16 semanas

d3 international

Se, como mandam os calendários, com o segundo trimestre conseguir voltar a resistir às sestas e deitar-me menos cedo, fica só por vencer todo este self-indulging (qual a tradução?) induzido pelas hormonas para conseguir retomar o ritmo de trabalho. Da lista de porfazeres já consegui riscar a encomenda que segue amanhã a caminho da loja d3 na Califórnia e ver o fim à da loja Mau Feitio, que abre hoje em Coimbra*.

Também como mandam os livros, desde há cerca de duas semanas que comecei a sentir (de vez em quando e muito ao de leve) movimento na barriga. Dos restantes sintomas de gravidez, o mais agudo é a não cientificamente comprovada acentuada perda de capacidade intelectual, também conhecida por preggo brain, que se bem me lembro da outra vez me atacou bem mais tarde…

Na nossa agenda (também a pensar que temos os três de aproveitar o melhor possível os próximos meses), dois espectáculos por que estou ansiosa: o Auto da criação do Mundo dos bonecos de Santo Aleixo (FIMFA 2006) e Uma Pequena Flauta Mágica, para a menina que se agarrou aos dvds da nova edição do filme do Ingmar Bergman a pensar que era a continuação do que ela insiste em ver quase diariamente.

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das fraldas

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No grande ponto de encontro em que o mercado de agricultura biológica do Príncipe Real se tornou para mim e para a E. fiquei ontem a conhecer (olá Mariana) uma novidade (para mim) que estou a tentar encaixar entre o último grito do consumo consciente (assunto em que o meu blog de referência do momento é o Worsted Witch) e a mais absurda das fricalhices: o movimento anti-fraldas (alguns de muitos outros links: A culture without diapers; Dare to bare; Babies without diapers? No thanks). Já tinha pensado muitas vezes nos bebés sem fraldas dos documentários sobre tribos pouco ou nada ocidentalizadas (os menos telegénicos assuntos da higiene pessoal acabam por nunca ser abordados) – como é que aquelas mães andam sempre com os bebés sem fralda na anca e tanto elas como eles parecem sempre limpos? – mas não tinha percebido que não era preciso ir tão longe (cf. Decommissioning the diaper). Se vivêssemos no campo, se a casa não fosse tão fria e não estivéssemos à espera de um bebé de Inverno, se… . Para já (e em contagem decrescente para voltarmos à rotina das ditas) acho que me fico por mais uns emails para as principais marcas de fraldas descartáveis (ainda não me dedidi a experimentar as de pano) a explicar que eu e provavelmente muitos outros mães e pais preferíamos comprar fraldas mais pardas mas menos lixiviadas e, ainda melhor, biodegradáveis.

15 semanas

mana na barriga

Às 15 semanas já tenho um bocadinho de barriga e ainda não resolvi o problema da falta de calças. Só me apetece estar sossegada a ler, não me aborrecer com coisa nenhuma e pensar em quilts (aqui vê-se um bocadinho do próximo) e tricot. Ontem a E. começou a fazer desenhos com a mana (é quase de certeza uma mana) na minha barriga (e a avó na barriga do pai também). Este estado de graça transforma-me numa pessoa menos ansiosa (bom) mas também menos ansiosa por trabalhar (menos bom) e, neste momento, já inacreditavelmente atrasada com a minha contribuição para este projecto e outro igualmente interessante. Esta semana, portanto, menos leituras (já terminei o Sense and Sensibility), menos preguiça e mais trabalho!

14 semanas

Já deixei de me sentir confortável nas calças normais há algumas semanas mas até agora não encontrei umas de grávida que me satisfaçam. Ainda tenho os dois pares da Formes que usei do princípio ao fim da gravidez da E., mas como são de lã não conto ter agora uso para elas. Ultimamente alternava felicíssima entre dois pares de keates, mas como a marca ainda não tem colecção de grávida vou mesmo ter de continuar à procura.

Entretanto a semana não está de todo a ser a mais fácil. Passado que está o primeiro trimestre (sem grandes enjoos e com o sono que como da primeira vez veio para ficar), comecei-a com uma quebra de tensão e quase desmaio em plena Baixa (felizmente a frase estou grávida continua a despertar o melhor que há nas pessoas) que ainda por cima trazia na manga uma amigdalite de proporções inauditas. Resultado: estou de cama há três dias o que (incómodos à parte) não deixa de ter o seu vago sabor a férias.

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