Knitting = Tricot
06 de setembro, 2008
A primeira fornada desapareceu num instante, mas já há outra vez lãs Trekking na Retrosaria. Cerca de trinta cores repostas e mais algumas novas, acabadas de sair. Para além delas vieram também algumas Trekking Pro Natura, que são feitas de lã e fibras de bambu, agulhas, um monte de livros japoneses de costura e tecidos africanos.
A Trekking XXL foi concebida para fazer meias mas também pode ser usada para outras peças de roupa. Feita alguma pesquisa, aqui ficam links para algumas:
Xaile: Ella.
Camisola: Abotanicity.
Cachecol: Clapotis.
Gorro de bebé: Sweet baby cap.
E mais meias, claro: Monkey e Spring Forward.
03 de setembro, 2008
A A. resolveu cumprir aquilo que ameaçava há uns meses, mas felizmente só por metade. Conseguimos convencê-la a voltar a dormir a sesta quase todos os dias (às vezes a muito custo), mas as fraldas parece que vão mesmo passar à história bem mais cedo do que o previsto. Como ainda não ficou frio anda pela casa quase sempre só de t-shirt, mas as babylegs já estão a ser uma ajuda preciosa (em Portugal são vendidas pela Zélia). A bibliografia específica - Everybody Poos - aprovada pela E. quando passou pelo mesmo e que recomendo vivamente para o efeito está de novo em funções.
Na fotografia, as meias que terminei mais recentemente (a lã é da Regia).
27 de agosto, 2008
As novas lãs na Retrosaria fizeram-me sentir como a lagartinha comilona do livro preferido da A. Posso continuar a ir de novelo em novelo e tricotar meias para toda a família que, com tantas cores à escolha, não vou perder a vontade facilmente.
A Trekking XXL é a minha lã para meias preferida. Desde que a experimentei mas ainda mais depois de falar várias vezes com o seu autor, o senhor Zitron, que não se cansa de explicar o cuidado com que é criada, a qualidade das matérias-primas que usa e o sucesso que tem alcançado um pouco por todo o mundo. A Retrosaria é a primeira e única loja a vendê-la em Portugal, e com muito orgulho.
27 de julho, 2008
As minhas meias novas, à espera do Inverno (não que esteja com pressa que ele chegue). A lã, lindíssima e óptima de trabalhar, é a Opal que descobri neste post da Jane.
24 de julho, 2008

La promenade d'un distrait de Beatrice Alemagna e Persepolis de Marjane Satrapi (vivam as bibliotecas).
Mais umas meias em curso (com esta lã), e ainda não fotografei as que acabei na semana passada. No próximo Inverno por aqui ninguém vai ter frio nos pés.
Na loja: novos slings com tecidos africanos luxuosos e divertidos, novos sacos e capulanas.
12 de julho, 2008
Meias de lã. Nesta altura só são uma visão agradável para quem gosta de as fazer (e para ela, que as recebeu e queria continuar com elas calçadas apesar do calor). Têm riscas desirmanadas de propósito, e as que tenho agora nas agulhas também vão ter, como as primeiras. Deixo a simetria para as das lojas.
02 de julho, 2008
Podem remeter para estações mais frescas mas a mim os novelos de lã fazem-me sempre pensar em descanso. E em meias também, que depois destas fiz outras e já vou nas seguintes. As segundas fi-las para a E. com a lã da terceira fotografia (landscape fire). E as quintas acho que vão ser nesta.
10 de junho, 2008
Levar para Lebução o projecto das meias foi uma decisão ainda mais acertada do que tinha suposto. Por lá tricotar meias sentada na soleira da porta é banal e trazer na mala lã e cinco agulhas é cartão de visita e assunto de conversa num sítio onde apontar a máquina fotográfica a uma parede dá muitas vezes direito a um sobrolho desconfiado. As meias de lã são mesmo do pouco artesanato que se vende na região, mas isso é tema para outro dia. As minhas foram usadas assim que ficaram prontas e gosto tanto delas que já estou a fazer outras. Por falta de experiência não as fiz com as riscas iguais numa e noutra, mas da próxima já sei. A lã, magnífica, é uma Trekking XXL.
Depois de passear por muitos sites sobre o assunto comprei o livro Folk Socks: The History and Techniques of Handknitted Footwear e recomendo a quem queira iniciar-se também.
25 de maio, 2008


