36 semanas

36 semanas

Com a cabeça florida como a Ana e neste mesmo reflexo entrei da semana passada para esta na fase puf puf da gravidez. A E. já se ri dos meus disparates – pedir-lhe que abra a boca quando quero que estique os braços para lhe vestir uma camisola, chamar iogurte ao triciclo, etc. – e quando me sento no chão (a minha superfície de trabalho preferida) penso duas vezes antes de me levantar outa vez.

O bebé continua pélvico e eu continuo a ler sobre o assunto (obrigada pelos conselhos e contactos chegados por email). Com sorte acabará, como a maioria, por decidir dar a volta, poupando-nos às duas a uma nada desejada cesariana…

35 semanas

35

Mesmo que não tivesse a cabeça obviamente encostada ao cimo da minha barriga teríamos ficado a saber pela última ecografia que continua pélvica. Tentei duas ginásticas recomendadas para a ajudar a mudar de posição mas desisti de uma por demasiado incómoda (incómodo e saudável não rimam) e a segunda ainda não teve tempo de se mostrar eficaz.

Não tenho mala para a maternidade (vivam as maternidades para onde não é preciso levar mais do que escova e pasta dos dentes, uns chinelos para tomar banho e roupa para vir embora) mas já juntei a maioria das coisas que me lembro serem essenciais para os primeiros dias, já tenho a roupa de bebé lavada e pronta (e, como da primeira vez, não me canso de olhar para ela), os quilts lavados, enrugados e macios e um relógio na cabeça em contagem decrescente.

The Maternity Gallery: para quem gosta de comparar barrigas.

PS: 9 months of gestation in 20 seconds (obrigada Ana).

34 semanas

praia

De volta. Um bocadinho bronzeada, muito descansada e mais passeada, ainda mais barriguda (o bebé – que já tem nome! – resiste a mudar de posição). A E. travou amizade com um papagaio e comeu o seu primeiro rebuçado e eu regresso ainda com mais vontade de ver, ler, descansar e não fazer senão o ninho.

Das leituras recentes da especialidade: Besame Mucho (viva o BookCrossing).

605 Suave (aqui mais).

…e agora rumo às 638 mensagens na minha inbox.

33 semanas

33 semanas

…bem maior do que às 30. Na ecografia da semana passada ficámos a saber que está mesmo de cabeça para cima, e que é comprida mas magrinha, o que quer dizer descanso e mais descanso para mim mas não me descansa nada. Uns mais do que desejados dias de férias esta semana, longe das sete colinas e de preferência passados quase integralmente dentro de água hão de ajudar, espera-se.

Natural pain relief in labour: gostei especialmente do A-Z of natural pain relief.

31 semanas, 3 anos e meio

brinquedos artesanais portugueses

Depois de uma semana em que parecia estar comodamente instalada de cabeça para baixo voltou às mudanças de posição frequentes (com correspondente variação do feitio da minha barriga ao longo do dia). Eu vou-me mexendo com deselegância, esbarrando de lado nas portas e mesas como aos treze anos mas ainda sem me sentir só uma barriga com pernas. Hoje, depois de um simpático email da dona da loja, fui ver mais carrinhos na Gama Rústica e já estou quase decidida a repetir as compras de há quatro anos.

A E. elogiou tudo o que havia de cor de rosa na loja, mas felizmente pediu um carrinho azul para a irmã. Já responde em piloto automático ao permanente então vais ter um mano ou uma mana? mas do que gosta mesmo de falar ultimamente é de países, bandeiras, nacionalidades e como é que se diz seja o que for nas línguas todas de que se conseguir lembrar. Derreto-me sempre com as deduções dela, como hoje: Mamã, sabes o que é pu[b]licidade? É o sítio onde moram os polícias.

Na fotografia, a montra de uma loja na esquina da Av. de Roma com a João XXI. A bem das minhas finanças estava fechada, mas espero que só para férias.

30 semanas

mãe

Meia dúzia de graus centígrados fazem milagres pela disposição de uma grávida. Estou outra vez mais ou menos capaz de de formar frases com princípio meio e fim e já me sinto em contagem decrescente, mesmo se as arrumações em casa estão longe de chegar ao fim e se continua por saber-se quantos quilos de carrinho estamos dispostos a carregar escadas acima durante mais ou menos um ano e meio.

O Nome, primeira pergunta que ouvimos dos amigos à estação dos correios, ainda não é definitivo e já nos fez ler o vocabulário onomástico do prontuário ortográfico às três da manhã (só para ficarmos a saber que se pode dar a um filho como nomes próprios, por exemplo, Faraó Imaginário). Continuo a teimar nos nomes emocionalmente sancionados pela história familiar (eu sei que tal coisa não faz grande sentido senão na minha cabeça), mas a decisão final está adiada para um dos dias das próximas oito semanas.

We’re having a baby! Now what?: uma lista de conselhos da Swissmiss.

28 semanas

28 weeks

A novidade da semana são os soluços. De resto, a gravidez suga-me a atenção e a energia ao ponto de este blog, que faz agora cinco anos (cinco anos!), andar descurado.

Nos preparativos, resolvida que está para meu grande descanso a questão do vestir para os primeiros meses, quando compras é palavra que não apetece nem ouvir (mesmo sem saber se acertei na quantidade de bodies e fraldinhas de algodão), sigo para nova prospecção de mercado no campo dos carrinhos e alcofas. Os da E. ficaram pelo caminho com o uso que ela e outros lhe deram e entretanto as marcas fundiram-se e as rodas passaram a ser menos…

27 semanas

catarina madruga

Estou grande. Cada vez maior. Entre mim e a mesa, a máquina de costura e, antes de mais, entre mim e a E. há uma barriga de intervalo. A mesa e a máquina não se queixam (se bem que esta se arrisque a ganhar teias de aranha) mas a E., apesar de manifestar constantemente o seu entusiasmo, começa a ressentir-se do colo que minga e da força que já não chega para brincar com ela tão à vontade.

Por dentro, o rebuliço constante que me deixa confiante. Este fim-de-semana, enquanto eu me sentia um banho-maria em banho-maria, terá visto pelo menos um bocadinho de luz.

Na foto, coisas lindas, lindas, lindas vindas das mãos da Catarina.

26 semanas

quilt

Estou grande e está calor. Passei dois dias deselegantemente inerte (tão inerte quanto uma mãe pode estar) em frente à ventoinha e ao terceiro encarnei o Grande Espírito Nidificador que mais tarde ou mais cedo possui todas as grávidas. Subi e desci caixotes de roupa, passei em revista tudo o que a E. usou desde o parto, chorei um bocadinho ao mostrar-lhe a primeira peça de roupa que estreou depois das deliciosas fardas da maternidade, reclamei e forrei a mesma gaveta para o novo bebé e desde então que só penso em bodies de recém-nascido, babygrows e calças de algodão que deixem os pés à mostra, quilts por acabar, lãs irresistíveis mas impensáveis de tocar neste clima e nos vestidos todos que vou mesmo fazer.

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