paula rego

paula rego

paula rego

Íamos deixando passar a exposição na Colecção Manuel de Brito, que acaba amanhã. Tive a sorte de numa viagem de família a Londres, há muitos anos, ter entrado no atelier que Paula Rego tinha na National Gallery. Além da força dos quadros em que trabalhava, marcou-me na altura a maneira invulgar de falar, cheia de imagens e como que sem filtros. Hoje fiquei a conhecer ao vivo alguns dos seus bonecos, como este Gato das Botas de 1978.

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museu efémero

manhã

Ouve-se com frequência aos que moram ou passam pelo Bairro Alto queixas sobre os graffiti (tomam esta parte pelo todo a que do outro lado se chama street art). Que sujam o bairro e lhe dão um ar degradado, que são feios, que destroem a propriedade alheia, etc. A mim pessoalmente o que incomoda mesmo é a sujidade produzida pelos cães, pelas pombas e pelos muitos autóctones que não sabem operar um contentor do lixo. Quanto aos graffiti, tudo depende. Consoante a atenção e a intenção, mesmo os tags, entendidos como gatafunhos absurdos pelo comum dos mortais (eu incluída), podem merecer um olhar mais atento. Acima deles, gosto da maior parte e de viver numa espécie de hall of fame do stencil na cidade. Que há mais gente com a mesma opinião pode comprovar-se com uma visita ao Museu Efémero. Trata-se de uma iniciativa (apoiada pela Fundación Pampero) que propõe um itinerário pelo Bairro Alto (com legendas junto às obras e audio-guia disponível no site para download gratuito) para ver obras de vários artistas nacionais e de outros países. Enquanto lá estiverem.

As misteriosas portas azul Yves Klein, de autor desconhecido mas já com seguidores noutros tons, não fazem ainda parte da colecção. A Catarina Portas e a Inês já escreveram sobre elas e são, de facto, tão lindas quanto eloquentes.

De há mais de dez anos, o meu preferido: Nemo (e mais Nemo).

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manoel de oliveira

auto da primavera

serralves

A outra exposição em Serralves também merece uma visita (sendo-se ou não fã incondicional do cinema de Oliveira). A E. não descolou dos excertos do Aniki Bobo (temos de o ver em família em breve), eu chorei como sempre com os d’O Acto da Primavera e todos nos rimos na cena do burro a pôr gasolina.

A propósito do comentário da Marta ao post de ontem, o nosso segredo para ver tantas exposições com elas é mais ou menos isto: um adulto extra para ajudar, um sling para carregar a A. quando ela começa a ficar cansada e, sobretudo, bastante descontracção em relação ao assunto: às vezes vê-se melhor e outras menos bem, às vezes não se chega ao fim mas sempre se viu alguma coisa, vê o pai e depois a mãe ou vice-versa, numas é possível interessá-las pelo que estão a ver e noutras nem há que tentar e o importante é que nos deixem ver a nós sem se aborrecerem demasiado.

A despropósito, o destaque d’A Ervilha Cor de Rosa no site Escape e a entrevista mais interessante que dei até hoje no novo blog do Frederico Duarte.

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toldos no jardim

toldos no jardim

manas

goraz

Na Gulbenkian tiveram a boa ideia de voltar a cobrir os caminhos de toldos para o Verão. No ano passado eram de tecidos tradicionais e desta vez são telas estampadas com trabalhos de vários artistas, integrados no programa Distância e Proximidade (aqui há fotografias da execução e montagem). Os toldos tornam o jardim ainda mais apetecível para umas horas de passeio. Simpático foi também perceber que com as sobras dos do ano passado (ou os toldos propriamente ditos?) fizeram umas belíssimas almofadas para as cadeiras do anfiteatro.

…e o Random Integer Generator escolheu dar o BAGGU à Célia Alves. Obrigada a todos pelo entusiasmo e pelos comentários inspirados!

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de ontem

mercadinho do solstício

utopia

Ainda não foi este ano que me lembrei do Mercadinho do Solstício do CCB a tempo de participarmos, mas pelo menos calhou passarmos por lá. A E. recebeu um euro (valor máximo de qualquer um dos objectos à venda) e comprou um livro a uma menina que fazia as contas com a ajuda da mãe numa máquina registadora de plástico.

No andar de baixo, a não perder, a exposição Utopia.

brian cronin

brian cronin

brian cronin

Há muito, muito tempo, noutro continente, o Jorge mostrou-me o trabalho do Brian Cronin. Disse-me que era um dos melhores e eu acreditei, claro. Também acho que é. Ainda mais agora, depois de ver a exposição que abriu ontem na Casa da Cerca., em Almada.

Rever de uma vez só a gente toda do Ar.Co, ilustres ilustradores, e ser apresentada ao (super simpático) Brian Cronin pela Alice deu-me um choque de saudades de desenhar, do lápis e do cigarro na mão, de outra vida.

Mas também gosto desta.

… e ainda tive a sorte de conhecer em pessoa a Yara (que é parecida com os desenhos que faz).

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