Por volta do tempo em que os animais falavam também andava de meias feitas à mão. Em Reguengos de Monsaraz a minha mãe comprava-as às senhoras que as tricotavam e lembro-me de como eram macias por dentro dos tamancos. Fui buscar um dos pares sobreviventes para ver como eram feitas: do cano para baixo, e com uma linda espiral de k2tog na ponta do pé. Encontrei outras, de lã, também portuguesas e trazidas já não me lembro de onde, que usei como chinelos até terem ido por acidente parar à máquina de lavar. A que fiz ficou pronta entretanto.
Mais: senhora a fazer meia no nordeste transmontano (fundo da página) e uma formação para meias de cinco agulhas decorrida em Gouveia em 2003, que não me importava de ter feito (não sei se por cá já se começou a desenvolver o turismo ligado a este género de coisa, mas lá fora é uma realidade).
24 de maio, 2008
O tempo não está para passear nem para tirar fotografias aos bonecos que estão prontos. Por outro lado, está mesmo bom para tricotar. Ainda não comecei as meias perfeitas que vou fazer em Junho (já tenho na mala os novelos certos e umas lindas dpn em bambu) mas já aprendi que podem ser feitas a partir da perna ou da ponta do pé, fórmulas de cálculo para o número de malhas e variações sobre a curva do calcanhar. A minha meia de teste (que não vai ter par porque é feita com o que sobrou de um casaco da E.) segue à risca as instruções da Wendy D. Johnson (Detailed Toe-up Sock Pattern). Quanto às que farei a seguir, o mais importante é que sejam mesmo para usar.
Sobre o assunto: on wearing handknit socks e handknit socks + shoes.
13 de maio, 2008

Não tive tempo hoje para fazer a planeada actualização da Retrosaria, mas entre as novidades que ficam para amanhã estão sacos japoneses como este, que é o que vai transportar os meus planeados tricots. A propósito destes (obrigada por todos os links e sugestões) e, mais precisamente, de meias tricotadas, para além do padrão, preciso de escolher a lã. Para baralhar, o melhor é percorrer os posts da Jane sobre o assunto, onde as lãs são sempre muito mais bonitas do que nos sites que as vendem. Balanço entre a linha da Regia com cores Kaffe Fasssett (Inky socks), uma Trekking XXL (Juicy socks), a Lana Grossa (Marmalade socks) e queria ler Finlandês para fazer estas com uma Colinette Jitterbug.
12 de maio, 2008
Não me lembro de em pequena ser grande fã de cavalos, mas agora impressionam-me. São outra medida do espaço e do tempo pré-industrial, como o pão feito em casa e a roupa cosida à mão.
Já a tomar o gosto a uma semana de férias que aí vem, apetece-me levar agulhas e lã para fazer meias, mas como serão as primeiras preciso de um bom modelo e não sei por onde começar (sugestões?).
Pub:
Recebi da editora para oferecer aqui (!) um exemplar do livro The Friday Night Knitting Club. Ainda não o li, mas consta que é chick lit com tricot pelo meio, e que é divertido (vou sorteá-lo no fim de semana entre os interessados que deixarem um comentário neste post).
24 de setembro, 2007

A única coisa que levei para fazer nas férias (e que só fiz nos últimos dias) foi lã e agulhas para uns gorros. Fiz dois, um para a A. e este, que a E. vestiu para a fotografia e que fica na loja. Tem dois novelos da minha lã preferida (Noro Kureyon), a mesma desde cobertor que fiquei com vontade de experimentar e deste gorro e esta camisola da E.
28 de novembro, 2006

A minha menina cresceu de repente. Nos últimos meses aprendeu tantas coisas que parecem demais. Quero listá-las e perco-me. Aprendeu cada um dos meus gestos a tratar da irmã e imita-os ao pormenor. Faz-nos rir (e às vezes perder a paciência) com o jeito para argumentar e regatear, surpreende-nos com os desenhos, as histórias, as associações de ideias, o vocabulário e a destreza de mãos. Ontem, para minha surpresa, estreou-se no tricot.
22 de novembro, 2006


