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d. vitorina

fiar
Pormenor do Saltério de Luttrell, século XIV. British Library.

d. vitorina

Para além de ver lavar a lã, fui a Mértola para conhecer finalmente a mulher de cujas mãos nasce o fio usado nas mantas da Oficina de Tecelagem. A D. Vitorina aprendeu a fiar em criança mas só crescida pegou na roda, numa altura em que alguns subsídios para deslocações a feiras tornaram a actividade suficientemente lucrativa. Hoje em dia fia apenas nas horas vagas mas, por ser aparentemente a única fiandeira no activo, é dela que em grande medida depende a sobrevivência das mantas de Mértola. Quis ver a sua grande roda de fiar em pé, de que já tinha ouvido falar, em tudo idêntica às que na Baixa Idade Média se difundiram pela Europa. Vi fiar em Peroselo e Vila Franca da Beira, e já mais ou menos me ajeito com um fuso, mas que me lembre nunca tinha visto fiar numa roda portuguesa.

pronta a fiar

Quis conhecer a D. Vitorina também para perceber o momento em que as pastas de lã saídas das cardas são moldadas de forma a poderem finalmente transformar-se em fio. Cardar era por aqui trabalho de homem, mas os cardadores extinguiram-se e agora é a fiandeira que assegura também este passo da preparação da lã. Para trabalhar bem nas cardas, azeita-se a lã que foi antes escarmeada, mas essa parte da história fica para depois. Read more →

renda do pêlo de cabra

xaile

A seguir às viagens e às segundas-feiras de biblioteca, é na Retrosaria que aprendo mais sobre malhas. Volta e meia, no meio de uma conversa, alguém tira da mala uma coisa para mim totalmente nova. Foi o que aconteceu há dias, quando a D. Abília Ferreira (aluna da Rita Correia) me surpreendeu com este xaile do pêlo da cabra australiana que aprendera a fazer trinta anos antes a uma senhora de Santarém. É uma técnica de crochet em que se usa uma agulha de barbela e uma régua e que, segundo a D. Abília, só se consegue fazer com pêlo de cabra, porque com qualquer outro fio o cordão não forma os mesmos caracóis perfeitos e o ponto não fica com a mesma definição. O pormenor da cabra australiana intrigou-me: vim depois a descobrir que afinal o fio era 100% mohair e que vinha de um stock secreto da marca francesa extinta Georges Picaud. O ponto, de acordo com a minha especialista em crochet preferida, é uma variante mais bonita da chamada broomstick lace (), e teremos de aprender a fazê-lo numa próxima visita da D. Abília. Quanto ao uso do pêlo de cabra, já me tinha questionado a propósito dos xailes que vi há dois anos em Nisa se alguma das raças que por cá viveram teria um pêlo apropriado. Até porque entretanto também encontrei uma referência enigmática a camisolas serranas de pêlo de cabra (quaisquer achegas serão bem-vindas)… Read more →

a sumbia

sumbia

Man and His Horse
Man and His Horse. Senegal, 2005.

Se as malhas portuguesas têm muitas histórias por desvendar, sobre as africanas pouco li até hoje. No entanto estão por toda a parte, de Norte a Sul, de uma ou cinco agulhas, de lã e de fibras vegetais, manuais e mecânicas. A sumbia é o gorro que muitos homens africanos usam, julgo que sobretudo na Guiné Bissau, Gâmbia e Senegal, feito de malha mecânica de lã (as mais bonitas) ou algodão de duas cores. As que se vêem mais são verdes escuras e brancas, mas também as há castanhas e brancas, vermelhas e brancas e provavelmente em mais cores. Têm uma barra com motivo horizontal, normalmente um ziguezague mas há outros, e riscas estreitas verticais até ao topo, que é rematado com um pompom. Nunca encontrei nada escrito sobre estes gorros, apesar de tantas pessoas os conhecerem por os associarem imediatamente à figura de Amílcar Cabral. Apetece dizer que os motivos são os mesmos dos cestos destes países, mas a verdade é que são praticamente universais. Não sei onde são feitos (será em pequenas fábricas? Serão importados de outro país? Já se farão na China?) nem desde quando, mas o processo de fabrico deve ser curioso, porque as carreiras correm na vertical e não na horizontal como é hábito. Tenho uma de lã, trazida pelo meu avô da Guiné há cinquenta anos (à esquerda nas fotos) e várias de algodão, que encomendei à Ana Teresa, e adorava saber mais sobre elas. Read more →

tapetes de trapos presos

tapete de trapos presos
Postal editado pela Associação Etnográfica do Montemuro

Fiquei a conhecer esta técnica no ano passado, por a ver referida no interessantíssimo livro de Glória Marreiros Viveres, saberes e fazeres tradicionais da mulher algarvia (1995). A autora explica que se fazia com os trapos mais pequenos e linha reaproveitada de meias desfeitas. Descreve-a assim (p. 45):

Começa-se por uma carreira de malha de liga, na segunda carreira o trapinho é preso pelo meio ficando com as duas extremidades livres, fazem-se mais malhas e volta a prender-se novo trapinho. A seguir fazem-se mais duas voltas de malha de liga sem prender trapilhos e na terceira volta, repete-se a prisão dos trapinhos de tecidos e assim sucessivamente.

