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varinhas de condão

malha

No workshop de iniciação ao tricot de ontem estreámos a minha lã. Se houver uma nesga de sol para a fotografar, já a mostro aqui amanhã.

É muito interessante ensinar um grupo a fazer malha. Normalmente quem em criança aprendeu um bocadinho, por pouco que tenha sido, num instante ganha destreza mesmo que há décadas não pegasse nas agulhas. Quem se estreia em crescido (e sim, desta vez houve um homem entre as mulheres) hesita, titubeia, transpira e suspira. E depois conquista.

bela celeste

Bela Celeste

Bela Celeste

Quando passa pela Retrosaria, a Cláudia traz quase sempre alguma coisa para me mostrar. Não é toda a gente que tem uma avó com um nome como Bela Celeste e uma longa vida passada (em Alcáçovas) a fazer coisas tão bonitas. Esta colecção de meias de linha é só uma amostra. Vale a pena reparar no revesilho, visível na última imagem. É esta a forma usada em grande parte das meias tradicionais para assinalar o fim/início de cada volta do trabalho. Obtém-se trabalhando esta malha como meia volta sim volta não.

Obrigada, Cláudia. Read more →

meias de alvito

meias de Alvito

meias de Alvito

Sexta-feira pela manhã recebi um email que dizia: Meias na Feira dos Santos em Alvito! (de 30 de Outubro a 1 de Novembro) e prometia mais informação no site da junta de freguesia. O desdobrável aí apresentado (ver aqui e aqui) pareceu-me tão invulgarmente bem feito que a prioridade para o fim-de-semana passou a ser rumar mais uma vez ao Alentejo. A exposição durou só os três dias da Feira dos Santos e ocupava um dos stands da mostra de produtos regionais (onde também fiquei a conhecer o mais mediático sapateiro de cuba). Realizou-se por iniciativa do presidente da junta de Alvito, António João Valério e com a colaboração de Luísa Valério, autora dos textos e também ela fazedora de meia. Para montar a exposição, produzida com o mínimo de custos, foi feito um apelo aos moradores e em pouco tempo reuniram-se trinta pares de meias nos vários géneros produzidos na região: lisas e rendadas, brancas e coloridas (entre elas umas altíssimas, roxas tal e qual estas), de mulher e de homem, por estrear, remendadas ou meias feitas. Junto delas, as célebres agulhas de barbela (onde é que se fabricam hoje em dia, que não há meio de encontrar a fábrica?) e os lindos ganchos esculpidos em madeira.

Longe do contexto urbano, do youtube e dos mil e um livros estrangeiros sobre o tema, numa região em que já só as avós conhecem as técnicas e o nome dos pontos, uma mostra como esta tem ainda mais importância. É que nas aldeias fazer malha está bem longe de estar na moda. Os meus parabéns à Junta pela iniciativa. Read more →

tricotar a cores

tricotar a cores

tricotar a cores

Joana, Marta, Sandra, Maria Adelaide, Paula e Sara. O único requisito era saber fazer liga e todas se desenvencilharam mais do que bem a trabalhar com dois fios ao mesmo tempo e aprenderam a abrir os steeks com a tesoura. Para mim talvez tenha sido o workshop mais divertido de preparar, porque desenhei à mão os seis esquemas e distribuí de outras tantas maneiras diferentes as cores da que usámos. Acho que as fotografias ilustram bem a qualidade dos resultados. Read more →

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