Tecidos africanos
24 de setembro, 2008
Quando, há uns anos, comecei a fazer alguma pesquisa sobre a história dos tecidos africanos, fui apanhando aqui e ali referências aos significados dos vários padrões. Este é talvez um dos aspectos mais interessantes do tema, que é vasto: nos vários países em que circulam com mais abundância os wax prints, os padrões impressos nos tecidos não são apenas decoração. A cada padrão corresponde um nome, um provérbio ou uma ideia, e ao vestir um determinado pano está a enviar-se uma mensagem silenciosa a todos os que o vêem e, na maioria das vezes, a alguém em especial. Muitos dos padrões que circulam (cada vez mais, devido à entrada dos chineses neste mercado) têm apenas nomes locais ou não chegam a recebê-los, mas outros são verdadeiros clássicos, atravessam décadas e nunca saem de moda. Com umas horas de pesquisa, consegui encontrá-los a uso, hoje em dia, em vários países. Falam das relações entre marido e mulher, entre a mulher e as outras mulheres, entre cada um e a comunidade. Deixo aqui imagens de alguns dos que já aprendi a traduzir.
O da imagem de cima chama-se Fleurs de mariage e é, como o nome indica, alusivo ao casamento.
11 de setembro, 2008
Continuando com a história dos tecidos africanos. Entre outros assuntos, quero escrever aqui em breve mais sobre a história do fabrico destes tecidos e, por outro lado, sobre a importância e o significado dos seus padrões. São precisamente os padrões, juntamente com as cores saturadas e o craclé decorrente da estampagem em batik, que nos fazem reconhecer imediatamente estes tecidos como africanos. Muitas vezes são abstractos ou quase, muitos incluem motivos vegetais e animais, mas os mais surpreendentes para o olhar não africano são os que mostram objectos do quotidiano, electrodomésticos, dinheiro, etc. Algumas imagens, de muitas outras que me apetecia mostrar:
01 de agosto, 2008

Continuando com a história da capulana, falta entre muitas outras coisas dizer que ela se separa em duas famílias culturalmente distintas: a da capulana propriamente dita, a que também se chama pano (por exemplo em Angola), pagne (nos países francófonos) ou chitenge ou kitenge (Zâmbia, Namíbia, etc.), cujo padrão pode ter dimensões variáveis e incluir ou não barras longitudinais, e a kanga, cujo padrão coincide com os cerca de dois metros de comprimento do pano, tem uma barra a toda a volta e, muitas vezes, uma frase inscrita (aqui há muitos exemplos). No Brasil também há cangas, mas sobre elas não sei grande coisa.
Uma das kangas que tenho é a da segunda fotografia. Foi trazida de Moçambique e é horrivelmente sintética, mas tem um motivo irresistível. Diz MUARA INTAMUENE ORERA (intamuene quer dizer amigo, o resto não sei). As kangas são usadas sobretudo nos países situados a norte de Moçambique.
A capulana da primeira fotografia também veio de Moçambique. É de algodão e é estampada pelo processo convencional, e não em batik como os outros tecidos africanos. Não sei se me engano muito se disser que em Moçambique, onde o comércio de tecidos está há séculos na mão de comerciantes indianos, os tecidos estampados têm maior importância que os de batik, mesmo que os motivos de uns e outros sejam semelhantes. Aliás, se se andar à procura (eu tenho andado) em fotografias da primeira metade do século XX, o que se vê são tecidos tradicionais de tear e depois também muitos estampados com ar português, impossíveis de distinguir a olho nu de chitas como estas:
25 de julho, 2008

