passear

camera cosy

Com um excelente pretexto, e se não houver imprevistos ou vulcões que o impeçam, vou passar boa parte da próxima semana em Londres com a E. Será a primeira vez dela e a minha primeira vez em 10 anos (!), pelo que se aceitam sugestões de coisas (exposições, mercados, metal biscuits e o que seja) a não perder. Para aconchegar a minha máquina fotográfica no pouco tempo que vai passar dentro da mochila fiz este bolso acolchoado, com tiras de alguns dos meus tecidos novos preferidos. Read more →

velhos são os trapos

bordar a manta

Na semana passada, junto com algumas gavetas, e outras velharias, encontrei num prédio em obras aqui ao lado uma arca cheia de trapos velhos que não resisti a abrir. Entre eles, uma manta de trapo muito velha e puída mas tão fina que tive de a trazer comigo para ver se sobrevivia a uma boa lavagem. Está rota demais para usar como tapete, mas acho que dará umas boas almofadas. Resolvi experimentar bordar-lhe um passarinho em ponto de cruz, depois de andar de volta do catálogo de uma exposição do Museu de Arte Popular sobre o tema (O ponto de cruz: a grande encruzilhada do imaginário. Coord. Elisabeth Cabral – ainda disponível na loja do Museu de Arte Antiga).

É impressionante a diferença entre as mantas de trapo antigas, feitas com roupa cortada em tiras o mais estreitas possível e debruadas a tecido, e as que se vendem agora, quase sempre de trapilho industrial e onde já não se vêem os efeitos tradicionais. As mantas de trapo, que se fazem em vários países, devem ser uma ideia com tantos séculos de vida como o próprio trapo. Duas imagens com mais de cem anos:

mantas de trapo
Mantas de Farrapos à venda no Minho em 1908 (Ilustração Portuguesa, 111, 6 de Abril de 1911). Read more →

luz

tintoluminator

tintoluminator

Uma brincadeira a provar que de quase tudo se pode fazer um candeeiro ().

Materiais:
A parte de cima de uma capa de garrafão de 5l em plástico
Uma tampa de uma embalagem de skip líquido
Uma tampa de um iogurte líquido
Um casquilho para lâmpada pequena (dos que têm uma rosca para ajustar)
Um pedaço de fio eléctrico (onde é que se pode comprar fio eléctrico translúcido e de cores?)
Uma ficha
Uma lâmpada económica Read more →

singer 720

my new old sewing machine

singer 720

A minha nova máquina velha era para ter sido esta mas acabou por não ser. Falta-lhe uma peça que não sei quando ou se vou conseguir encontrar e a verdade é que comprar uma máquina de costura antiga não é para todos: a Singer portuguesa faliu e os técnicos (grande parte deles já velhinhos) têm cada vez mais dificuldade em encontrar peças e acessórios para os arranjos. Depois de algumas experiências, só voltaria a arriscar uma pechincha irrecusável ou uma máquina já revista por um técnico. Com a da fotografia parece que me saiu finalmente a sorte grande. É uma Singer 720, um modelo não muito conhecido por cá e que antecede a 760 da Rita que ela justamente tanto gaba (aqui há uma para quem lhe conseguir deitar a mão). Encontrá-la foi um golpe de sorte e só consegui que me chegasse às mãos graças à generosidade da Diane, que estava por perto e ma trouxe: Passados alguns dias em pesquisas, encontrei um site francês de venda entre particulares com milhares de machines à coudre. Não sei se por influência da célebre 100 Idées, abundam os modelos dos anos 70, justamente os que eu procurava. Estava anunciada como estando a funcionar, mas afinal tinha lá no seu âmago uma roda dentada partida que a impedia de coser. Valeram-me as mãos hábeis do Sr. Pinheiro que a puseram como nova.

mais

#2

seco molhado

Fiz ontem mais uma sacola com hexágonos, para a A. levar para a escola em vez da mochila. E ainda não me fartei. Alguém perguntou se os papeis ficam ou não no trabalho acabado: não ficam, vão-se tirando à medida que se aplicam os hexágonos. Mas se se estiver a tentar acompanhar alguém nos trabalhos de casa ao mesmo tempo é possível que fiquem mesmo e que seja preciso desfazer um bom bocado para corrigir a distracção. Read more →

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