ver

planta

planta

quando estava a acabar o desenho (que eu elogiei), o b. perguntou: posso pôr aqui um bom? não percebi. o que é um bom? um bom professora, posso fazer um bom? acreditando que um bom não podia ser nada de mau, consenti. o b. escreveu no desenho: bom. ou seja, auto-avaliou-se.

um dia

desenhar

desenhar

desenhar

queria ter ido ao concerto dos blur. mas não faz mal.

hoje os meninos desenharam máquinas de transformar coisas más em coisas boas. antes de chegar receei que os mais pequenos torcessem o nariz à ideia (e fizeram-no durante uns 10 segundos). ooooh. uma máquina? o quê, uma impressora? uma máquina de lavar? uma máquina inventada. imaginada. aos poucos surgiram botões e alavancas, tomadas, fios e antenas, fogo transformado em água, homens maus que ficaram bons (representados com cores boas e cores más), braços partidos e depois curados, etc. curiosamente, alguns garantiram – enquanto à vez descreviam o funcionamento das respectivas obras – que as mesmas também funcionam para o efeito inverso.

no tempo que sobrou, o b. desenhou-me a empurrar a e. na cadeirinha.

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