Knitting = Tricot - arquivo

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l'art populaire en france

Menos posts que de costume porque ao trabalho habitual juntei nas últimas semanas a tradução de um livro de tricot feita a convite de uma editora portuguesa (é caso para dizer finalmente, porque depois deste poucos ou nenhuns com interesse se editaram por cá). Não sendo um trabalho muito criativo, foi óptimo para ganhar experiência, escolher termos, praticar abreviaturas, etc. Além de que na pesquisa acabei por constatar que por detrás da excelente tradução d’O Grande Livro dos Lavores está o mesmo Fernando Baptista de Oliveira que escreveu O Tricot em todas as modalidades, o Método de Corte, e ainda (e isto é que me surpreendeu mais) a História e Técnica dos Tapetes de Arraiolos, que continua a ser a grande (única?) obra de referência sobre o tema. Quem seria este homem?

As imagens do post são de dois dos livros que folheei hoje, um dos anos 70 sobre arte popular em França e o outro um manual espanhol de engenharia têxtil dos finais do século XIX. Continuar a ler…

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beiroa love

É uma técnica que já conhecia dos livros há bastante tempo e que já pensara em experimentar depois de ver alguns exemplos muito bonitos. No ano passado descobri que o entrelac (é o nome mais comum) também faz parte do repertório de pontos praticados tradicionalmente em Portugal (até agora só conheço exemplos da zona de Montemuro) e decidi que mal chegasse a beiroa castanha ia finalmente aprendê-lo. Apesar de demorado é bastante simples e o resultado é lindo.

Os livros das imagens são: 裏も楽しい手編みのマフラー, um dos meus livros japoneses de tricot preferidos, e The Knitter’s Handbook, um excelente manual de técnicas e pontos. E o taleigo é irmão destes.

montar as malhas

tricot 2

Ontem de manhã, no workshop de tricot, aprendi com a Filipa mais uma maneira de montar (nalguns sítios diz-se deitar) as malhas. Em cima, o retrato da turma feito pela A. que desde o dia dos gatos que desenha sem parar.

tapetes de trapos presos

tapete de trapos presos
Postal editado pela Associação Etnográfica do Montemuro

Fiquei a conhecer esta técnica no ano passado, por a ver referida no interessantíssimo livro de Glória Marreiros Viveres, saberes e fazeres tradicionais da mulher algarvia (1995). A autora explica que se fazia com os trapos mais pequenos e linha reaproveitada de meias desfeitas. Descreve-a assim (p. 45):

Começa-se por uma carreira de malha de liga, na segunda carreira o trapinho é preso pelo meio ficando com as duas extremidades livres, fazem-se mais malhas e volta a prender-se novo trapinho. A seguir fazem-se mais duas voltas de malha de liga sem prender trapilhos e na terceira volta, repete-se a prisão dos trapinhos de tecidos e assim sucessivamente.

Uns meses depois, a Margarida partilhou imagens de uma senhora algarvia (Almerinda Neves) a fazer um destes tapetes durante a Fatacil. Por não conhecer outros exemplos, foi com surpresa que descobri estes mesmos tapetes usados como mantas no museu do Mezio. A D. Lurdes, que orienta os visitantes, contou-me a mesma história de reaproveitamento (agora diz-se upcycling): nesta malha, feita também ali muitas vezes com linha de meias desfeitas, eram usados apenas os trapos que já não tinham largura que chegue para serem cosidos. Fica-se a pensar nos séculos de linho e lã e no contraste (e garridice, como se dizia dantes) que as chitas estampadas devem ter trazido às aldeias a partir do século XIX. E será que a técnica é conhecida ou usada noutras regiões também? E noutros países?

