velhos são os trapos

bordar a manta

Na semana passada, junto com algumas gavetas, e outras velharias, encontrei num prédio em obras aqui ao lado uma arca cheia de trapos velhos que não resisti a abrir. Entre eles, uma manta de trapo muito velha e puída mas tão fina que tive de a trazer comigo para ver se sobrevivia a uma boa lavagem. Está rota demais para usar como tapete, mas acho que dará umas boas almofadas. Resolvi experimentar bordar-lhe um passarinho em ponto de cruz, depois de andar de volta do catálogo de uma exposição do Museu de Arte Popular sobre o tema (O ponto de cruz: a grande encruzilhada do imaginário. Coord. Elisabeth Cabral – ainda disponível na loja do Museu de Arte Antiga).

É impressionante a diferença entre as mantas de trapo antigas, feitas com roupa cortada em tiras o mais estreitas possível e debruadas a tecido, e as que se vendem agora, quase sempre de trapilho industrial e onde já não se vêem os efeitos tradicionais. As mantas de trapo, que se fazem em vários países, devem ser uma ideia com tantos séculos de vida como o próprio trapo. Duas imagens com mais de cem anos:

mantas de trapo
Mantas de Farrapos à venda no Minho em 1908 (Ilustração Portuguesa, 111, 6 de Abril de 1911). Read more →

luz

tintoluminator

tintoluminator

Uma brincadeira a provar que de quase tudo se pode fazer um candeeiro ().

Materiais:
A parte de cima de uma capa de garrafão de 5l em plástico
Uma tampa de uma embalagem de skip líquido
Uma tampa de um iogurte líquido
Um casquilho para lâmpada pequena (dos que têm uma rosca para ajustar)
Um pedaço de fio eléctrico (onde é que se pode comprar fio eléctrico translúcido e de cores?)
Uma ficha
Uma lâmpada económica Read more →

singer 720

my new old sewing machine

singer 720

A minha nova máquina velha era para ter sido esta mas acabou por não ser. Falta-lhe uma peça que não sei quando ou se vou conseguir encontrar e a verdade é que comprar uma máquina de costura antiga não é para todos: a Singer portuguesa faliu e os técnicos (grande parte deles já velhinhos) têm cada vez mais dificuldade em encontrar peças e acessórios para os arranjos. Depois de algumas experiências, só voltaria a arriscar uma pechincha irrecusável ou uma máquina já revista por um técnico. Com a da fotografia parece que me saiu finalmente a sorte grande. É uma Singer 720, um modelo não muito conhecido por cá e que antecede a 760 da Rita que ela justamente tanto gaba (aqui há uma para quem lhe conseguir deitar a mão). Encontrá-la foi um golpe de sorte e só consegui que me chegasse às mãos graças à generosidade da Diane, que estava por perto e ma trouxe: Passados alguns dias em pesquisas, encontrei um site francês de venda entre particulares com milhares de machines à coudre. Não sei se por influência da célebre 100 Idées, abundam os modelos dos anos 70, justamente os que eu procurava. Estava anunciada como estando a funcionar, mas afinal tinha lá no seu âmago uma roda dentada partida que a impedia de coser. Valeram-me as mãos hábeis do Sr. Pinheiro que a puseram como nova.

mais

#2

seco molhado

Fiz ontem mais uma sacola com hexágonos, para a A. levar para a escola em vez da mochila. E ainda não me fartei. Alguém perguntou se os papeis ficam ou não no trabalho acabado: não ficam, vão-se tirando à medida que se aplicam os hexágonos. Mas se se estiver a tentar acompanhar alguém nos trabalhos de casa ao mesmo tempo é possível que fiquem mesmo e que seja preciso desfazer um bom bocado para corrigir a distracção. Read more →

his old pants

his old pants

his old pants

Pressupostos desta mala:
1. guardo todos os pares de calças de ganga estragados (1.1) porque acho sempre que é desta que aprendo a fazer fundilhos como deve ser, (1.2) porque em miúda tinha sacos feitos de calças de ganga pela minha mãe e (1.3) porque preciso de mais uma saia.
2. A minha única experiência anterior com english paper piecing, há cinco anos, ainda está na gaveta por terminar mas (2.1) esta fotografia é irresistível e (2.2) um conjunto de hexágonos faz-se durante um espisódio de Mad Men.

Como as calças eram umas Levi’s Engineered tive de usar algumas costuras curvas para aproveitar o tecido. As alças, grandes que chegue para usar o saco ao ombro, foram feitas com o cós. Read more →

parte dois

almofada e saco-cama

Feito o babete, faltava um saco-cama de algodão e uma fronha pequena para a sesta na escola. Os tecidos africanos foram uma escolha óbvia pela consistência, por não terem avesso, e também porque acho que a A. os vai associar mais ao conforto de casa e a um dos seus quilts favoritos do que se usasse um simples pano de lençol.

A fronha é uma tira de tecido dobrada e unida dos lados por dentro, com uma simples bainha nos topos. O saco-cama é basicamente uma capulana dobrada ao meio e unida pelo avesso em baixo e num dos lados até metade da altura. Read more →

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