Há algumas semanas fui contactada pela Tita Costa, que se dedica a tingir lãs com pigmentos naturais. Pedi-lhe algumas amostras e fiquei rendida - já estou cheia de vontade de pegar nas agulhas de tricot* outra vez. As cores são lindas e ainda gosto mais delas por saber que são obtidas com feijão preto, uva tintureira, cebola, barba de milho, casca de noz, hera...
Como já recebi várias vezes emails de pessoas à procura de lãs bonitas cá em Portugal, aqui fica o contacto: oficina.fio@gmail.com.
*por falar em tricot, olá Ana, estavas muito linda na revista do Expresso este Sábado.
20 de julho, 2006

Com as noites novamente respiráveis, já voltei a pegar nas agulhas. Do meu único livro de tricot para bebés (Jaeger Handknits), com lãs Rooster DK há-de sair uma adaptação do casaco bunny (mas sem coelho).
Também para bebé e cada vez mais irresistíveis, os sapatinhos da Catarina.
Mais tricot: quando arrefecer mesmo, faço umas luvas destas (da mais recente Knitty).
10 de fevereiro, 2006

(para mim descomplicar é sempre o mais difícil)
Mason-Dixon Knitting: um livro com coisas lindas. Quase a sair.
20 de janeiro, 2006

Só durante a gravidez tive o bom hábito (ensinado por um outro mestre) de começar o dia, sem excepção, com uma peça de fruta. De manhã o que me apetece sempre é (e passe mais uma citação do livro de ontem e da minha vida) cafezinho com leite e manteiga com pão. Adio a fruta e às vezes esqueço-me dela. Mesmo das melhores de todas as maçãs.
Entretanto estou a fazer mais um gorro numa nova cor de Kureyon (#116).
Rosa Pomar for NurseryWorks em destaque no UrbanBaby!
08 de janeiro, 2006

As lãs Noro são as minhas preferidas desde que as descobri. Por cá continua a não haver ninguém que as venda, mas podem ser compradas on-line em inúmeras lojas, como a Angel Yarns, por exemplo. Este gorro é tão simples de fazer que não precisa propriamente de instruções, mas aqui ficam, para juntar às deste outro:
26 de dezembro, 2005

O frio, o tempo em suspenso, a cabeça meio desligada mas não as mãos.
29 de agosto, 2005

Há onze anos fiz um estojo de enrolar para os pincéis e canetas de um amigo que andava em Belas Artes. Usei um tecido de linho antigo que a minha mãe tinha em casa e cosi-o todo à mão. Só tinha um elástico ao meio, em vez de bolsos, mas gostei tanto do resultado que fiquei sempre com vontade de fazer outros no género. Agora, entre os tecidos que já tinha deixado preparados antes de ir de férias e os que comprei entretanto, vai ser um fartote.
09 de agosto, 2005

Bastam umas pingas de chuva para me apetecer pegar nas agulhas de tricot outra vez e já tenho quase quase pronto o estojo para as levar para férias. Tem sítio para as agulhas grandes, de duas pontas, circulares e o que mais for preciso ter à mão. A pedido de várias famílias vai ser o primeiro de pelo menos mais alguns. Mais a Norte, a Sónia e a Karin não perdem tempo...
14 de março, 2005


O Frágil voltou a receber-nos e só tive pena de não ter podido ficar até mais tarde. É assim que eu gosto dos nossos encontros.

Finalmente, crachás suficientes para responder a todas as encomendas e para levar ao encontro de logo à tarde.
Girl 32: Um gorro diferente (via Sin Control).
12 de março, 2005

Prendas mais do que lindas: um vestido feito pela Patrícia Dória e uma mala-joaninha feita pela Débora!
Do lado de cá da fronteira também se fazem lãs para tricot muito bonitas. Para mim é uma quase surpresa, tendo em conta que são tão difíceis de encontrar. Uma das marcas a reter é a Rosários4, que descobri através da Dina. Em Lisboa vendem-se numa lojinha em Alvalade que a Débora encontrou (ainda não sei a morada) e que tem uma especialmente bonita chamada Marianne.
Na próxima Segunda-Feira, dia 21, inauguramos a Primavera no Príncipe Real. Mais sobre este assunto em breve..
22 de fevereiro, 2005

