meias de grades de bucos

meias de grades

meias de grades

O resultado da minha estadia em Bucos em Novembro do ano passado está finalmente disponível e quanto a mim valeu a pena a espera: uma brochura editada pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto com as instruções para fazer um par de meias dos corações, em lã de Bucos ou noutra qualquer de que se goste. No Ravelry o modelo está aqui.
(entretanto a secção sobre, ⬆ ali em cima ⬆, também foi actualizada)

a vezeira em gralhas

a vezeira em gralhas

a vezeira em gralhas

a vezeira em gralhas

a vezeira em gralhas

Na aldeia de Gralhas (Montalegre), os rebanhos de ovelhas e cabras continuam a ser apascentados de forma comunitária. O trabalho de levar para o monte e vigiar todos os animais, o dia todo, é partilhado entre todos os proprietários, à razão de um dia de trabalho por cada dez cabeças de gado. Chama-se vezeiras a este sistema e já muito se escreveu sobre ele. Estivemos em Gralhas uma manhã, cedo que chegue para ver formar o rebanho, subir ao monte e conversar sobre lã, mesmo se o nosso propósito desse dia era ouvir cantar:

Mulheres de Gralhas: “Rua abaixo, rua acima” (MPAGDP)

Ana Rabuda chama o rebanho (Lã em Tempo Real)

Para ler: As culturas do trabalho no Barroso: A Vezeira, por Daniela Araújo.

a vezeira em gralhas

a vezeira em gralhas

a subida à serra

transumância

transumância

Pedro,
Este ano não tirei tantas fotografias da subida à Serra como da outra vez. Metade do tempo porque fui com o cordeiro do Sr. António ao colo, depois porque quando já está muita luz e calor é mais difícil fazer boas imagens e também, claro, porque os caminhos antigos são mais bonitos do que a estrada que tomámos este ano. Mas foi na mesma um dia inesquecível. Foi bom ver as mulheres e filhas dos pastores a fazer a caminhada e perceber que a Grande Rota da Transumância despertou nelas e em muitos outros a vontade de conhecer mais de perto o vosso trabalho. A E. e a A. também não se vão esquecer deste dia. Até porque levaram muito a sério os seus elogios às borlas (elas chamam-lhes pompons) e continuam a fazê-las umas atrás das outras – quando o Pula precisar de mais, é só dizer! O Tiago ainda não teve tempo de editar as filmagens desse dia, mas eu aviso quando estiverem online. Entretanto, também há muitas imagens aqui e aqui, não sei se já viu.
Até breve (espero) e um grande abraço para si e para o Pula.

transumância

transumância

transumância

a romaria das ovelhas

romaria das ovelhas

romaria das ovelhas

romaria das ovelhas

romaria das ovelhas

Ainda não sei quantas são as aldeias em volta da Serra da Estrela onde os pastores continuam a fazer questão de levar as ovelhas em romaria, mas a Folgosa da Madalena é certamente uma das que levam o acontecimento mais a sério. Estivemos lá no ano passado e voltámos na semana passada para ver correr os rebanhos em torno da capela. Para sair bem, o rebanho tem de pegar: as primeiras ovelhas têm de alcançar as últimas da roda, fechando o círculo e continuando a correr até o pastor dar ordem de inversão de marcha. A seguir, o processo repete-se no sentido contrário. Enquanto as ovelhas correm, o pastor e os ajudantes vêm cumprimentar os que estão na assistência. Quanto mais elegante for todo o processo, quanto mais bonitas e mais obedientes as ovelhas, mais elogios se ouvem e mais satisfeito e orgulhoso sai o seu dono.
Mais fotografias aqui.

romaria das ovelhas

romaria das ovelhas

romaria das ovelhas - bode enfeitado

pêras e cabeçadas

o bode enfeitado

o bode enfeitado

o bode enfeitado

Os últimos adereços do bode são a cabeçada e o chocalho. As cabeçadas são feitas a partir de fitas ou tecido vermelho e decoradas a gosto do autor com aplicação de mais fitas, bordados ou borlas. Encaixam no focinho e atam-se no alto da cabeça com dois pares de atilhos. Os chocalhos dos bodes são o orgulho do pastor. Chamam-lhes a loiça grande e são usados apenas nos dias de festa e durante a transumância. São objectos valiosos e muito estimados, alguns com várias gerações de uso e outros acabados de trazer de Alcáçovas, onde a Chocalhos Pardalinho continua a fazê-los um a um, à mão, com os desenhos e iniciais que cada pastor encomenda.

o bode enfeitado

pêras e cabeçadas: lavores masculinos

o bode enfeitado

o bode enfeitado

Depois de feitos os furos, as pêras ou bolras (borlas) já podem ser seguras aos cornos dos bodes. As mais antigas eram presas com tiras em couro e as mais recentes são-no com abraçadeiras de plástico. Na colecção do Miguel há de umas e de outras, feitas por várias gerações de pastores. Depois de as borlas estarem postas, os cornos são enfaixados com fitas de cetim. No fim é preciso coser as pontas das fitas para que não se soltem.

(Deve ter sido há muito, muito tempo que um pastor se lembrou pela primeira vez de enfeitar os animais com pompons…)

o bode enfeitado

o bode enfeitado

pêras e cabeçadas: os furos

preparar o bode

preparar o bode

Sair de Lisboa Domingo de manhã rumo ao Fundão, para a meio da tarde irmos ao encontro dos pastores com quem há dois anos subi à serra. Fomos vê-los preparar os últimos bodes e cabras para a romaria dos animais em honra de São João, na Folgosa da Madalena, porque este ano o rebanho foi a rigor.
Para segurarem firmemente uma fileira de borlas (ou pêras) gigantes, os cornos têm de ser furados. O processo é rápido e indolor, mas segurar um bode vigoroso e fazer-lhe quatro pares de furos simétricos com um berbequim não é para qualquer um. Read more →

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