fiar

fiar
Autor desconhecido, Retrato de mulheres (sec. XX). Papel montado sobre madeira, col. Museu de Arte Popular (via MatrizPix).

A imagem de cima deve ser a mais bonita que conheço de mulheres portuguesas a fiar. Hoje foi o que fiz boa parte da tarde. Aprendi já há meses, com a Tita Costa, mas só agora que tenho a matéria-prima que procurava me empenhei em aperfeiçoar a técnica. Diz a bibliografia (Normas de Inventário. Etnologia / Tecnologia têxtil, IPM, 2007) que estes fusos (usados em Portugal, Itália, França e julgo que poucos outros países) são os de tipo 2, caracterizados pela ausência de volante ou cossoiro (aquela base ou rodela dos chamados drop spindles que também se usam por cá em muitas aldeias) e pelo sulco helicoidal que percorre o topo da haste. Este, que tão bem fia mesmo nas mãos de uma principiante, deve ter cem anos e é de uma amiga. Quem me dera nestas férias ter a sorte de encontrar o da minha bisavó… Read more →

espanha porta-bebés

festival da máscara ibérica

los toros y los guirrios de velilla de la reina

los toros y los guirrios de velilla de la reina

Depois de uma manhã de workshop, um fim-da-tarde memorável no Rossio, a assistir ao V Desfile da Máscara Ibérica. Mesmo fora do contexto, na estação errada do ano, a centenas de quilómetros das suas terras de origem e rodeados de turistas, vale a pena ir ver estes monstros chocarreiros aos pulos, vestidos de peles, de folhas, de retalhos e de cobertores. A A. ficou com imenso medo e eu com imensa vontade de viajar mais pela península. Depois de namorar os muitos bordados e meias, lenços e passamanarias que fui vendo passar, o último grupo – Los Toros y los Guirrios de Velilla de la Reina (Leão) – trazia uma surpresa (para mim): Read more →

sacos, bolsas, taleigos

taleigos
Debret, Jean Baptiste (1768-1848), Boutique de boulanger. Brasil, 1834-1839 (pormenor).

taleigos
Domingos Rebelo (1891-1975), Os Emigrantes, 1926.

A poucos dias do próximo workshop de sacos, bolsas e taleigos (o primeiro foi assim), um rol de imagens: a de cima é a mais antiga que tenho de um saco de retalhos (à esquerda na mão do rapaz). É um pormenor de uma das célebres gravuras de Jean Baptiste Debret e é interessante por mostrar há quanto tempo se usam estes sacos para ir ao pão. No quadro de Domingos Rebelo, mais ainda que o chamativo saco ao centro, gosto do do lado esquerdo, sobre a arca, que podia ser este, feito daquelas chitas vermelhas brancas e pretas dos finais do século XIX. Haverá certamente muitos sacos por encontrar noutros retratos e fotografias de emigrantes portugueses. A quarta imagem deve ter o taleigo que mais gente viu sem reparar nele (eu própria só dei por ele recentemente). Aparições à parte, é uma lindíssima fotografia. A seguir, três sacos feitos por três avós de participantes do workshop que tiveram a gentileza de os trazer para me mostrar. Read more →

folar

folar algarvio

folar algarvio

Prometo abrandar na quantidade de posts sobre comida, mas não podia não mostrar aqui o magnífico folar algarvio que a Joana Rosa me ofereceu na Páscoa. Foi feito por uma senhora chamada Gisela segundo uma receita que vem do tempo das bisavós das avós dela. Foi disputado pela família toda até à última migalha.

A ver também:

Pastéis de Molho da Covilhã no blog da Helena.

Lampreia (que susto!) no Mi Mitrika.

Folar de tudo no Inúbil.

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