colecção de chitas

chita linda

Foi mais ou menos há um ano que comecei a tentar perceber o que era feito das chitas de Alcobaça, que quando eu era pequena ainda se encontravam nos mercados. Depois de me fazerem cara feia nalgumas lojas de tecidos ao perguntar por elas (parecia mal pedir chita numa loja chique e nas outras diziam-me que já não se produzia tal coisa) comecei a encontrá-las. Pelo caminho aprendi que no Brasil também existem e comecei a juntar todos os pedacinhos de chitas antigas que encontrava, como esta. Acho que vou mesmo começar uma colecção.

Não são de chita mas também são lindos: lenços portugueses.

chita com laços

chita romântica

Com as chitas ainda por cortar alguns padrões parecem-me demasiado vistosos, mas quando os sacos estão prontos não me canso de olhar para eles. Este é outro dos meus preferidos.

Que fazem os ilustradores portugueses quando não estão a desenhar? Escrevem para o boneco.

chita moderna

chita moderna

Quanto mais tento aprender sobre a história das chitas mais curiosa fico. Afinal nem se sabe bem porque razão são de Alcobaça, porque não há prova nenhuma de lá terem nascido ou de lá se fazerem mais do que no resto do país. Também ainda não percebi se continuaram sempre a ser produzidas ou se a dado ponto deixaram mesmo de se fazer e os motivos foram recuperados recentemente. De qualquer maneira ainda bem que há quem continue a desenhar chitas: há poucos dias encontrei esta, com as folhagens tradicionais redesenhadas e recoloridas. O saco pousou para a fotografia na minha loja preferida do Bairro Alto (Aleksandar Protich, Rua da Rosa, 112).

chita

saco de chita

Ontem fiz este saco com uma das minhas chitas predilectas. Achei melhor ter a certeza de que conseguia antes de cortar o tecido da Hillary. Ficou leve e resistente – óptimo para levar as encomendas ao correio ou as lãs para os encontros de tricot.

Também andei a explorar os sites das marcas nacionais de tintas para paredes. O único que merece uma visita é o da Cin. Preenchi o formulário para pedir um catálogo e já ando a mastigar os nomes pomposos das cores.

chita, chitão

chitas

Soube recentemente que do lado de lá do mar também há chitas. A Cláudia, autora do blog Dona Chita, contou-me que os brasileiros já tiveram a inteligência de as recuperar e pôr na moda e propôs-me trocar chitas portuguesas por chitões brasileiros. Eu aceitei sem pestanejar, claro. Chegaram hoje e são lindas e alegres. Agora é deitar mãos à obra. Obrigada, Cláudia!

A E., esta manhã, deitada no chão a olhar para o céu azul. Passa uma núvem muito branquinha: mamã, espuma!

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