espanha porta-bebés

festival da máscara ibérica

los toros y los guirrios de velilla de la reina

los toros y los guirrios de velilla de la reina

Depois de uma manhã de workshop, um fim-da-tarde memorável no Rossio, a assistir ao V Desfile da Máscara Ibérica. Mesmo fora do contexto, na estação errada do ano, a centenas de quilómetros das suas terras de origem e rodeados de turistas, vale a pena ir ver estes monstros chocarreiros aos pulos, vestidos de peles, de folhas, de retalhos e de cobertores. A A. ficou com imenso medo e eu com imensa vontade de viajar mais pela península. Depois de namorar os muitos bordados e meias, lenços e passamanarias que fui vendo passar, o último grupo – Los Toros y los Guirrios de Velilla de la Reina (Leão) – trazia uma surpresa (para mim): Read more →

sacos, bolsas, taleigos

taleigos
Debret, Jean Baptiste (1768-1848), Boutique de boulanger. Brasil, 1834-1839 (pormenor).

taleigos
Domingos Rebelo (1891-1975), Os Emigrantes, 1926.

A poucos dias do próximo workshop de sacos, bolsas e taleigos (o primeiro foi assim), um rol de imagens: a de cima é a mais antiga que tenho de um saco de retalhos (à esquerda na mão do rapaz). É um pormenor de uma das célebres gravuras de Jean Baptiste Debret e é interessante por mostrar há quanto tempo se usam estes sacos para ir ao pão. No quadro de Domingos Rebelo, mais ainda que o chamativo saco ao centro, gosto do do lado esquerdo, sobre a arca, que podia ser este, feito daquelas chitas vermelhas brancas e pretas dos finais do século XIX. Haverá certamente muitos sacos por encontrar noutros retratos e fotografias de emigrantes portugueses. A quarta imagem deve ter o taleigo que mais gente viu sem reparar nele (eu própria só dei por ele recentemente). Aparições à parte, é uma lindíssima fotografia. A seguir, três sacos feitos por três avós de participantes do workshop que tiveram a gentileza de os trazer para me mostrar. Read more →

folar

folar algarvio

folar algarvio

Prometo abrandar na quantidade de posts sobre comida, mas não podia não mostrar aqui o magnífico folar algarvio que a Joana Rosa me ofereceu na Páscoa. Foi feito por uma senhora chamada Gisela segundo uma receita que vem do tempo das bisavós das avós dela. Foi disputado pela família toda até à última migalha.

A ver também:

Pastéis de Molho da Covilhã no blog da Helena.

Lampreia (que susto!) no Mi Mitrika.

Folar de tudo no Inúbil.

a broa

senhora da hora

broa de avintes

A série de posts sobre pão continua a norte, com uma das melhores broas de Avintes que já provei. No Porto, onde não há padarias como as de Lisboa, o pão-que-não-é-pão de supermercado parece ter-se tornado regra. No Pingo Doce ao pé de casa não havia à venda um único que não tivesse na lista de ingredientes gordura hidrogenada e/ou aditivos vários. O pão bijou, regueifa e broa vendem-se em mercearias, cafés e padarias diferentes das daqui, e parece-me que já não são esses que se comem na maioria das casas. A broa das fotografias foi comprada sábado de manhã na feira da Senhora da hora, numa venda que fica do lado oposto às outras que vendem pães e bolos. Ainda estava morna quando foi cortada e três dias depois continua fresca (hoje comemo-la na sopa). É macia e húmida por dentro, e foi cozida sobre folhas de couve, como é costume. Read more →

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