Pormenor de uma fotografia de Joseph Moïse Agbodjelou (Benim, ca. 1950) in Anthologie de la Photographie Africaine (Paris, Editions Revue Noire, 1998).
Este é um dos tecidos de que mais gosto. Uso-o todos os dias no sling da A. e serve-me de encosto à noite numa almofada do sofá. Percebi recentemente que o padrão já tem mais de meio século porque o descobri nesta fotografia (o ser tão bonito explica a longevidade).
Com o pedaço que me sobrava fiz uma blusa para mim, a partir de um molde de um livro japonês dos que tenho tido na Retrosaria (o molde também vem em tamanho de criança, e a E. já encomendou uma para ela com este tecido, para ficarmos parecidas).
21 de julho, 2008

Não se pode contar a história da capulana sem falar de uma técnica em particular de estampagem, por intermédio da qual nasceu o tipo de tecido que mais facilmente identificamos como africano. É a técnica indonésia do batik.
Resumindo bastante, pode-se contar a história assim: em meados do século XIX os holandeses tentam entrar no importante negócio de tecidos em batik da Indonésia (então sua colónia), mas sem grande sucesso. Por razões conjunturais esses tecidos são introduzidos e apreciados na África ocidental (onde os batiks indonésios já eram admirados há muito), levando a uma reorganização dos produtores holandeses no sentido de adaptarem o desenho dos tecidos ao gosto do mercado africano. Também empresas inglesas se dedicam à produção de tecidos em batik, cujo fabrico ainda era semi-manual em meados do século XX e permanece muito mais complexo que a simples estampagem.
Muitos dos padrões introduzidos por estas empresas há mais de cinquenta anos continuam a ser produzidos e imitados por fábricas locais. Nos últimos anos, os produtores têxteis chineses vieram alterar drasticamente o funcionamento do mercado (centrado parece-me que sobretudo entre a Costa do Marfim e os Camarões). Os contornos do fenómeno (bem como o conceito de africanidade destes tecidos que afinal são coloniais) estão muito bem explicados nesta entrevista, que deve ser o texto mais interessante sobre o assunto disponível on-line.
Hoje em dia, grande parte dos tecidos africanos à venda são cópias dos desenhos desenvolvidos pelas empresas holandesas e inglesas ao longo de mais de um século e meio, e impressos em tecidos de má qualidade, muitas vezes já com mistura de fibras sintéticas. Quem sabe, distingue-os pelo tacto e pelo preço mas quem compra on-line arrisca-se a levar facilmente gato por lebre. Nas fotografias tentei mostrar a diferença de textura entre um tecido em batik genuíno (o cor de rosa) e uma imitação, mas não é muito fácil. Fica o conselho para quem quiser comprar tecidos africanos deste género (ou peças produzidas com eles): quanto melhor é o tecido mais difícil é distinguir o direito do avesso, mais bem sobrepostas são as várias cores, mais densa é a trama e maior é a gramagem. A ourela costuma dar indicações sobre a origem (às vezes falsas, mas vale a pena ver). O preço também é um bom indicador: os bons tecidos são mesmo caros, não há volta a dar. Um bom wax aguenta anos sem perder as cores e a textura (mesmo que nos faça companhia todos os dias), e uma imitação está irreconhecível depois de meia dúzia de lavagens. Se se for comprar on-line, escolher só sites que forneçam indicações precisas sobre a qualidade e origem de cada um dos tecidos.
20 de julho, 2008