A execução é muito simples, apesar de as peças se irem tornando bastante pesadas à medida que crescem: cortam-se os retalhos em tiras com cerca de 3cm de largura e prendem-se na malha como as imagens mostram. As duas últimas imagens são deste cobertor. Continuar a ler…

o livro das camisolas

Tricô. O Livro das Camisolas

Tricô. O Livro das Camisolas

Há muito, muito tempo, estávamos em 1984. Os fios sintéticos estavam no auge (têm mais força, elasticidade e não deformam), a palavra de ordem era fantasia, o Like a Virgin estava no top e publicavam-se livros como O Livro das Camisolas (tradução de The Sweater Book), cujos modelos tinham nomes como Algazarra, Cubos loucos e Riscas cintilantes.
Sem ironia, o livro é surpreendentemente complexo e interessante quando comparado com os que as editoras norte-americanas e inglesas lançam actualmente para o mercado. Com excepção do que chega do Japão, a tendência dos últimos anos é para os projectos rápidos e fáceis e no mercado editorial aparecem cada vez mais livros de tricot e costura obviamente feitos em cima do joelho e com o mínimo de custos.
Rewind para 1984: a minha colega do colégio que ia para a escola com camisolas feitas pela mãe (a minha preferida tinha uns bolsos garridos em forma de luvas) de certeza que não sabe que foram essas camisolas que me deram vontade de tricotar a sério. Continuar a ler…

dar cor

dar cor

dar cor

Continuo a fazer experiências de tinturaria com a Beiroa. De uma cor passei para as duas, e depois para mais ainda. A ideia é conseguir que as meadas sejam bonitas mas que não tenham aquele efeito (ou defeito?) de serem ainda mais bonitas do que o fio depois de trabalhado (quem faz muito tricot sabe do que estou a falar). Esta meada foi levada pela Ana Paula, que se ofereceu para a experimentar e me trouxe hoje o resultado: uma gola decorada com um ponto ajourado muito bonito e simples de fazer:

Carreiras ímpares:
*Primeira, terceira e quinta carreiras: 7 malhas de liga, uma laçada, resto das malhas em liga.
Sétima carreira: matar sete malhas e trabalhar as restantes em liga.
Carreiras pares: liga.*
Repetir de * a * até ao fim da meada. Continuar a ler…

dar cor

tingir

Animada pela cor do casaquinho, comprei um tacho de 20 litros. As experiências de tinturaria caseira continuam.

(O livro da fotografia é um dos muitos que chegaram sexta-feira à Retrosaria)

下田直子のかんたんニット

下田直子のかんたんニット

下田直子のかんたんニット

Um casaco para a minha sobrinha recém-nascida (ver os pormenores no Ravelry). A receita é japonesa (de um dos livros que temos tido na Retrosaria) e a lã é uma meada de Beiroa que tingi em casa com uma tinta muito fácil de usar chamada iDye. Por inexperiência usei um tacho pequeno para a tintura, fazendo com que o pigmento ficasse mais concentrado numas partes da lã e menos noutras, mas o resultado acabou por ser muito bonito. Rematei com um pompom na cor natural.

Mais Beiroa ♥: o cachecol também de receita japonesa da Joana (que me trouxe dos Açores o lindo taleigo da fotografia) e os Rosa hats da SouleMama. Continuar a ler…

de lã e de cá

Carapuço

O gorro (ravelry) ficou pronto num instante e é a A. que o tem usado. A lã Beiroa chegou há uns dias ao Ancient Industries, um dos meus blogs preferidos, que esta semana está a fazer um périplo electrónico por Portugal. Começou pelos azulejos e mosaicos, passou pelos pastéis de nata e hoje fez escala nestas botas e numas outras que vi na exposição da República na Cordoaria (eram mesmo uns dos poucos objectos numa das exposições mais bi-dimensionais de sempre). A viagem continua nos próximos dias.

Ainda de lã e de cá: a lindíssima sequência de fotografias da Diane a lavar as lãs Mé-mé no tanque.

ケーブルの帽子

ケーブルの帽子

Outro gorro deste livro nas agulhas. A lã é a Beiroa, claro.