Uns meses depois, a Margarida partilhou imagens de uma senhora algarvia (Almerinda Neves) a fazer um destes tapetes durante a Fatacil. Por não conhecer outros exemplos, foi com surpresa que descobri estes mesmos tapetes usados como mantas no museu do Mezio. A D. Lurdes, que orienta os visitantes, contou-me a mesma história de reaproveitamento (agora diz-se upcycling): nesta malha, feita também ali muitas vezes com linha de meias desfeitas, eram usados apenas os trapos que já não tinham largura que chegue para serem cosidos. Fica-se a pensar nos séculos de linho e lã e no contraste (e garridice, como se dizia dantes) que as chitas estampadas devem ter trazido às aldeias a partir do século XIX. E será que a técnica é conhecida ou usada noutras regiões também? E noutros países?

A execução é muito simples, apesar de as peças se irem tornando bastante pesadas à medida que crescem: cortam-se os retalhos em tiras com cerca de 3cm de largura e prendem-se na malha como as imagens mostram. As duas últimas imagens são deste cobertor. Read more →

mezio

mezio

mezio

No Mezio funciona aquela que é provavelmente a mais interessante cooperativa de artesãos do nosso país, a Associação Etnográfica do Montemuro. Por cima da loja fica o museu etnográfico, onde cada peça está legendada com o seu nome local (bem, tirando o triste neologismo trapologia que ainda estou para saber quem foi que inventou). Ou a região de Castro Daire é especialmente rica em tradições têxteis ou nenhuma outra das que visitei até hoje fez tão bem o respectivo levantamento. Percebi como se fazia a torcida dos fios fiados em casa (lá diz-se ugar os fios e torcê-los no fuso-parafuso), vi baralhos de agulhas de tricot talhadas em madeira de urze, meias especiais sobre as quais vou escrever mais a sério em breve e uma técnica de fazer mantas ou tapetes de malha com trapinhos pelo meio que pensava só existir no Algarve. Isto para não falar no ponto de crochet quebra-cabeças que ainda não consegui deslindar nem encontrar referido em lado nenhum, nas pulseiras e tigelas de tricot, nas colchas de puxados, nos naperons de papel recortado, nos alforges e nos tamancos de madeira e burel… Read more →

bela celeste

Bela Celeste

Bela Celeste

Quando passa pela Retrosaria, a Cláudia traz quase sempre alguma coisa para me mostrar. Não é toda a gente que tem uma avó com um nome como Bela Celeste e uma longa vida passada (em Alcáçovas) a fazer coisas tão bonitas. Esta colecção de meias de linha é só uma amostra. Vale a pena reparar no revesilho, visível na última imagem. É esta a forma usada em grande parte das meias tradicionais para assinalar o fim/início de cada volta do trabalho. Obtém-se trabalhando esta malha como meia volta sim volta não.

Obrigada, Cláudia. Read more →

meias de alvito

meias de Alvito

meias de Alvito

Sexta-feira pela manhã recebi um email que dizia: Meias na Feira dos Santos em Alvito! (de 30 de Outubro a 1 de Novembro) e prometia mais informação no site da junta de freguesia. O desdobrável aí apresentado (ver aqui e aqui) pareceu-me tão invulgarmente bem feito que a prioridade para o fim-de-semana passou a ser rumar mais uma vez ao Alentejo. A exposição durou só os três dias da Feira dos Santos e ocupava um dos stands da mostra de produtos regionais (onde também fiquei a conhecer o mais mediático sapateiro de cuba). Realizou-se por iniciativa do presidente da junta de Alvito, António João Valério e com a colaboração de Luísa Valério, autora dos textos e também ela fazedora de meia. Para montar a exposição, produzida com o mínimo de custos, foi feito um apelo aos moradores e em pouco tempo reuniram-se trinta pares de meias nos vários géneros produzidos na região: lisas e rendadas, brancas e coloridas (entre elas umas altíssimas, roxas tal e qual estas), de mulher e de homem, por estrear, remendadas ou meias feitas. Junto delas, as célebres agulhas de barbela (onde é que se fabricam hoje em dia, que não há meio de encontrar a fábrica?) e os lindos ganchos esculpidos em madeira.

Longe do contexto urbano, do youtube e dos mil e um livros estrangeiros sobre o tema, numa região em que já só as avós conhecem as técnicas e o nome dos pontos, uma mostra como esta tem ainda mais importância. É que nas aldeias fazer malha está bem longe de estar na moda. Os meus parabéns à Junta pela iniciativa. Read more →

mantas alentejanas

mantas

mantas alentejanas
Autor, título e data desconhecidos. Papel montado em suporte de madeira. Col. Museu de Arte Popular. MatrizPix.

As mantas de Mértola, actualmente feitas apenas pelas mulheres da Cooperativa Oficina de Tecelagem e muito menos conhecidas do que as de Monsaraz, são um verdadeiro artigo de luxo. Quem as vê não adivinha o que representam em termos de preservação de saberes quase extintos e a única monografia dedicada ao tema que conheço (Mantas tradicionais do Baixo Alentejo, de Ângela Luzia, Isabel Magalhães e Cláudio Torres. Mértola, 1984) tem um quarto de século. Estas mantas nascem nos dois teares domésticos que a cooperativa mantém a funcionar e são feitas hoje como há décadas ou séculos. A sua lã é diferente de todas as outras lãs portuguesas e macia como mais nenhuma. Vem das ovelhas merino e campaniça, autóctones da região, e é tratada de forma totalmente manual até chegar ao tear, sendo ainda hoje fervida em pequenos cestos na margem do rio, aberta, cardada e azeitada à mão e fiada em pequenas rodas artesanais. As cores das mantas são as da própria lã: branca, preta e sernubega (o castanho café com leite da ovelha campaniça). Como cada uma representa um sem fim de horas de trabalho são necessariamente objectos caros, mas comprar uma é contribuir para a sobrevivência de todo um universo. A minha está a uso há dezasseis anos e continua tão bonita como quando foi comprada. Read more →

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