pensar de pernas para o ar é uma boa maneira de pensar

estivemos no porto.

no porto pode-se andar com o carrinho de bebé na rua porque os passeios são de cimento e não de empedrado. fazer a avenida de frança é uma maravilha (bem, pelo menos até meio) e fazer qualquer avenida lisboeta, impossível. andámos de metro e na bela bombaça do walter.

acabei de ler as horas e fui a correr comprar o mrs dalloway (os clássicos da penguin estão a .2.24 na fnac!).

voltei à faculdade com a e. para encontrar o meu querido mestre.

quando as aulas acabavam começava a ler

não que não lesse no resto do ano, mas era diferente. junho julho agosto setembro, livros juvenis e livros que tirava quase à sorte das prateleiras dos meus pais e que lia também, às vezes com pouco proveito mas com a mesma fome. lia noite fora e se o livro pedia ao acordar lia manhã dentro. e quando fazíamos as malas para seguir rumo ao algarve (mas era o nosso algarve) escolhiam-se os livros a levar: cinco, seis, sete por cabeça e depois acabavam e íamos a lagos buscar mais e liamo-los ao sol e à hora da sesta.

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