Por muito ranhosa e dorida e sem vontade nenhuma de sair da cama que eu esteja, a minha patroa começa invariavelmente o dia com a ordem: mamãaaa, quia lhaque!*.
Comecei finalmente a camisola às riscas para o F., prometida há anos. Tirei o modelo do livro Denim People e já encontrei outra pessoa a pô-lo em prática.
*lhaque = cerelac.
21 de fevereiro, 2005

Durante o fim de semana, a Hilda tricotou um lindo saco para feltrar e eu fiz este gorro num algodão fantástico. Ficou muito pequenino para a E. mas encontrará certamente cabeça que lhe sirva.
As próximas semanas anunciam-se cheias de pequenas concretizações e a loja promete ficar mais recheada.
Um bocadinho do studio de Amy Alice.
[tag: knitting]
06 de fevereiro, 2005

Ilustração do Daniel Lima no Público de hoje (dia mesmo bom para fazer tricot). Talvez o Daniel (que ainda não tem um site que lhe faça justiça) se tenha lembrado de nós ao fazê-la.
The Perception Laboratory's Face Transformer: encontrei aqui e não resisti a experimentar também.
Acrescentados à minha wishlist: All About Scabs (para a E.) e Blog : Understanding the Information Reformation That's Changing Your World (para mim).
01 de fevereiro, 2005

Lá fomos, eu, a Hilda e a Dina, ao outro lado do outro pequeno ecrã. Podia ter sido mais interessante mas também podia ter corrido pior...
Para mim, a estrela da tarde foi o vestido da Dina:

14 de janeiro, 2005

A encerrar (ou não) a maré de artigos sobre tricot, a Elle de Fevereiro publica um artigo bastante informado e que inclui uma entrevista que dei em Dezembro.
Tsunami Quilt: Para participar neste quilt (qual é a tradução portuguesa adequada, manta de retalhos?) colectivo, que será leiloado a favor das vítimas do terramoto de 26 de Dezembro, basta criar um quadrado em qualquer matéria têxtil (algodão, lã, etc.) de 15 cm e enviá-lo para a morada divulgada na página até 15 de Fevereiro. A Tania e a Mimi já fizeram os delas.
13 de janeiro, 2005
Camilla Engman: Já era fã das ilustrações. Os bonecos, que estão desde hoje à venda, são dos meus preferidos de todos os que vi até agora.
A Dina já tem uma página no Flickr.
Denim People: Encomendei-o há dias para fazer finalmente uma camisola prometida há mais de um ano. A lã (que na verdade é algodão) já chegou e estou ansiosa por começar.
Em atraso: boneco por acabar há vários dias; 97 emails na inbox.
12 de janeiro, 2005

Olha, hoje estive em pleno jardim de Belém, a tricotar. Passaram por mim umas miúdas de 16/17 anos, ficaram a olhar. Comentário: olha que fixe, uma rapariga nova a tricotar! Também quero aprender! Vou pedir à minha mãe que me ensine!
11 de janeiro, 2005

Depois da enchente do encontro de ontem, das várias inscrições no grupo desde então e de ter chegado a casa sem ter tricotado uma única malha resolvi:
10 de janeiro, 2005

O encontro de hoje promete, com o regresso da Hilda e a presença da Dina Piçarra. Entretanto já são dois programas da manhã a tentar convocar as tricotadeiras para a televisão. Seria muito fácil transformar tudo isto num fenómeno ridículo...
Na próxima semana, encontro em Almada.
06 de janeiro, 2005

Durante todo o passeio a E. não largou o seu novo potinho de tinta bi (verde) e mal chegou a casa pediu logo para fazer patua.
Tricot:
A Dina Piçarra, cujos lindíssimos trabalhos conheci na Feira Laica, vai ter novos tricots em exposição na Galeria Monumental*. Só lá vão estar entre hoje (a partir das 18h) e Sábado (até às 19h). Encomendas e elogios (sem esquecer os votos de um fim de gravidez saudável e descansado) devem ser enviados para dinapicarra arroba sapo ponto pt.
E mais:
Meninas aos riscos: coisas feitas pela Débora e pela Sílvia.
Milk magazine: encontrei finalmente um site através do qual se pode encomendar esta revista.
05 de janeiro, 2005

