramagem. A ourela costuma dar indicações sobre a origem (às vezes falsas, mas vale a pena ver). O preço também é um bom indicador: os bons tecidos são mesmo caros, não há volta a dar. Um bom wax aguenta anos sem perder as cores e a textura (mesmo que nos faça companhia todos os dias), e uma imitação está irreconhecível depois de meia dúzia de lavagens. Se se for comprar on-line, escolher só sites que forneçam indicações precisas sobre a qualidade e origem de cada um dos tecidos.

wax print

wax print

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a história da capulana

20 de julho, 2008

lenço de moçambique

Reza a história que a capulana (ou kanga, ou pano, ou pagne) nasceu no Quénia em meados do século XIX. As versões variam nalguns pormenores, mas todas apresentam os portugueses como comerciantes de lenços estampados provenientes da Índia, muito apreciados na região. Aliás, mesmo consultada de raspão, percebe-se da bibliografia sobre as relações comerciais no Índico que pelo menos desde o século XVII os tecidos indianos eram importante moeda de troca e fonte de receitas no comércio com a costa oriental africana. Os portugueses, voltando à história, venderiam em Mombassa lenços (lesos) que eram cortados um a um de uma peça de tecido com cerca de 60cm de largura. Estes lenços seriam estampados pelo menos em parte com pintas claras sobre um fundo escuro. Algumas mulheres terão tido a ideia de comprar duas peças de três lenços e uni-las de forma a ficarem com uma peça de tecido com cerca de 180cm por 120cm, mais bonita e por um preço inferior ao de um pano com essas dimensões. Por o contraste do padrão lembrar as penas da galinha da Índia ficaram estes panos de seis lenços a chamar-se kanga (galinha da Índia em Swahili). Os comerciantes rapidamente introduziram panos estampados com a dimensão dos seis lenços juntos e a kanga/capulana ganhou novas características (a explorar noutros posts), mas o que me agrada mais nesta história é o pormenor de os lenços que se vendem ainda hoje em Moçambique (e que são mais bonitos e de melhor qualidade que grande parte das capulanas que de lá vi trazer) continuarem a cortar-se da peça um a um e a ter as pintas da galinha da Índia. Aliás, estes lenços são também curiosamente semelhantes nas cores (branco, vermelho e amarelo sobre azul escuro) e nos desenhos aos nossos antigos lenços (não confundir com as chitas) de Alcobaça, coincidência que daria certamente também pano para mangas.


Guinea Hen by birdyboo.

lenço capulana
Imagem da página 28 de Albuns fotográficos e descrítivos da colónia de Moçambique (...), 1929.

Sobre a história da kanga/capulana: The history of kanga, The kanga and Zanzibar, Capulanas & Lenços (Ed. Missanga, 2004), etc.

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capulana

18 de julho, 2008

capulanas

Com o calor que esteve hoje não consegui fazer grande coisa senão passar o dia a ler sobre a história da capulana (alguns links aqui). Recuando no tempo até ao que encontrei on-line e cá por casa sobre o comércio dos têxteis na costa oriental africana desde o início da presença portuguesa na região, passando pelas origens do batik ainda mais a leste e entroncando nos antepassados comuns aos das chitas, que cada vez mais tenho a certeza que de Alcobaça têm mesmo só o nome. À medida que for organizando as ideias, espero escrever por aqui sobre o assunto. Para já, uma das minhas capulanas na praia com a Patrícia.

capulana como toalha de mesa

capulana como toalha de mesa by neftos, on Flickr.

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retrosaria

17 de julho, 2008

retrosaria

Acabados de chegar do Japão, novos tecidos (e outras coisas) na Retrosaria. Estes três juntos davam (darão?) um belo quilt.

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o tapete, e mais

16 de julho, 2008

o tapete

Estive sem blog. Não por que quisesse fazer um intervalo mas porque de um momento para o outro deixou de funcionar. Foi um grande susto, que afinal nem durou muito tempo. Muitos dos blogs que leio já tiveram pausas, mais ou menos longas, mas a mim ainda não apeteceu (e já lá vão sete anos inteirinhos). Valeram-me o talento do Luciano para uma minuciosa cirurgia à Ervilha Cor de Rosa que eu não seria de todo capaz de fazer e a paciência do Filipe (para me aturar, claro). Da experiência ficou a vontade de mudar para outro host. De preferência um que suporte WordPress e tenha um bom apoio ao cliente (sugestões?).

Na fotografia está o nosso novo tapete, comprado na FIA no passado fim-de-semana. É um kilim (mas não sei dizer de que variedade) e foi-me profissionalmente impingido depois de o namorar durante uns breves minutos. Toda a cena foi típica e vagamente anedótica (eu a dizer que não tinha ido lá para comprar coisa nenhuma e o vendedor a dizer que assim é que se fazem os melhores negócios, eu a regatear em Francês macarrónico e ele a não me deixar desistir, etc.) mas, finalmente, estou muito satisfeita. É lindíssimo e de muito boa qualidade, e fica mesmo bem debaixo dos pés delas.