Reza a história que a capulana (ou kanga, ou pano, ou pagne) nasceu no Quénia em meados do século XIX. As versões variam nalguns pormenores, mas todas apresentam os portugueses como comerciantes de lenços estampados provenientes da Índia, muito apreciados na região. Aliás, mesmo consultada de raspão, percebe-se da bibliografia sobre as relações comerciais no Índico que pelo menos desde o século XVII os tecidos indianos eram importante moeda de troca e fonte de receitas no comércio com a costa oriental africana. Os portugueses, voltando à história, venderiam em Mombassa lenços (lesos) que eram cortados um a um de uma peça de tecido com cerca de 60cm de largura. Estes lenços seriam estampados pelo menos em parte com pintas claras sobre um fundo escuro. Algumas mulheres terão tido a ideia de comprar duas peças de três lenços e uni-las de forma a ficarem com uma peça de tecido com cerca de 180cm por 120cm, mais bonita e por um preço inferior ao de um pano com essas dimensões. Por o contraste do padrão lembrar as penas da galinha da Índia ficaram estes panos de seis lenços a chamar-se kanga (galinha da Índia em Swahili). Os comerciantes rapidamente introduziram panos estampados com a dimensão dos seis lenços juntos e a kanga/capulana ganhou novas características (a explorar noutros posts), mas o que me agrada mais nesta história é o pormenor de os lenços que se vendem ainda hoje em Moçambique (e que são mais bonitos e de melhor qualidade que grande parte das capulanas que de lá vi trazer) continuarem a cortar-se da peça um a um e a ter as pintas da galinha da Índia. Aliás, estes lenços são também curiosamente semelhantes nas cores (branco, vermelho e amarelo sobre azul escuro) e nos desenhos aos nossos antigos lenços (não confundir com as chitas) de Alcobaça, coincidência que daria certamente também pano para mangas.
18 de julho, 2008
Com o calor que esteve hoje não consegui fazer grande coisa senão passar o dia a ler sobre a história da capulana (alguns links aqui). Recuando no tempo até ao que encontrei on-line e cá por casa sobre o comércio dos têxteis na costa oriental africana desde o início da presença portuguesa na região, passando pelas origens do batik ainda mais a leste e entroncando nos antepassados comuns aos das chitas, que cada vez mais tenho a certeza que de Alcobaça têm mesmo só o nome. À medida que for organizando as ideias, espero escrever por aqui sobre o assunto. Para já, uma das minhas capulanas na praia com a Patrícia.
04 de abril, 2008
O tecido é um dos meus preferidos de sempre, e tem uma combinação de cores de que provavelmente só quem como eu chegou à adolescência nos anos oitenta consegue gostar. O figurino é de uma revista japonesa que a Zélia generosamente me emprestou e que também usou para ela. Como estreia numa coisa com mangas não ficou mesmo nada mal. Na próxima semana conto ter (para mim e para a Retrosaria) um livro com outros modelos bons para o Verão. Até lá, espero variar um bocadinho de tema nos posts. Ou não.
Na loja há slings de primavera.
19 de março, 2008
Coser roupa continua a ser uma aventura. Estava há anos para fazer um casaco reversível para a E. e ontem, enquanto planeava encomendas de tecidos para a Retrosaria, tropecei na página que me fez deitar mãos à obra. Como os figurinos estão todos em Japonês e os desenhos são vagos para uma leiga fica mais espaço para a imaginação (e para o disparate). Usei só sobras dos slings e as medidas foram a olho. O resultado, um serão inteirinho depois, é um casaco razoavelmente à medida da E. (que desconfiou da ausência de fecho e bolsos) ou uma espécie de haori de mangas gigantes para a A., que passou a manhã com ele. Agora apetece-me fazer um para mim, ou um destes (♥) com tecidos da Retrosaria.
22 de fevereiro, 2008

