Ainda posso deitar a perder todas estas horas de trabalho, mas até agora está a correr bem e a ser um trabalho viciante (o modelo chama-se Hilhead Slipover). Ao contrário do que acontece em geral nas camisolas e coletes, na técnica de Fair Isle a peça é tricotada circularmente do princípio ao fim, montando-se malhas extra na zona do decote e das cavas que depois são cortadas com a tesoura. Convém nao fazer asneira… A seguir sou capaz de tentar o padrão OXO deste livro. Continuar a ler
A Ervilha Cor de Rosa
rosa pomar
Category Archives: Knitting = Tricot
fair isle (2)

Peterson, J., Knitting Fair Isle, 1939/1946.
O meu colete ainda não está pronto e já ando a sonhar com uma camisola de fair isle com um padrão mais tradicional e um feitio semelhante às dos anos 1920. Foi nesta altura que o tricot de Fair Isle se tornou conhecido em toda a Grã-Bretanha, graças a uma camisola oferecida em 1922 pelas mulheres das ilhas Shetland à família real que foi repetidamente usada pelo então príncipe de Gales. Continuar a ler
fair isle
Depois das primeiras experiências bem sucedidas a tricotar com dois fios, já há mais de um ano, e de ler dois livros sobre o assunto, eis que me estreio no fair isle escocês propriamente dito, mas feito à boa maneira portuguesa. O modelo é do livro The art of Fair Isle knitting e chama-se Hillhead slipover. A parte mais emocionante vai ser de certeza abrir as cavas e decote à tesourada como é hábito fazer na ilha que dá nome a esta técnica. Continuar a ler
alentejo
Uma viagem combinada há meses. Encontro marcado na antiga Casa do Povo. Na sala que foi de baile, uma velha estrela pintada em volta do candeeiro, grinaldas azuis e amarelas. Dez mulheres silenciosas sentadas na penumbra, todas com idade de avós ou mais que isso. À minha espera.
Hei-de mostrar o que me ensinaram.
de vinhais
Da Madragoa seguimos para Oeiras para ver a mostra de gastronomia e artesanato de Vinhais que decorreu no mercado municipal. Entre muitas bancas de enchidos encontrei a D. Hulema Pires, fazedora de cestos e de meias de lã. Comprei-lhe um par para a minha colecção e aproveitei para ficar um bocadinho à conversa. Fiquei a saber que a lã (muito semelhante a esta) fora fiada por ela num fuso todo em madeira. Para tricotar um par de meias disse-me que leva um dia inteiro e mais uma noite a trabalhar depressa.
Em frente à D. Hulema estava uma senhora (não registei o nome) a quem perguntámos o que era a coisa de ar apetitoso e estranho dentro de uns sacos. Explicou-nos que era (e o que era) cusco. Para mim, que sou grande apreciadora de couscous desde que me lembro, foi uma total novidade. Perguntámos como se fazia e como se cozinhava e naturalmente não lhe resistimos. Entretanto descobri este lindo documentário sobre o cusco: Continuar a ler
farleigh
Muitas imagens para uma camisola só (e com luz a mais para comemorar o sol de hoje), porque afinal há quinze anos que não fazia uma para mim. O modelo chama-se Farleigh, e é do livro Noro Unlimited (que já tive na Retrosaria). A lã é a Noro Silk Garden. Segui o padrão à risca, com a excepção de ter feito tudo o que pude em tricot circular para tornar o trabalho mais rápido e poupar nas costuras. Continuar a ler
visita de estudo
Uma das muitas coisas boas que fizemos durante as férias do Carnaval foi visitar uma fiação. É a esta fábrica que chega anualmente a lã de vários pequenos rebanhos e é de lá que sai transformada na lã poveira da Retrosaria. Vimo-la nos fardos prensados e sujos em que entra na fábrica, feita núvens, mecha e fio. Por esta fábrica passam muito mais fibras sintéticas do que naturais (o que a meu ver é uma pena) mas é lá que se produz também a melhor lã para Arraiolos, resultante duma mistura de matéria prima alentejana e beirã, com um toque de zelândia. Continuar a ler
de manhã, tricot
O workshop da manhã foi de iniciação ao tricot. Os meus parabéns a todas as participantes e obrigada à Zélia pela ajuda. Continuar a ler
a vida da lã
Fomos ver as ovelhas e cabras do Toino Canhoto ao pôr do Sol, mesmo a tempo de ver dois cordeirinhos pretos acabados de nascer, macios e dóceis, ainda a serem limpos pela mãe. É do leite destas ovelhas, da raça bordalesa da Serra da Estrela, que as mulheres da família do pastor fazem queijos premiados, e são esses queijos a razão da sobrevivência do rebanho. A produção da lã já não compensa, disseram-nos, porque o preço a que é paga mal chega para cobrir as despesas da tosquia. Isto ao mesmo tempo que nas fiações falta a lã portuguesa e se manda vir de fora (é espanhol o burel das capas de Trás-os-Montes). As ovelhas do Toino Canhoto são de três cores: brancas, pretas (estas duas dão a lã das meadas da lã poveira) e sarrubecas (pronunciar com os ss e rr locais), cor de café com leite, a cuja lã havemos de seguir em breve o rasto.
Amanhã o dia na loja é da lã: de manhã ensino seis mulheres a fazer tricot e à tarde aprendo com outras tantas a fiar. Continuar a ler
dar receber
Amanhã, de surpresa porque era para ser a Margarida, vou ser eu a conduzir o workshop. E hoje fui eu a aprender com uma visitante uma maneira que não conhecia de montar as malhas do tricot: Continuar a ler


























