Category Archives: Knitting = Tricot

fair isle (3)

fair isle

fair isle

Ainda posso deitar a perder todas estas horas de trabalho, mas até agora está a correr bem e a ser um trabalho viciante (o modelo chama-se Hilhead Slipover). Ao contrário do que acontece em geral nas camisolas e coletes, na técnica de Fair Isle a peça é tricotada circularmente do princípio ao fim, montando-se malhas extra na zona do decote e das cavas que depois são cortadas com a tesoura. Convém nao fazer asneira… A seguir sou capaz de tentar o padrão OXO deste livro. Continuar a ler »

fair isle (2)

fair isle knitting
Peterson, J., Knitting Fair Isle, 1939/1946.

fair isle knitting
Ramsay, R., 1926 (detalhe).

O meu colete ainda não está pronto e já ando a sonhar com uma camisola de fair isle com um padrão mais tradicional e um feitio semelhante às dos anos 1920. Foi nesta altura que o tricot de Fair Isle se tornou conhecido em toda a Grã-Bretanha, graças a uma camisola oferecida em 1922 pelas mulheres das ilhas Shetland à família real que foi repetidamente usada pelo então príncipe de Gales. Continuar a ler »

fair isle

hillhead slipover

Depois das primeiras experiências bem sucedidas a tricotar com dois fios, já há mais de um ano, e de ler dois livros sobre o assunto, eis que me estreio no fair isle escocês propriamente dito, mas feito à boa maneira portuguesa. O modelo é do livro The art of Fair Isle knitting e chama-se Hillhead slipover. A parte mais emocionante vai ser de certeza abrir as cavas e decote à tesourada como é hábito fazer na ilha que dá nome a esta técnica. Continuar a ler »

alentejo

guardiãs

genoveva rosa

Uma viagem combinada há meses. Encontro marcado na antiga Casa do Povo. Na sala que foi de baile, uma velha estrela pintada em volta do candeeiro, grinaldas azuis e amarelas. Dez mulheres silenciosas sentadas na penumbra, todas com idade de avós ou mais que isso. À minha espera.

Hei-de mostrar o que me ensinaram.

de vinhais

meias de hulema

meias de hulema

Da Madragoa seguimos para Oeiras para ver a mostra de gastronomia e artesanato de Vinhais que decorreu no mercado municipal. Entre muitas bancas de enchidos encontrei a D. Hulema Pires, fazedora de cestos e de meias de lã. Comprei-lhe um par para a minha colecção e aproveitei para ficar um bocadinho à conversa. Fiquei a saber que a lã (muito semelhante a esta) fora fiada por ela num fuso todo em madeira. Para tricotar um par de meias disse-me que leva um dia inteiro e mais uma noite a trabalhar depressa.

Em frente à D. Hulema estava uma senhora (não registei o nome) a quem perguntámos o que era a coisa de ar apetitoso e estranho dentro de uns sacos. Explicou-nos que era (e o que era) cusco. Para mim, que sou grande apreciadora de couscous desde que me lembro, foi uma total novidade. Perguntámos como se fazia e como se cozinhava e naturalmente não lhe resistimos. Entretanto descobri este lindo documentário sobre o cusco: Continuar a ler »

farleigh

farleigh

Muitas imagens para uma camisola só (e com luz a mais para comemorar o sol de hoje), porque afinal há quinze anos que não fazia uma para mim. O modelo chama-se Farleigh, e é do livro Noro Unlimited (que já tive na Retrosaria). A lã é a Noro Silk Garden. Segui o padrão à risca, com a excepção de ter feito tudo o que pude em tricot circular para tornar o trabalho mais rápido e poupar nas costuras. Continuar a ler »

visita de estudo

visita de estudo

visita de estudo

visita de estudo

Uma das muitas coisas boas que fizemos durante as férias do Carnaval foi visitar uma fiação. É a esta fábrica que chega anualmente a lã de vários pequenos rebanhos e é de lá que sai transformada na lã poveira da Retrosaria. Vimo-la nos fardos prensados e sujos em que entra na fábrica, feita núvens, mecha e fio. Por esta fábrica passam muito mais fibras sintéticas do que naturais (o que a meu ver é uma pena) mas é lá que se produz também a melhor lã para Arraiolos, resultante duma mistura de matéria prima alentejana e beirã, com um toque de zelândia. Continuar a ler »

de manhã, tricot

primeira vez

portuguese knitting

O workshop da manhã foi de iniciação ao tricot. Os meus parabéns a todas as participantes e obrigada à Zélia pela ajuda. Continuar a ler »

a vida da lã

meia hora de vida

Fomos ver as ovelhas e cabras do Toino Canhoto ao pôr do Sol, mesmo a tempo de ver dois cordeirinhos pretos acabados de nascer, macios e dóceis, ainda a serem limpos pela mãe. É do leite destas ovelhas, da raça bordalesa da Serra da Estrela, que as mulheres da família do pastor fazem queijos premiados, e são esses queijos a razão da sobrevivência do rebanho. A produção da lã já não compensa, disseram-nos, porque o preço a que é paga mal chega para cobrir as despesas da tosquia. Isto ao mesmo tempo que nas fiações falta a lã portuguesa e se manda vir de fora (é espanhol o burel das capas de Trás-os-Montes). As ovelhas do Toino Canhoto são de três cores: brancas, pretas (estas duas dão a lã das meadas da lã poveira) e sarrubecas (pronunciar com os ss e rr locais), cor de café com leite, a cuja lã havemos de seguir em breve o rasto.

Amanhã o dia na loja é da lã: de manhã ensino seis mulheres a fazer tricot e à tarde aprendo com outras tantas a fiar. Continuar a ler »

dar receber

linha de alinhavar

Amanhã, de surpresa porque era para ser a Margarida, vou ser eu a conduzir o workshop. E hoje fui eu a aprender com uma visitante uma maneira que não conhecia de montar as malhas do tricot: Continuar a ler »