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mais

14 de julho, 2008

tomar

Continuando com a ideia de que lá fora o mosaico hidráulico está na moda:

TileVault: Blue & White Ceramic Tile, TileVault: More Cement Tile Inspiration e weekly wrap up + popham design: Três posts em blogs de decoração/design sobre as maravilhas dos cement tiles (mosaico hidráulico em Inglês) produzidos na Nicarágua e em Marrocos por empresas norte-americanas e com designs modernos (eu cá continuo a preferir os destes, simples).

E mais.

PS: os comentários estão avariados :( já funcionam :)

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apanhar ar

13 de julho, 2008

bungalows

castelo de bode

Bungalows que apetece experimentar, uma plataforma de madeira na água límpida do Zêzere e uma esplanada simpática uns metros acima. Bela tarde a de hoje.

castelo de bode

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meias altas

12 de julho, 2008

meias

meias

Meias de . Nesta altura só são uma visão agradável para quem gosta de as fazer (e para ela, que as recebeu e queria continuar com elas calçadas apesar do calor). Têm riscas desirmanadas de propósito, e as que tenho agora nas agulhas também vão ter, como as primeiras. Deixo a simetria para as das lojas.

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postais novos

09 de julho, 2008

postcard

postcard

Na loja há novos slings e capulanas e na Retrosaria há um monte de novidades, mas o que mostro aqui deste lado é o novo postal que vai seguir com todas as encomendas nos próximos tempos e, para celebrar, em duplicado com as que forem feitas entre hoje e amanhã.

postcard

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padarias de lisboa

08 de julho, 2008

padaria

padaria

Outra padaria. Esta é na Rua da Escola Politécnica, junto ao Rato, e talvez seja das que mudaram menos desde o início do século passado. As fotografias foram tiradas com a cumplicidade mas sem autorização da padeira, porque os patrões não deixam. Vá-se lá saber porquê.

padaria

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juntos

07 de julho, 2008

crowd

na loja.

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respigar

06 de julho, 2008

respigo

respigo

É lixo. Da margem do Tejo no Samouco. Também há quem lhe chame inspiração em conserva.

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#800

05 de julho, 2008

#800

Tem um número redondo, cabelo de carneirinho e dois pompons tão divertidos quanto inúteis. Não a mostrei à E. para, se não perder a coragem até lá, a pôr na loja na segunda-feira.

on a brighter note

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pregar aos peixes

04 de julho, 2008

meu dito...

Há menos de dois meses esta entrada era assim. Hoje de manhã, depois de ver escavacada do chão ao tecto a loja do sapateiro aqui do lado, e com ela um dos últimos chãos de mosaico hidráulico da rua (há um ano foi este embora), resolvi dar um passeio alargado para juntar mais alguns à minha colecção. Um quarteirão abaixo, uma senhora simpática resolveu não deixar morrer o negócio de venda de guarda-chuvas fundado pelo pai nos anos cinquenta. A loja é pequena e bonita, e o chão tem mosaico marmoreado como este mas em rosa, a pedir escova, sabão e cera: Ai não tire fotografias ao chão que está tão feio! Isto vai tudo para obras. E eu o blá blá blá do costume, que aquele é que é o chão certo para aquela loja, que está ali desde sempre e nada que se ponha agora vai durar o mesmo tempo. Diz-me que quer é pôr calçada portuguesa no chão, que é o que é tradicional e eu já a contorcer-me. Pois é tradicional e está ali mesmo à porta, no passeio, onde deve estar. Não é aqui dentro! Depois tentei explicar que só por cá é que o mosaico hidráulico ainda não está na moda outra vez, que lá fora se editam livros sobre o assunto, que no Chiado as lojas espanholas o trazem de propósito para alindar o chão. E só tive pena de não ter a última Milk para lhe mostrar o que os franceses também já perceberam.

milk

milk

Os carreaux de ciment colorés dans la masse são cenário de um anúncio da marca Moulin Roti e, mais à frente, destacados no texto e imagens da rubrica Vie de Famille, que exibe a lindíssima casa de um casal de criativos franceses em Barcelona (l'ensemble des sols de l'appartement est fait de carreaux en ciment datant du début du XXe siècle. Chaque pièce possède son dessin, digne d'un tapis.).

Hello?!

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por fora (2)

03 de julho, 2008

new envelopes

new envelopes

Um ano depois dos outros, os novos envelopes estão prontos. O material é o mesmo, as cores são parecidas e também têm os meus bonecos desenhados, mas são diferentes: desta vez apeteceu-me incluir mais membros da família e desenhá-los de outra maneira. Se no ano passado os queria regulares e simétricos, quase como um logotipo, agora apetecem-me assim, mais soltos, a lembrar esta história de já quase cinco anos.

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retrosaria

02 de julho, 2008

lã tigre

Podem remeter para estações mais frescas mas a mim os novelos de lã fazem-me sempre pensar em descanso. E em meias também, que depois destas fiz outras e já vou nas seguintes. As segundas fi-las para a E. com a lã da terceira fotografia (landscape fire). E as quintas acho que vão ser nesta.

regia landscape caribbean

regia landscape fire

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