O próximo encontro de tricot vai acontecer num sítio que já me tinha sido recomendado mas que só agora fui descobrir: a livraria espaço cultural africano Mabooki. Para além de livros e de uma zona de café, a Mabooki tem algum artesanato escolhido a dedo e tecidos africanos que se podem comprar ao metro. São uma tentação irrestistível - trouxe logo este, rosa e dourado, e um outro que ainda não usei. Entretanto, esta semana chegámos aos 100 (agora já 101) inscritos no grupo das tricotadeiras de Lisboa. Razão mais que suficiente para o nascimento de duas filiais destinadas a reunir mais facilmente quem vive nos arredores de Lisboa: o grupo de tricot de Sintra-Cascais e as/os Tricotadeiras/os da Margem Sul.
E um link:
Stamp Francisco: não sou só eu que adoro brincar com carimbos.
30 de dezembro, 2004

A Agenda Lx de Janeiro dedica um plano inteirinho ao tricot (só a periodicidade dos encontros ficou trocada: estes não se realizam todas as segundas-feiras mas apenas na segunda segunda-feira de cada mês). Ainda não consegui espreitar a revista Elle mas em princípio sairá também qualquer coisa no número deste mês ou no do próximo...
A Cat já começou a receber quadrados tricotados portugueses para a nike blanket petition. Fico contente por saber que houve por cá mais pessoas para além de nós a participar. A petição ainda não terminou e os quadrados a enviar podem ser de todas as cores e técnicas.
E ainda, o enxoval de plástico da Pal.
19 de dezembro, 2004

As tricotadeiras de Lisboa na Pública de hoje (o artigo está aqui).
16 de dezembro, 2004

As participações portuguesas na Nike Blanket Petition que me foram entregues seguem hoje finalmente para o seu destino. Obrigada Sandra, Cláudia, Lénia, Filipa e Bárbara.
Entretanto, o grupo virtual de troca de dicas sobre tricot continua animadíssimo.
14 de dezembro, 2004

Se não fosse a falta que a Hilda fez não teria dúvidas em dizer que este foi o encontro de que mais gostei até agora. Pelo sítio, pelo à-vontade que já se criou entre as pessoas, pelas novas tricotadeiras entretanto aparecidas...
Links:
Mais umas mitaines.
The Starving Artist's Way: Make it yourself... Make it cool... Make it cheap… Livro cheio de ideias.
Creative Camilla: de todos os bonecos de crochet, são os meus preferidos.
10 de dezembro, 2004

Fiquei contente com o artigo do Carlos Quevedo publicado no DNa (Diário de Notícias) de hoje. A conversa da qual o texto nasceu tinha sido muito agradável e, depois de saber que era o Carlos o responsável pelas traduções selvagens da saudosa revista K, tive a certeza de que nada de mau poderia sair dali. Aproveito só para fazer uma pequena errata: Primeiro, não sou nem nunca fui professora de História Medieval, por muito que isso estivesse nos meus planos de quando entrei para a faculdade. Latinista, ainda menos, apesar de continuar a saber bem pelo menos as primeiras três declinações. E finalmente, na minha cabeça, tricot e Idade Média têm tudo a ver um com a outra.
09 de dezembro, 2004

Não me convencem a não gostar do Natal. Mesmo se quase tudo o que se vê na rua por causa dele é tão feio.
Links:
Ggh knitties: Criaturas tricotadas (o meu preferido é o lou). Para a Morgy, que também as inventa.
Kate Gilbert: Galeria de gorros de tricot (via Karin).
Carol Grilo: Algumas pessoas parecem fadadas para fazer coisas com feltro. É o caso desta menina que, entre muitas outras coisas, fez este quadrado para o projecto Felt Square.
Portakal agaci: Delícias de uma laranjeira turca. Em Inglês chama-se Kitchen Adventures.
05 de dezembro, 2004

Vejo muita gente na rua com gorros de tricot (e alguém chegou aqui à procura de moda gorros de tricot lã). Fico sempre olhar para eles (formas, cores, pontos...) e a pensar se foram feitos por quem os leva na cabeça ou se por uma máquina anónima num país distante.
03 de dezembro, 2004

