a minha barriga tem fome e come

manda como uma bússola e bebe os mimos dos meninos da carrinha.

a pessoa mínima lá dentro gosta dos mimos dos meninos e estica-se com o quentinho dos abraços apertados cá fora.

deve ser bom crescer a ouvir risos de meninos. e o riso do pai intercomunicado pelo umbigo.

ter um bebé na barriga é ser uma barriga e ser feliz o dia todo, brincar às casinhas e ter medo de não poder pagar as contas. também é ter muita força e vontade de morder os maus (como um leão).

ontem foi um dia bom.

os blogs são peganhentos

por isso é que estive tanto tempo sem escrever no meu.

o relógio, o combóio, o metro e a carrinha da escola mandaram nas três últimas semanas. à noite o sono vence e a barriga, que manda mais que tudo, exige descanso. o hugo e a nela estiveram por cá. passearam, cozinharam, ajudaram e divertiram. voltaram e espero que voltem. no primeiro domingo de outono (acho eu) regressei (fomos os cinco) ao museu de arte antiga. puseram-nos na rua quando encontrámos o dom sebastião.

a ana faz falta. agora nunca há coisas estranhas de legumes sobradas no frigorífico lá de casa e as embalagens de philadelphia passam do prazo. os emancipados progenitores não podem senão voltar à adolescência e apanhar multas por excesso de velocidade.

quando de manhã há papel escrito na máquina volto para a cama e abraço-me a ti cheia de sorte.

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