d’ornellas

d'ornellas
d'ornellas

Uma marca, umas botas. Um modelo concebido e apurado em cada um dos seus pormenores (o fecho impecável na traseira, a pala presa pelo atacador, a cor e textura da pele) para servir como uma luva. E para durar, porque o que se quer numas botas assim é que durem muito tempo. São obra do criador de cavalos Lusitanos Gonçalo d’Ornellas e não sendo já um segredo é como se fossem porque ainda não estão nas lojas. Encomendam-se directamente por email ou via facebook (digam que vão da minha parte) e depois já não se tiram dos pés.

d'ornellas
d'ornellas

sapatos de campino

mosaico hidráulico

mosaico hidráulico

Há muito tempo que os namorava e este ano encomendei finalmente uns sapatos de campino (ou de forcado, como também se chamam). Gostava de saber a história deste modelo com franjas e cordões amarelos. Faz pensar em sapatos de golfe antigos ou mesmo em moccassins. Este meu par foi feito à medida por um senhor de Almeirim que está sempre na FIA e na Ovibeja (a empresa chama-se Calçado Tradicional O Alazão). São os meus sapatos preferidos.

these boots were made for walking

these boots were made for walking

these boots were made for walking

Não há outras como elas. Para mim nem as lindas Green Boots lhes fazem sombra. Andam comigo por toda a parte, seja para subir a serra ou descer o chiado. Levam sebo de vez em quando e capas novas nos tacões quando as velhas se gastam (coisa que acontece a quem usa os pés como principal meio de transporte). O par anterior foi jubilado quando abriu um buraco na sola, mas este está no médico à espera de umas meias-solas novas.

sapataria

rua direita, viseu

rua direita, viseu

Em Viseu, na Rua Direita, durante os Jardins Efémeros. Uma sapataria onde um corredor estreito esconde andares repletos de sapatos semi-esquecidos. Sapatos portugueses anteriores à moda dos sapatos portugueses (os Green Boots são a minha última descoberta) que fariam as delícias de muitos hipsters ou uma espécie de parque temático sem certificação da ASAE de onde elas as duas não queriam vir embora.

rua direita, viseu

rua direita, viseu

rua direita, viseu

rua direita, viseu

padaria aberta

#mosaicohidráulico

Ainda não lhes tirei fotografias à altura, mas as minhas botas de ceifeira encomendadas ao Mestre Rosa ficaram prontas no fim do Verão. Vêm pela perna acima e demoram mais a calçar e a descalçar do que quaisquer outras que me lembre de ter tido nas últimas décadas. Rijas nos primeiros dias, fizeram-se-me aos pés entretanto. Já andaram muitos quilómetros e foram passear a Évora esta semana. Foi lá que vi o mosaico da fotografia de baixo. O de cima é de uma linda padaria ao fundo da Rua de Campolide e é um dos mais bonitos de Lisboa.

A Ervilha Cor de Rosa no Portugal Inspira-nos e no Pinterest.

bons ares

buenos aires

buenos aires

Chamam-se Buenos Aires mas são mesmo de cá. Como juntam dois tópicos frequentes deste blog – mantas e botas – era impossível ficar-lhes indiferente. Esta manhã fomos conhecer o João Mesquita, um dos responsáveis pelo projecto, e comprovar que as botas, com os seus canos e palas feitos de mantas alentejanas tradicionais, são tão cómodas como bonitas. No fim ainda fizemos um test drive no pátio com a ajuda do único pé 37 cá de casa (as de homem, uma versão de luxo das célebres botas de pedreiro, também são muito bonitas). As tentativas de conjugar design contemporâneo com técnicas artesanais muitas vezes não vingam. Ora porque o design é fraco, ora porque a produção artesanal não consegue adaptar-se às exigências de um modelo de negócio sustentável, ora ainda porque a aposta na qualidade da produção não é suficiente. Mas aqui parece-me que há uma fórmula de sucesso. Tomara que sim. Read more →

botas de vilão

botas da madeira

botas da madeira

Uma das poucas coisas que comprei na Madeira foi um par de botas de vilão, ou botas chãs. Com mais ou menos alterações (as minhas são de pele mas têm a sola numa borracha rija e muito fina a imitar couro), este modelo de bota é ali produzido e usado há pelo menos duzentos anos. Em 1821, William Combe descrevia assim o trajar dos madeirenses: they wear boots made of goat-skins, which are light and durable, and being white, have a pretty appearence (A History of Madeira). Se forem de facto tão duradoiras como são confortáveis vão fazer-me muita companhia nos próximos tempos.

One of the few things I bought in Funchal was a pair of traditional madeiran boots. This type of boot has been in use in Madeira for at least two centuries and subject to very little change (mine have thin rubber soles instead of the traditional leather ones). In 1821, William Combe mentioned them when describing the usual dress of the native inhabitants: they wear boots made of goat-skins, which are light and durable, and being white, have a pretty appearence (A History of Madeira). If they are in fact durable as they are pretty and comfortable I am sure I will be wearing them a lot.

botas da madeira
Imagem de William Combe, A History of Madeira, 1821.

mestre rosa

mestre rosa

Um pulo ao Alentejo antes de seguir para Trás-os-Montes para irmos à Ovibeja filmar e estabelecer novos contactos (matéria para outro post). Não podia desperdiçar a oportunidade de ir a Santa Clara de Louredo, mesmo ali ao lado, encomendar umas botas de ceifeira ao Mestre Rosa. Soubera da sua existência por ter elogiado os sapatos da Ilda, com as suas franjas e cordões amarelos, no dia em que o coro das Rosinhas veio cantar ao nosso quintal. Logo nos foi feito o convite para uma visita e se trocaram contactos. O Mestre Rosa, como o Mestre Simão que a Diane conheceu, é um dos sapateiros sobreviventes no Baixo Alentejo. Trabalha ainda por encomenda na sua minúscula oficina e prometeu-me as botas com que sonho há anos.

Galeria portuguesa: uma entrevista recém-publicada.

Café Portugal: um artigo de Sara Pelicano sobre o projecto Lã em Tempo Real. Read more →

xuz

xuz

A verdade é que eu não precisava absolutamente destas botas, mas não lhes resisti. A sola de madeira e as tachas revelam imediatamente a fonte de inspiração, mesmo que não se saiba nada sobre a marca. Só depois de chegar a casa é que fiquei a saber mais sobre a Xuz, através deste artigo e do site, e fiquei rendida. Sempre gostei de andar de socos (usava estes na rua quando era pequena), algures no final dos anos 80 tive uns daqui e a E. tem uns de Ponte de Lima. Os sapatos, socos e botas em couro com sola de madeira foram uma constante em Portugal (pelo menos no Norte) e em algumas localidades ainda há artesãos activos no seu fabrico. Algumas imagens e longa vida à Xuz: Read more →

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