o brilho das imagens

o brilho das imagens

Por pouco perdia esta magnífica exposição no MNAA. Visitar assim a Idade Média é sempre um duplo mergulho no passado, na tese por escrever, nos meus mortos.

No Flickr quase não se encontram imagens da exposição, com excepção deste óptimo conjunto dedicado à montagem(?). Se calhar não se podia tirar fotografias. Eu tirei só uma (sem flash, claro) e ninguém me disse nada mas, estranhamente, também ninguém disse nada ao senhor que entrou com um enorme guarda-chuva debaixo do braço ou à senhora cujas filhas mexiam descontraidamente nas peças expostas…

domingo no mundo

jardim do mundo

jardim do mundo

Fomos finalmente percorrer O Jardim do Mundo. Não participámos (desta vez) em nenhuma das actividades, mas deliciámo-nos (e não fomos os únicos) à sombra dos mais lindos toldos de que há memória. Os desenhos e cores dos padrões africanos a brilhar ao sol fizeram-me ficar ainda mais contente com os que escolhi para os próximos slings (brisa, mãe galinha e voar).

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dia internacional dos museus

museu nacional do traje

museu nacional do traje

Calhou ser durante as comemorações do Dia Internacional dos Museus que regressei ao Museu do Traje, provavelmente mais de dez anos(!) depois da última visita (que deve ter acontecido quando, em 1994, Lisboa foi capital europeia da cultura e eu consumi a maior concentração de exposições, espectáculos e filmes da minha vida). Há quanto tempo estará o museu assim, descuidado, mal iluminado e desinteressante? Em criança era um dos meus preferidos, até porque tinha (e tem) o extra do magnífico jardim. Agora não entusiasma nem uma menina de quatro anos que passa o dia a sonhar com vestidos até aos pés. Fecharam as salas dedicadas aos trajes populares e nas outras os manequins à média-luz fazem mais medo que outra coisa. Os teares estão tomados pelas tapeçarias de mau gosto em que durante a semana uns formandos trabalham e marcados por papelinhos escritos por eles a marcador: não mexer. Aos imprestáveis lavabos chega-se por entre placards abandonados há décadas e cobertos pelo pó. Mesmo a bilheteira/loja – por onde passa a maior parte dos visitantes (que vai ao jardim, não ao museu) – é escura, atravancada e nada apetecível. Aí pelos finais da adolescência, quando lia romances góticos, desfrutava dos museus decadentes de outra maneira. Agora tenho só pena.

ingenuidades: fotografia e engenharia

ingenuidades

É uma grande exposição de fotografia, de história e de história da fotografia e pode ser vista pelo menos uma vez sob cada uma destas perspectivas. Quem não conhecer o nome do professor Jorge Calado (académico, comissário, crítico), não saberá que é chancela de qualidade e perfeccionismo extremos que aqui se vêem na selecção de obras e provas, na montagem e iluminação, nos jogos estabelecidos entre imagens ou nos ruídos e objectos que as acompanham. Ainda há quatro dias para apreciar este trabalho magnífico e três visitas guiadas pelo próprio comissário (amanhã às 13.00h, sexta às 13.15h e Domingo às 16.00h).

Mais sobre a exposição: 1, 2 e 3.

xana

xana

Nas inaugurações vê-se sempre muito mais as pessoas do que as peças expostas. Ontem, a inauguração da exposição do Xana não foi excepção, mas a E. não se atrapalhou nada (nem esbarrou com nenhum dos alguidares cheios de água que compõem uma das instalações) e percorreu vezes sem conta os corredores de pinturas digitais em total delírio. É uma poética de felicidade como objectivo da arte (como diz o texto de apresentação) e também é um excelente programa para meninos pequenos.

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