Dei-me um presente com o qual sonhava há anos: uma tipografia da trodat: letras em borracha muito maiores do que as habituais para carimbar o que quiser.
À tarde, a convite da Alice Geirinhas, fui ao Ar.Co mostrar os meus bonecos aos alunos do curso de Ilustração e contar-lhes mais ou menos como é o meu dia-a-dia de bonequeira.
01 de dezembro, 2004
A Diana Dias, que tirou o curso de design de moda e (ainda) não sabe fazer tricot, anda à procura de quem lhe faça uns cachecóis por encomenda. As tricotadeiras interessadas podem contactá-la para di_pizzy arroba hotmail ponto com e dizer que vão da minha parte.
Super-links partilhados:
Objectif Mitaines: Lindas luvas sem dedos e fáceis de fazer. O modelo está disponível em formato pdf. Vou experimentar mal tenha tempo. O site foi descoberto pela Ana Castro, que também veio à feira.
Felt Slippers: Para todos os que pediram sapatinhos em tamanho de adulto, um modelo da Martha Stewart partilhado pela Cláudia Albuquerque.
Obrigada às duas!
...e ainda:
Christmas Hunt: mais um projecto sh1ft.org.
22 de novembro, 2004

Nos correios, na papelaria e em alguns olhares curiosos continuo a sentir o efeito da reportagem. Não resisto a transcrever parte do email que recebi da M. esta manhã:
A minha avó mora na Figueira da Foz e telefonou a dizer que vê imensa gente a tricotar nas esplanadas, que agora é moda. Foi até buscar as velhas agulhas para, muitos anos depois de aquecer os invernos dos netos com camisolas, botinhas e cachecóis, fazer umas coisinhas para o bisneto.
Não vi essa reportagem de que falas, mas ela deve ter visto, que agora não fala de outra coisa.
A Ana - única autora de um weblog que espero que um dia escreva também um livro (não confundir com a publicação em livro do que se publicou num weblog que isso, para mim, é uma coisa absurda, assim como ir agora editar o Lobo Antunes em pergaminho manuscrito...) - escreve sobre tricot e eu penso que desta moda sairá se tivermos sorte a distribuição em Portugal de publicações de jeito dedicadas ao assunto e o alerta para quem cá produz lãs especiais (as minhas favoritas são as de Mértola) de que há mercado e procura para esses produtos.
Na Baby Feira Mix também vai haver espaço para tricotar.
E ainda:
Seth Scriver: animações e outras coisas fora do vulgar, incluindo bonecos feitos de peúgas, como este.
19 de novembro, 2004

Acho que a Andreia Vale, a jornalista da SIC que fez uma reportagem sobre o nosso último encontro de tricotadeiras está de parabéns. Gostava de ver e ouvir as reacções de quem foi surpreendido por aquelas imagens de um monte de gente a fazer tricot. Será que viram um clube de excêntricas, um ajuntamento de donas de casa ou um grupo de pessoas divertidas a fazer algo de que gostam?
16 de novembro, 2004

Mais uma boneca mamã, desta feita uma ruiva.
1001 links sobre tricot, descobertos enquanto trocava ideias com a Andreia (notícias da reportagem em breve):
KnitKnit: Revista fora de série sobre tricot (mais sobre o que se pode fazer com tricot). Entre outras coisas a não perder estão estes conceptual cosies (que me lebraram logo os tree cosies da Freddie Robbins) e um artigo sobre os já célebres sacos de sacos.
microRevolt: É bem capaz de ser o mais bonito dos sites sobre o assunto e inclui links, iniciativas e uma secção de how to knit.
Kathryn Ruppert-Dazai: mais uma artista têxtil para a minha colecção de favoritas.
...e ainda, depois de Lisboa e do Porto/Braga, as tricotadeiras de Madrid ressuscitam, graças aos esforços da Marta.
11 de novembro, 2004