São cem sacos de tecidos africanos, feitos para uma encomenda especial e inesperada. Vão ser as pastas do IX Congresso de Geoquímica dos Países de Língua Portuguesa que vai ter lugar em Cabo Verde daqui a umas semanas, e quem me dera ir lá entregá-los em mão.
26 de agosto, 2007

Há meses que contava os dias para a data em que faria quatro anos e meio (hoje). Quando se é pequenino meio ano é tanto tempo. Eu por outro lado já tenho de pensar para acertar em mais do que a década em que vou.
A almofada terminei-a ontem e foi feita com as sobras deste tecido, do qual guardei o sling que usamos mais. Reforcei-a com baetão e quiltei-a um bocadinho para ficar mais resistente.
14 de agosto, 2007
Qual o significado deste tecido? Não sei se me engano muito supondo que nos países africanos para os quais foi criado a imagem da fábrica em actividade sugere progresso, riqueza, trabalho. Na Europa, a chaminé fumegante grita poluição, aquecimento global. No saco, leio cada saco de plástico demora entre vinte e mil anos a decompor-se...
12 de agosto, 2007


Uma das exposições patentes no Museu de Etnologia (a Mary também viu) apresenta (a propósito do trabalho de uma artista plástica contemporânea) lindíssimos panos tradicionais de Cabo Verde e Guiné Bissau. São compostos por várias faixas estreitas tecidas em tear manual cosidas umas às outras. Parecem já ter deixado de fazer parte (ou quase) da maneira de vestir do nosso tempo, tendo provavelmente sido gradualmente substituídos a partir do século XIX (como na Europa), por tecidos decorados por estampagem (muito mais baratos e em boa parte importados). A tradição no entanto subsiste (pelo menos em parte) graças ao folclore e à procura global(izada) do que é étnico. On-line, encontra-se a Artissal (uma associação de Tecelagem tradicional que produz artigos artesanais de qualidade e promove um projecto de desenvolvimento comunitário na Guiné-Bissau) e uma página norueguesa - The Capeverdean pano - a unique handicraft - com o contacto de Henrique Sanchies, tecelão caboverdeano.
A exposição inclui ainda um conjunto de capulanas da colecção do MNE, recolhidas nos anos 90 na Guiné. A legenda chama-lhes panos legós, designação (local?) que o Google desconhece.
08 de agosto, 2007

Capulana, by Marina Thomé.
(o assunto tecidos africanos está longe de esgotado)
Aquele que é (parece-me) o porta-bebés mais popular do continente africano, e o antepassado dos slings, é simultaneamente uma das peças de roupa mais universais: um rectângulo mais ou menos dourado de tecido, vulgarmente usado como saia em muitas partes do mundo. Aprendi a chamar-lhe capulana, mas tem muitos outros nomes (kitenge, sarong, pareo, etc.).
Como porta-bebés, a capulana pode ser atada a tiracolo (um e outro exemplo de Moçambique). Com um bebé que já se senta bem, esta posição é bastante fácil de conseguir. Mais complexa, mas muito confortável assim que se apanha o jeito, é a forma de atar a capulana com o bebé nas costas (como se vê nas fotos, nesta ou nesta). Esta posição é usada para transportar bebés pequeninos e grandes, e a A. adormeceu da primeira vez que a experimentei. Por cá, a ginástica necessária à prática chocaria certamente os transeuntes (se até o sling ainda suscita tantos comentários), mas para um passeio pela praia é altamente recomendável.
Belecando (vídeos): bebé a tiracolo e bebé nas costas.
06 de agosto, 2007


Não me faltam tema nem vontade, só o tempo. Tenho lido muito sobre tecidos africanos e observado, cortado e cosido tecidos africanos. Na noite passada já me pude aconchegar com estes, pensados, cortados, cosidos e acolchoados na consistência certa. Neste momento fascinam-me mais do que os outros. São vistosos, complexos, difíceis de combinar. São lindos. Quero fazer com eles uma colecção de quilts para a loja e fotografá-los como merecem. Dream on...
29 de julho, 2007


Vivam os fins de tarde na praia, as capulanas, a areia, as pessoas de quem se gosta...
02 de julho, 2007

A julgar pelos posts em vários blogs (este, o da Ana, o da Vera e tantos outros) e pela quantidade de fotografias no Flickr (aqui está reunida uma pequena amostra), o toldo concebido pela arquitecta Teresa Nunes da Ponte para o Jardim da Gulbenkian é mesmo um sucesso. A mim fez-me gostar ainda mais de tecidos africanos e, apesar da complexidade de cada padrão, de os ver justapostos. Daí aos novos slings, foi um pulo
03 de junho, 2007


