micro-edredão

edredão

Um micro-edredão ou mudador feito de chita de Alcobaça. É tão confortável que só me apetecia caber debaixo dele (ou ter paciência para fazer um que servisse na nossa cama).

De loja em loja descubro:

Natalia Gianinazzi: Há cerca de um ano, num dia de Inverno, esta menina Suíça começou a fazer bonecos, os Grueslies. Todos nascidos da sua cabeça, todos únicos e numerados (adoro estas coincidências).

Rebecca Wheeler: Bonecos que não são para brincar (ou são?), cheios de pormenores e com um livro de histórias.

a minha loja

Às vezes penso que gostava de vir a ter uma loja. O ideal era ser muito rica e não ter de me preocupar com vender de facto as coisas que lá houvesse. Há uma loja no Porto, muito velhinha, de que gosto muito (espero que nunca feche): tem um enorme balcão de madeira e um pé direito altíssimo, mais um corredor muito comprido por onde se pode ir até uma segunda sala, cheia de pó e nos dias que correm muito escura. É uma loja de tecidos. A minha loja também teria tecidos: chitas de Alcobaça, tecidos africanos e outros. E lãs, claro: lãs de Mértola e de outros sítios, de Portugal, de Inglaterra, do Japão, etc. Também teria de ter lápis de cor e tintas e carimbos e papeis e biscoitos como os da Ribeiro

Enfim, para já fico-me pela minha loja de brincar.

quente

chita e fleece

Da minha mais recente excursão em busca de materiais trouxe chita verdadeira. Já dei uso a parte dela (por causa da feira tenho outra vez a cabeça a fervilhar com ideias).

Disseram-me hoje que na revista do Expresso do último sábado veio uma peça sobre a moda do tricot. Aposto que quem a escreveu não sabia dos nossos encontros.

La Frimousse, la poupée qui sauve un enfant: se estivesse em França participava já neste projecto.

curtas

retrosaria

Afinal a quase chita que trouxe de Viana chama-se cretone e também se vende em Lisboa, no número 251 da Rua dos Fanqueiros. Pelos vistos estes cretones-quase-chitas são mais grosseiros do que as extintas chitas verdadeiras e são todos produzidos por um único fabricante (que se espera que continue a fazê-los por muitos anos).

Recycled Silk Yarn: No número de Outono da Knitty, uma saca irresistível, tricotada em desperdício têxtil da confecção de saris.

Amy Rue: Outra mãe que faz criaturas de pano depois de pôr os filhotes na cama.

quase chitas…

chitas

…da feira de Viana.

Já no Porto, entramos numa loja de lãs e tecidos ao cimo da Rua de Cedofeita. A E. faz a gracinha do tricot (tricota com agulhas virtuais enquanto diz tchique tchique) e o senhor da loja, deliciado, oferece-lhe um par de agulhas verdes e um novelo de lã a condizer (que ela prefere usar como bola de futebol). No fim, faz-me um desconto nos tecidos e ainda me oferece um metro de galão bordado!

blinks

chita de alcobaça

Se alguém se lembrasse de recuperar as chitas de Alcobaça (ou será que já alguém se lembrou e eu é que não as encontro?), não precisava de ficar tão maravilhada ao deparar com um sítio como este e as minhas bonecas não eram feitas quase só de tecidos produzidos noutros países.

I ♥ Japan: os bonecos de Yuriko Watanabe, livros e artistas na Skyfish Graphix e livros para crianças (como este, russo) no Triton Cafe.

#31: chegou ao Brasil e não podia estar melhor.

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