毛糸の小ものカタログ

carapuço

carapuço

Um carapuço (ravelry) feito em três ou quatro serões, a partir de um dos livros japoneses deste Inverno. Seguir instruções de tricot em japonês é como um jogo. Na maioria dos casos há um esquema aos quadradinhos, em que cada um corresponde a uma malha, e em que aos diferentes pontos correspondem símbolos sempre ilustrados no final dos livros. Ajuda se se souber por exemplo que 目 é malha e que 号針 quer dizer agulha número e vale a pena imprimir para ter à mão a secção All About Japanese Knitting Patterns deste site, que tem tabelas de equivalências e óptimas explicações. A mais interessante que encontrei recentemente, neste blog, diz que o nome japonês para o ponto de meia – メリヤス編み (meriyasu ami) – deriva do Português e, digo eu, provavelmente da palavra meia. Como terá a malha chegado ao Japão?

PS: a lã é a Beiroa. Read more →

meias

favorite socks

coming up next

A receita para as minhas meias preferidas: o modelo mais simples e esta lã combinada em riscas de duas voltas cada uma. As da imagem de cima já têm um ano de uso intensivo e estão ligeiramente feltradas por terem ido parar à máquina de lavar algumas vezes por acidente, mas continuam a ser as minhas preferidas.

mãos

first time

Enquanto a Ana e a Rita se aventuravam alegremente pelos mares nunca dantes navegados do tricot, a E. aprendeu a fazer crochet com uma mestra. Pensou num cachecol e eu lembrei-me das sábias palavras da Elizabeth Zimmermann sobre a melhor maneira de ensinar uma criança a fazer malha:

An excellent first project is a garter-stitch pot-holder. It will probably turn out thin, lumpy, sleazy, and full of holes, but it is a small project, comparatively soon finished, and very easy to make much of.
Provide suitable and encouraging tools and materials. (…)
Then hang the pot-holder up behind the stove, and use it, and
use it. It won’t be your most efficient pot-holder – it will give you many a burned hand – but use it. It won’t even be necessary to comment on its excellence or beauty every time you use it; you will be noticed, and the fact that it will soon become shabby, worn, and beat-up will be the best thanks and encouragement you can give. Soon its successor will be cast on.

in Knitter’s Almanac, 1974.* Read more →

vv~~vv~~vv

varinhas de condão

malha

No workshop de iniciação ao tricot de ontem estreámos a minha lã. Se houver uma nesga de sol para a fotografar, já a mostro aqui amanhã.

É muito interessante ensinar um grupo a fazer malha. Normalmente quem em criança aprendeu um bocadinho, por pouco que tenha sido, num instante ganha destreza mesmo que há décadas não pegasse nas agulhas. Quem se estreia em crescido (e sim, desta vez houve um homem entre as mulheres) hesita, titubeia, transpira e suspira. E depois conquista.

bela celeste

Bela Celeste

Bela Celeste

Quando passa pela Retrosaria, a Cláudia traz quase sempre alguma coisa para me mostrar. Não é toda a gente que tem uma avó com um nome como Bela Celeste e uma longa vida passada (em Alcáçovas) a fazer coisas tão bonitas. Esta colecção de meias de linha é só uma amostra. Vale a pena reparar no revesilho, visível na última imagem. É esta a forma usada em grande parte das meias tradicionais para assinalar o fim/início de cada volta do trabalho. Obtém-se trabalhando esta malha como meia volta sim volta não.

Obrigada, Cláudia. Read more →

meias de alvito

meias de Alvito

meias de Alvito

Sexta-feira pela manhã recebi um email que dizia: Meias na Feira dos Santos em Alvito! (de 30 de Outubro a 1 de Novembro) e prometia mais informação no site da junta de freguesia. O desdobrável aí apresentado (ver aqui e aqui) pareceu-me tão invulgarmente bem feito que a prioridade para o fim-de-semana passou a ser rumar mais uma vez ao Alentejo. A exposição durou só os três dias da Feira dos Santos e ocupava um dos stands da mostra de produtos regionais (onde também fiquei a conhecer o mais mediático sapateiro de cuba). Realizou-se por iniciativa do presidente da junta de Alvito, António João Valério e com a colaboração de Luísa Valério, autora dos textos e também ela fazedora de meia. Para montar a exposição, produzida com o mínimo de custos, foi feito um apelo aos moradores e em pouco tempo reuniram-se trinta pares de meias nos vários géneros produzidos na região: lisas e rendadas, brancas e coloridas (entre elas umas altíssimas, roxas tal e qual estas), de mulher e de homem, por estrear, remendadas ou meias feitas. Junto delas, as célebres agulhas de barbela (onde é que se fabricam hoje em dia, que não há meio de encontrar a fábrica?) e os lindos ganchos esculpidos em madeira.

Longe do contexto urbano, do youtube e dos mil e um livros estrangeiros sobre o tema, numa região em que já só as avós conhecem as técnicas e o nome dos pontos, uma mostra como esta tem ainda mais importância. É que nas aldeias fazer malha está bem longe de estar na moda. Os meus parabéns à Junta pela iniciativa. Read more →

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