Fomos finalmente percorrer O Jardim do Mundo. Não participámos (desta vez) em nenhuma das actividades, mas deliciámo-nos (e não fomos os únicos) à sombra dos mais lindos toldos de que há memória. Os desenhos e cores dos padrões africanos a brilhar ao sol fizeram-me ficar ainda mais contente com os que escolhi para os próximos slings (brisa, mãe galinha e voar).
15 de fevereiro, 2007

Este é daqueles tecidos africanos de que vou ter pena de não ter comprado mais metros. Dele nasceram dois slings (um deles para a A.) e agora alguns sacos. Estão na loja.
05 de janeiro, 2007

Enquanto um projecto ainda não divulgável me mantinha longe do teclado acumularam-se as surpresas enviadas pelos pais e mães natais da blogolândia:
Um caderno Serrote editado especialmente para a Mau Feitio (a loja em Coimbra onde vendo os meus bonecos), com um cartão de boas festas ilustrado por Rui Vitorino Santos.
28 de dezembro, 2006

Antes do regresso aos bonecos, novos sacos. Estão na loja e guardei parte do tecido para fazer dois slings.
05 de dezembro, 2006

Os bocadinhos em que posso sentar-me e coser sabem a missão cumprida: filhas (o plural ainda me soa a novidade e emociona-me sempre) lavadas, de barriga cheia e sossegadas. Hoje, finalmente, um novo boneco disponível.
29 de setembro, 2006

Só quando comecei a folhear catálogos de tecidos africanos é que percebi que, para além de padrões surpreendentes e por vezes misteriosos, eles têm frequentemente nomes inesperados. A escolha de uns e outros, fiquei a saber depois, não é inocente e está carregada de histórias e de História: vejam-se, por exemplo, pagnes et paroles, african presidents on printed fabrics, Akan cultural symbols project e o livro Capulanas & Lenços (Vários autores, Maputo, Missanga, 2004), que também tem uma secção ("Capulanas falam") dedicada ao tema.
Tudo isto para explicar que achei tão bonito o nome deste tecido, para não falar no desenho, que decidi estampá-lo em alguns dos sacos novos. Estão na loja.
27 de setembro, 2006

...e com folhas que parecem desenhadas pelo António Quadros. Na loja.
29 de agosto, 2006

Last but not least, depois de quase quase todos os outros terem partido, sacos com outro dos primeiros tecidos africanos que comprei. É fresco e verde como me apetecia que o dia estivesse hoje e já o usei para alguns bonecos, como o #604 e, muito antes dele, o #235, aqui em baixo a olhar para a sua linda dona (obrigada - com um ano de atraso meu! - Patrícia e Antónia). Estão na loja.
23 de agosto, 2006

22 de agosto, 2006

(na loja)
Outra vez calor a mais.
21 de agosto, 2006

18 de agosto, 2006

(na loja)
20 de julho, 2006

11 de julho, 2006

Depois de todo o tecido que tinha para os sacos anteriores ter sido usado e os primeiros já estarem a aterrar em novos ombros, ovnis africanos ao melhor estilo teledisco (já não se diz teledisco, eu sei) 80s. Estão na loja.
06 de julho, 2006

(mais um saco na loja)
05 de julho, 2006


Um tecido é um cenário é uma tarde de brincadeira.
Nos bonecos e nos sacos, continuo rendida aos tecidos africanos: thank you Jane! Obrigada, Mariana!.
03 de julho, 2006

A E. chamou-lhe Monostatos e queria ficar com ele para fazer companhia ao Anacleto (ou Tamino, conforme os dias), mas prometi-lhe outro para breve.
My Sweatshirt Bag: a ideia não é nova mas é óptima, tanto que já vi em grandes lojas sacos a fazer de conta que eram feitos com esta técnica (via Whip Up).
Twelve 22: lindo lindo quilt, de um lado e do outro.
She's reading: a #578 cheia de mimos (obrigada, Ana).
20 de junho, 2006

