o livro das camisolas

Tricô. O Livro das Camisolas

Tricô. O Livro das Camisolas

Há muito, muito tempo, estávamos em 1984. Os fios sintéticos estavam no auge (têm mais força, elasticidade e não deformam), a palavra de ordem era fantasia, o Like a Virgin estava no top e publicavam-se livros como O Livro das Camisolas (tradução de The Sweater Book), cujos modelos tinham nomes como Algazarra, Cubos loucos e Riscas cintilantes.
Sem ironia, o livro é surpreendentemente complexo e interessante quando comparado com os que as editoras norte-americanas e inglesas lançam actualmente para o mercado. Com excepção do que chega do Japão, a tendência dos últimos anos é para os projectos rápidos e fáceis e no mercado editorial aparecem cada vez mais livros de tricot e costura obviamente feitos em cima do joelho e com o mínimo de custos.
Rewind para 1984: a minha colega do colégio que ia para a escola com camisolas feitas pela mãe (a minha preferida tinha uns bolsos garridos em forma de luvas) de certeza que não sabe que foram essas camisolas que me deram vontade de tricotar a sério. Read more →

dar cor

dar cor

dar cor

Continuo a fazer experiências de tinturaria com a Beiroa. De uma cor passei para as duas, e depois para mais ainda. A ideia é conseguir que as meadas sejam bonitas mas que não tenham aquele efeito (ou defeito?) de serem ainda mais bonitas do que o fio depois de trabalhado (quem faz muito tricot sabe do que estou a falar). Esta meada foi levada pela Ana Paula, que se ofereceu para a experimentar e me trouxe hoje o resultado: uma gola decorada com um ponto ajourado muito bonito e simples de fazer:

Carreiras ímpares:
*Primeira, terceira e quinta carreiras: 7 malhas de liga, uma laçada, resto das malhas em liga.
Sétima carreira: matar sete malhas e trabalhar as restantes em liga.
Carreiras pares: liga.*
Repetir de * a * até ao fim da meada. Read more →

下田直子のかんたんニット

下田直子のかんたんニット

下田直子のかんたんニット

Um casaco para a minha sobrinha recém-nascida (ver os pormenores no Ravelry). A receita é japonesa (de um dos livros que temos tido na Retrosaria) e a lã é uma meada de Beiroa que tingi em casa com uma tinta muito fácil de usar chamada iDye. Por inexperiência usei um tacho pequeno para a tintura, fazendo com que o pigmento ficasse mais concentrado numas partes da lã e menos noutras, mas o resultado acabou por ser muito bonito. Rematei com um pompom na cor natural.

Mais Beiroa ♥: o cachecol também de receita japonesa da Joana (que me trouxe dos Açores o lindo taleigo da fotografia) e os Rosa hats da SouleMama. Read more →

de lã e de cá

Carapuço

O gorro (ravelry) ficou pronto num instante e é a A. que o tem usado. A lã Beiroa chegou há uns dias ao Ancient Industries, um dos meus blogs preferidos, que esta semana está a fazer um périplo electrónico por Portugal. Começou pelos azulejos e mosaicos, passou pelos pastéis de nata e hoje fez escala nestas botas e numas outras que vi na exposição da República na Cordoaria (eram mesmo uns dos poucos objectos numa das exposições mais bi-dimensionais de sempre). A viagem continua nos próximos dias.

Ainda de lã e de cá: a lindíssima sequência de fotografias da Diane a lavar as lãs Mé-mé no tanque.

毛糸の小ものカタログ

carapuço

carapuço

Um carapuço (ravelry) feito em três ou quatro serões, a partir de um dos livros japoneses deste Inverno. Seguir instruções de tricot em japonês é como um jogo. Na maioria dos casos há um esquema aos quadradinhos, em que cada um corresponde a uma malha, e em que aos diferentes pontos correspondem símbolos sempre ilustrados no final dos livros. Ajuda se se souber por exemplo que 目 é malha e que 号針 quer dizer agulha número e vale a pena imprimir para ter à mão a secção All About Japanese Knitting Patterns deste site, que tem tabelas de equivalências e óptimas explicações. A mais interessante que encontrei recentemente, neste blog, diz que o nome japonês para o ponto de meia – メリヤス編み (meriyasu ami) – deriva do Português e, digo eu, provavelmente da palavra meia. Como terá a malha chegado ao Japão?

PS: a lã é a Beiroa. Read more →

meias

favorite socks

coming up next

A receita para as minhas meias preferidas: o modelo mais simples e esta lã combinada em riscas de duas voltas cada uma. As da imagem de cima já têm um ano de uso intensivo e estão ligeiramente feltradas por terem ido parar à máquina de lavar algumas vezes por acidente, mas continuam a ser as minhas preferidas.

mãos

first time

Enquanto a Ana e a Rita se aventuravam alegremente pelos mares nunca dantes navegados do tricot, a E. aprendeu a fazer crochet com uma mestra. Pensou num cachecol e eu lembrei-me das sábias palavras da Elizabeth Zimmermann sobre a melhor maneira de ensinar uma criança a fazer malha:

An excellent first project is a garter-stitch pot-holder. It will probably turn out thin, lumpy, sleazy, and full of holes, but it is a small project, comparatively soon finished, and very easy to make much of.
Provide suitable and encouraging tools and materials. (…)
Then hang the pot-holder up behind the stove, and use it, and
use it. It won’t be your most efficient pot-holder – it will give you many a burned hand – but use it. It won’t even be necessary to comment on its excellence or beauty every time you use it; you will be noticed, and the fact that it will soon become shabby, worn, and beat-up will be the best thanks and encouragement you can give. Soon its successor will be cast on.

in Knitter’s Almanac, 1974.* Read more →