♥ zagal

♥ zagal
♥ zagal

How much or how little information do you need to follow a knitting pattern? Knitting from japanese books has made me favor charts over text, symbols over words. While doing research for my book I’ve met old ladies who can’t follow the simplest written pattern but will reproduce a complex knitted garment from looking at it only once or twice.

♥ zagal
♥ zagal

This sleeveless jumper was the first thing I’ve created with my new yarn, Zagal. My daughter is 7 but I think it will look nice on smaller kids as well. It’s done portuguese style (which means I prefer purling over knitting and always purl when knitting in the round, facing the inside of the garments), in the round up to the armholes and then flat up to the shoulders. If you’re knitting style is any other than portuguese chances are you prefer knitting over purling – just purl where I knit and knit where I purl and you’ll be fine.

♥ zagal
♥ zagal

Needles: 60cm x 6mm circular needles for the ribbing, 60 x 7mm circular needles for the body and a set of 5 double pointed 6mm needles for the ribbing on the neck and arm openings.
Yarn: 1 skein of Zagal 902 (yellow) and 3 skeins of Zagal 909 (blue & white).

♥ zagal
♥ zagal

Some notes:
1. The ribbing pattern is k1, p3.
2. After the ribbing, stitches 1 & 63 are knitted to create a faux seam. All other stitches are purled.
3. Leave stitches 1 & 63 on stitch holders when you reach the beginning of the armholes.
4. Cast off the stitches of the front (20 on each shoulder) together with the stitches of the back (also 20 st on each shoulder). This is called a three needle bind off.
5. The neck opening starts on row 64 of the front and row 77 of the back. Start counting after the ribbing is finished.

♥ zagal

Have fun!

o gorro montanhac

montanhac
montanhac



Nasceu há já alguns meses, inspirado por uma manta do baixo Alentejo especialmente bonita. O padrão é diferente dos mais habituais: não tem meio e o seu lado esquerdo é o negativo do direito. De tal maneira que em pequenino, como estava na manta, parecia ter um erro de construção. Fiz o primeiro em Beiroa 2ply com agulhas 6mm e agora fiz três de uma vez em Zagal com agulhas 7mm. Chama-se Montanhac porque é esse o nome localmente dado às mantas com este tipo de desenho (a bibliografia de referência está aqui, pirateada por yours truly porque é quase impossível dar com ela em alfarrabistas). As instruções estão disponíveis para download no Ravelry e hoje, no belíssimo Fringe Association, fala-se dele.

o casaco

o casaco

o casaco

Ainda não contei nada sobre a Zagal, mas já estou quase a acabar um casaco para a E. feito com cinco das suas quinze cores (Ravelry). O número de malhas e os aumentos foram calculados com o Raglanify e o resto foi nascendo ao sabor das agulhas. Tem bolsos às riscas e parece vagamente saído deste livro. E assenta-lhe tão bem que me parece que vai ser das melhores coisas que tricotei até hoje.

zagal

no armário

lã

A propósito da simpática entrevista comigo que a Divine Shape publicou hoje, uma camisola que fiz em 1994 com lã que comprei na Cooperativa Oficina de Tecelagem de Mértola. Tinha dezoito anos e usei-a continuamente durante uns dez. O novelo que sobrou está na capa do meu livro.
No outro dia citei dois autores do século XIX a propósito de roupa. Mas no século XXI, ao contrário do que acontecia no pré-pronto-a-vestir, o que vestimos reflecte aquilo que somos. O que vestimos, o que comemos, o que compramos. Porque comprar, mesmo que poucas pessoas o façam pensando nisso, é um acto político. Onde compramos o pão e que pão compramos, onde compramos uns sapatos e que sapatos compramos? Em quem decidimos diariamente investir, apostar, seja com €1 ou €100. Queremos que a padaria de bairro sobreviva, é lá que vamos comprar o pão. Queremos apoiar os produtores portugueses? É não comprar sem olhar para a origem dos produtos. Umas calças a €10? Quanta gente explorada está por trás desse preço? Todos os dias são dia de eleições, o que há é pouca gente a dar por isso.

o barrete vermelho

paineis
paineis
Políptico São Vicente de Fora, atribuído a Nuno Gonçalves, Século XV [c. 1450-1490] (pormenores).