...os primeiros postais já estão no correio e hoje faço horas extraordinárias para tentar disponibilizar mais informação sobre as encomendas. A E., que já gosta de etiquetas e carimbos tanto como a mãe, escreveu comigo este enquanto o jantar estava ao lume.
Mas a notícia do dia é a criação pela Ana do Grupo de tricotadeiras(os) do Norte. Já era tempo de alguém tomar a iniciativa! Por cá o número de inscritos continua a aumentar (e já não são só raparigas).
Amanhã é dia de mostrar a secretária. A minha está um caos.
09 de novembro, 2004


Quem não foi não sabe o que perdeu. Muitas raparigas, um rapaz, três crianças, uma jornalista, um cameraman, lãs, agulhas e um espaço muito acolhedor. A reportagem passa em breve.
04 de novembro, 2004

O terceiro encontro das que não têm vergonha de tricotar em público é já na segunda feira e promete ser especial...
Wabi Sabi Threads: a boneca #88 chegada a Espanha, a casa de mais uma fazedora de bonecos.
Stop Bush Postcards: I wish I'd found this sooner. Will they stop him next time? Please?
12 de outubro, 2004

Demasiadas coisas e horas de menos para lhes dedicar. Ontem soube da possibilidade de participar numa feira especial de coisas para bebés que vai acontecer nos finais de Novembro em Lisboa. Vai ser a minha estreia num acontecimento do género e mal posso esperar.
A camisola para a E. que comecei a fazer nas férias esteve abandonada até a minha avó se oferecer para lhe fazer as mangas. Já está pronta e estreada.
Saio para o outro trabalho como o coelho da Alice e ainda com a imagem que esta noite me ficou na cabeça.
11 de outubro, 2004

Foi difícil arranjar poiso para o segundo Knitting Meetup (tivemos de deixar recados em duas portas que encontrámos fechadas) mas, finalmente, os sofás (e o chão) da Ler Devagar receberam-nos amigavelmente. Houve duas estreantes (a Marisa e a Bárbara) e eu passei boa parte do tempo a subir e descer as cá (escadas) atrás da E. mas ainda consegui começar um (mais um!) gorro, desta vez com um azul tão lindo que dá vontade de comer. As estrelas do encontro foram os gorros da Hilda, que não me canso de elogiar. E em Novembro conto ver alguém chegar de caneleiras (ou eram braçadeiras?) tricotadas.
A manhã tinha-a passado a comprar algumas coisas essenciais para a E. vestir no Inverno, nomeadamente collants, bodies (essa maravilhosa peça de vestuário dos bebés) e umas botas (que só lamento não existirem também em tamanho 39). Apesar das minhas incursões bem planeadas aos saldos do fim do inverno passado, o Outono que se instalou no fim-de-semana fez-me perceber que ainda vão fazer falta mais uns dois pares de calças e uma camisola (que posso fazer eu). Agora que desistimos da cadeirinha pude aperceber-me da aventura que é acompanhar uma toddler a todo o vapor dentro de uma loja de roupa (a tirar e pôr cabides nos varões, a espreitar para dentro de todos os carrinhos à procura de bebés, a querer calçar todos os sapatos, a desaparecer por detrás de tudo em menos de um segundo e a divertir-se à grande).
10 de outubro, 2004

09 de outubro, 2004

Ainda mais um gorro, desta vez uma experiência com as lãs cashmerino aran da Debbie Blliss (dou por mim a comprar as mesmas cores em lãs que comprava em lápis, e nunca são as que acho serem as minhas preferidas) e o primeiro desenho que me veio à cabeça. São muito macias mas pouco elásticas e por isso não muito adequadas a este tipo de projecto.
+ tricot:
Quick tips at Fluffa: simple knitting tips and how-to's, gathered from experience.
Pluckyfluff: handspun yarn, hand knit goodies and felted stuff. As criaturas feltradas são o melhor.
Pinkpeppercorns: mais lãs fora do vulgar.
...
mais um boneco da Alice Azul
e as animações dos Mumins em dvd (só há no Japão?).
08 de outubro, 2004