19 de junho, 2006

Os sacos do cadeado já partiram. Estes têm cores de praia (estão na loja).
Aqui, um quilt feito de tecidos africanos.
17 de junho, 2006


Já vi escrito que os tecidos como estes, estampados em batik, são os descendentes afrcanos das chitas portuguesas. Não sei se são ou não, mas há anos que os seus padrões inesperados me fascinam. Destes sacos fico com um para mim. Os outros estão na loja.
26 de abril, 2006

23 de setembro, 2005

16 de setembro, 2005

22 de julho, 2005

28 de junho, 2005

Port2Port: mav e arc a brincar às bonecas.
Nuestros hermanos: El Señor García (blog e site) e Holeland (blog e site).
Via Meia de Leite: MIT Weblog Survey.
22 de junho, 2005

Está tanto calor...
17 de junho, 2005

É o terceiro e último neste tecido, que sobrou do arranjo de uma magnífica djellaba norte-africana.
05 de janeiro, 2005

O próximo encontro de tricot vai acontecer num sítio que já me tinha sido recomendado mas que só agora fui descobrir: a livraria espaço cultural africano Mabooki. Para além de livros e de uma zona de café, a Mabooki tem algum artesanato escolhido a dedo e tecidos africanos que se podem comprar ao metro. São uma tentação irrestistível - trouxe logo este, rosa e dourado, e um outro que ainda não usei. Entretanto, esta semana chegámos aos 100 (agora já 101) inscritos no grupo das tricotadeiras de Lisboa. Razão mais que suficiente para o nascimento de duas filiais destinadas a reunir mais facilmente quem vive nos arredores de Lisboa: o grupo de tricot de Sintra-Cascais e as/os Tricotadeiras/os da Margem Sul.
E um link:
Stamp Francisco: não sou só eu que adoro brincar com carimbos.
06 de dezembro, 2004
Às vezes penso que gostava de vir a ter uma loja. O ideal era ser muito rica e não ter de me preocupar com vender de facto as coisas que lá houvesse. Há uma loja no Porto, muito velhinha, de que gosto muito (espero que nunca feche): tem um enorme balcão de madeira e um pé direito altíssimo, mais um corredor muito comprido por onde se pode ir até uma segunda sala, cheia de pó e nos dias que correm muito escura. É uma loja de tecidos. A minha loja também teria tecidos: chitas de Alcobaça, tecidos africanos e outros. E lãs, claro: lãs de Mértola e de outros sítios, de Portugal, de Inglaterra, do Japão, etc. Também teria de ter lápis de cor e tintas e carimbos e papeis e biscoitos como os da Ribeiro...
Enfim, para já fico-me pela minha loja de brincar.
18 de setembro, 2004

Voltámos à Mouraria e desta vez trouxe dois lindíssimos tecidos africanos (mal consiga deito mãos ao projecto dos vestidos muito simples de Inverno).
Fui finalmente buscar a Milk de setembro, cheia de óptimas fotografias como sempre. Nas primeiras páginas, mais uma ou outra referência a bonequeiras que não conhecia (a revista não tem site nem aceita assinaturas internacionais, infelizmente).
Links:
Cast Off knitting club: Tricot e não só. Gostei especialmente da mala guitarra.
Unity Peg: Para secar a louça.
Kirstin James Textiles: Roupa de criança.
Knitted Elvis Wig Pattern (o nome diz tudo).
13 de setembro, 2004

Chegaram, finalmente: tecidos africanos da African Fabric Shop, fotocópias e outras coisas boas enviadas pela Claire (thank you Claire - my daughter loved the little bear doll!) e amostras de galões desenhados pela Eduarda, com uma série de brindes à mistura!
Descobertas:
Tar-Tan: bonequeira japonesa para juntar às minhas preferidas (acho que não vou resistir a copiar estas bolsinhas).
Poppets: cães, gatos e cowboys.
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