Porque me apetece marcar em breve um workshop de crochet tunisino, fui à procura de imagens da Tunísia, para tentar perceber se há uma relação entre a técnica e o país ou se é um fenómeno como a salada russa e a bola de berlim. Fiquei sem saber, mas encontrei uma coisa que veio ao encontro de uma pista que há muito seguia, a propósito de algumas coberturas de cabeça que se usavam por cá entre o século XV e o século XVI. Sempre que revia os Painéis de S. Vicente achava que aqueles chamativos chapéus vermelhos podiam bem ser de malha. À partida a ideia parece descabida, porque estamos habituados a pensar na malha como uma coisa elástica e macia, moldada ao corpo. Mas no tempo dos painéis não era assim. As peças em malha eram muitas vezes feltradas (apisoadas?) até se tornarem rígidas (como uma camisola que foi acidentalmente lavada na máquina com água quente), moldadas para adquirirem determinado feitio, cortadas à tesoura e cardados para ganharem uma superfície aveludada. É aqui que entra a pista tunisina: o chapéu masculino tradicional do país, a chéchia, não só é feito exactamente assim como se considera que foi introduzido no século XVII por muçulmanos oriundos da Península Ibérica. O seu uso está actualmente em declínio, mas continuam a produzir-se da forma artesanal: segundo esta página a lã é fiada à mão em Djerba e Gafsa, os barretes em malha são tricotados pelas mulheres de Ariana, depois feltrados em El Batan (o nome é internacionalmente sinónimo de pisão), cardados em El Alia, tingidos em Zaghouan e finalmente enviados para Tunis, onde recebem os retoques finais, sendo novamente cardados com o mesmo cardo que por cá se usou até nas primeiras máquinas da revolução industrial, e vendidos em Tunis. Infelizmente só encontrei imagens da última fase do processo, mas fiquei convencida. Acho mesmo provável que em Lisboa os muitos barreteiros documentados para 1551 e 1552 estivessem no fim de uma cadeia de produção semelhante. As semelhanças entre algumas chéchias e os barretes dos painéis são óbvias, mas quem sabe… Read more →

伝統柄のウエアとこもの 編み込みニット

伝統柄のウエアとこもの 編み込みニット
伝統柄のウエアとこもの 編み込みニット

Pronta e a uso, com o prazer que dá usar não o que se comprou numa loja mas o que se fez com cinco paus e três fios.

I just had a coat come home from the tailor’s. Ah me! Who am I that should wear this coat? It was fitted upon one of the devil’s angels about my size. Of what use that measuring of me if he did not measure my character, but only the breadth of my shoulders, as it were a peg to hang it on. This is not the figure that I cut. This is the figure the tailor cuts. That presumptuous and impertinent fashion whispered in his ear, so that he heard no word of mine. As if I had said, “Not my will, O Fashion, but thine be done.”

Do diário de Henry David Thoreau, a 14 de Janeiro de 1854.

Nothing that belongs to me is any measure of me; on the contrary, it’s a limit, a barrier, and a perfectly arbitrary one. Certainly, the clothes which, as you say, I choose to wear, don’t express me; and heaven forbid the should!’
‘You dress very well,’ interposed Madame Merle, skillfully.
‘Possibly, but I don’t care to be judged by that. My clothes may express the dressmaker, but they don’t express me. To begin with, it’s not my own choice that I wear them; they are imposed upon me by society.’

Henry James, The Portrait of a Lady, 1881.

伝統柄のウエアとこもの 編み込みニット

coca-barretes

17th century dutch knitted hat
19th century portuguese knitted hat
20th century portuguese knitted hat

Um dos posts mais recentes da Knitting Genealogist, um blog que sigo atentamente, lembrou-me alguns dos barretes que não chegaram a ter espaço no meu livro. Este post da Penelope vem a propósito de um artigo escrito para a revista Piecework acerca do célebre General Carleton Cap (um barrete recuperado dos destroços do navio General Carleton, que naufragou em finais do século XVIII ao largo da Polónia), onde se tenta provar que o dito foi feito no Yorkshire em parte com recurso a uma gravura que ilustra duas coisas que quase toda a gente sabe: primeiro, quem vive no mar ou à beira dele gosta de usar barretes e, segundo, barretes às riscas são uma coisa mesmo bonita. Tão bonita que pelo menos desde o século XVII que eles por aí andam. Agora onde e quando é que foi tricotado o primeiro barrete de malha às riscas é coisa que nunca se vai descobrir. E muito menos se o primeiro foi pai dos outros todos ou (como é mais natural) ele foi unventado várias vezes em vários sítios diferentes por várias pessoas diferentes. Algumas delas, de certeza, copiaram o que viram usar a um homem do mar vindo de outras paragens. E também houve pescadores e marinheiros que trouxeram para casa barretes que trocaram com outros marinheiros por outras coisas bonitas, e eles ou as suas mulheres fizeram mais barretes pelo que trouxeram, uns iguais e outros parecidos. Foi assim durante tanto tempo que no fim do século XX ainda havia pescadores na Póvoa de Varzim a trabalhar de barrete às riscas feito à mão. E se calhar ainda há.

Imagens:
Jan Peeters e oficina, Paisagem com desembarque de holandeses em terras do Brasil, c. 1640 (pormenor).
Moço de Fretes – Lisboa – 1809-1819, Colecção Ruas de Lisboa. Reproduzido em Alberto de Sousa, O Trajo Popular em Portugal nos séculos XVIII e XIX, Lisboa, 1924 (pormenor).
Porto de Pesca – Lota (postal ilustrado), Póvoa de Varzim, Edição Binográfica (pormenor).

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