Com pouco tempo para seja o que for e a E. a demorar mais tempo que nunca a adormecer, há dias em que à noite o máximo que produzo são umas carreiras de tricot. Estou mais ou menos viciada em fazer gorros, em várias cores e com alguns melhoramentos. Tenho este em curso, feito com umas lindíssimas lãs ecológicas, compradas na BioCoop directamente à pessoa que as produz, desde a criação das ovelhas à tintura das lãs com pigmentos extraídos de plantas locais. Hoje também tenho em curso uma persistente dor de cabeça, que espero que desapareça antes da vigília junto ao Convento dos Inglesinhos (às 22h).
Mais:
O próximo Knitting Meetup é já na Segunda-Feira!
Hallowig: uma deliciosa peruca de tricot cor de rosa.
You made a sale at CafePress.com! Não sei quem foi que comprou alguns dos meus cartões de Natal, mas muito obrigada!
03 de outubro, 2004

Depois de um post sobre animações checas, a D. (que não me conhece senão daqui e de alguns emails) ofereceu-se para me enviar um dvd de animações da toupeirinha. O que não pensei foi que fosse oferecer à E. também este coelho feito por ela, que foi imediatamente abraçado, adoptado e passeado por toda a casa. Muito, muito obrigada! Temos estado a tentar dosear as sessões de pi (como ela chama à toupeirinha), mas não tem sido fácil: mal vê o computador pede pi pi quia pi quia pi!
Entretanto, quanto aos projectos de Natal: continuo à procura de uma boa solução para os fazer mais perto mas, como posso não conseguir, já tenho disponíveis cartões e postais à espera de opiniões.
Tricot:
Knitblog: dicas para quem mistura tricot com internet.
Yarn Vice Site: manancial de bonecos e brinquedos de tricot descoberto pela Morgy (obrigada!).
Studio Knits: roupa de tricot para uma mini-fada.
Tricot pour poupées: é a descoberta do mês.
02 de outubro, 2004
A few weeks ago I've knitted a simplified Official Kitty62 Hat (without the earflaps and ears - I didn't like how they were looking so I left it without them). It was so easy and fast (working with double pointed needles is a lot easier than I thought) that I decided to make some adaptations to the pattern and give it another go. This is what I came up with and here is my version of the pattern:
01 de outubro, 2004

Depois de experimentar tricotar um gorro muito simples a partir de um modelo resolvi fazer este, baseado no mesmo mas mais ao meu gosto. As orelhas ficaram enroladas por acidente mas até lhe dão um ar divertido. Serve a crianças e a adultos pouco cabeçudos. Fica a receita, para quem mais quiser experimentar:
Materiais:
1 novelo de lã Noro Kureyon #126 (usei a que me sobrou de fazer esta camisola) ou qualquer outra lã para trabalhar com agulhas tamanho 5.
Agulhas circulares de 40 cm tamanho 5 (5mm).
Conjunto de cinco agulhas tamanho 5 (5mm).
Agulha de crochet.
A E. continua a vir para a nossa cama de madrugada quase todos os dias. Nem sei bem a que horas porque o faço a quase completamente dormir. Ouço-a decidida e já levantada na cama - mamã? mamã? - e pronto. Feito o mal uma vez é precisa imensa força de vontade para contrariar o hábito. Pelas oito e pouco acorda decidida: upa! mamã upa!. Sendo infinitamente mais agradável que um despertador não deixa de custar, sobretudo tendo em conta que raramente me consigo deitar antes da uma e meia, duas (estas horinhas de sossego em que até conseguimos tirar os livros, lápis, bolas, carrinhos e bonecos do chão, tomar um café e fazer qualquer coisa são demasiado preciosas para ir para a cama mais cedo...).
Continua a dizer poucas palavras e a usar muitos gestos e sons, por vezes mais complicados que as palavras propriamente ditas. Para dizer escorrega, por exemplo, senta-se no chão e arrasta-se para a frente e para trás. Aprendeu a pronunciar ão e pratica com afinco sobretudo os essenciais mão e pão.
Come a sopa sozinha com a colher mas prefere a mão para tudo o que seja fácil de levar à boca e distrai-se muito mais facilmente durante as refeições. Sempre que vê imagens do mar ou de areia pede para ir à praia. Creio que o paraíso da E. seria uma praia com baloiços, a sua amiga Aiã e um stock inesgotável de iogurtes e maçãs....
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Little & The Girl: feitos à mão e muito simpáticos (obrigada Miriam).