neighbourhood

neighbourhood

Finalmente um post sobre um assunto recorrente que não o dos slings (se bem que sem estes provavelmente não estivesse a ser escrito): bonecos, aqui na vertente chamada character design (e, por falar em design, vale a pena ver isto que correu a net recentemente). O livro chama-se Neighbourhood e é uma compilação de imagens de vários bonecos construídos a partir de formas básicas num exercício de cadavre exquis, fotografados nas suas várias fases (veja-se o site e a página da editora Victionary). Gostava de ter estado aqui. O livro já está nos meus wists (este exemplar foi-me só emprestado) e é o mais interessante, dentro do género, que tenho visto.

Há alguns meses saíu o Mascotte2, sobre o mesmo tema, em que participei ao lado da Débora, da Ana e de muitos outros, mas este Neighbourhood é de longe mais interessante. Para compensar, já saiu o número da revista Dpi intitulado Character Art, onde os meus bonecos também aparecem, juntamente com uma entrevista (em Chinês e Inglês). Espero que a cópia que me prometeram chegue em breve…

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37 semanas

dragone

…quer dizer ir cortar o cabelo e pedir à Sabine um corte ainda mais wash and go (sem precisar de pente, secador ou espelho) do que o costume, ver a barriga mesmo nas fotografias em que não se pensava incluí-la, sonhar tanto acordada como a dormir e cada vez mais com a cara e cada bocadinho deste bebé, comprar soutiens de amamentação da marca que melhores provas deu no campeonato anterior e agradecer aos designers da Pepe Jeans terem resolvido integrar na nova coleccção o mesmo feitio de blusas para gente sem e com perímetros abdominais acima de 1m. E também quer dizer muitas outras coisas.

A rósea grávida da fotografia vem de um dos melhores livros que a E. recebeu este ano: a história de Drago (por Soledad Bravi), o dragão guarda-florestal que cospe água em vez de fogo, e de Dragone, a imprevidente dragoa que fala por paráfrases.

calor

bookcrossing

A contar de baixo, os livros dos últimos dias e dos próximos, a provar que o calor em excesso faz mesmo mal ao juízo. De trás vinha o excelente último romance da Zadie Smith (três dias mais nova do que eu), mas com a subida da temperatura (e a E. de cama durante dois dias) a coisa descambou, primeiro para aqui, depois para aqui e agora para este exemplo consumado da chamada chicklit. O que se segue já é mais a sério, assim o clima o permita.

BookMooch: através do Make: Blog, acabo de descobrir mais um site para quem gosta de ler e de partilhar livros. Vou explorar.

incentivo à leitura

capas

Um dos blogs que sigo mais atentamente é o Yarnstorm. Pelas fotografias, pelas cores, pelos textos, mas se calhar sobretudo por a Jane Brocket misturar como ninguém quilts e bolos com livros (tanto assim que foi recentemente plagiada).

O único livro não infantil que comprei na feira do livro deste ano (na Plátano havia livros do Babar a cinquenta cêntimos cada um!) foi O Visconde Cortado ao Meio (Italo Calvino, Teorema, s.d.). Foi por um triz que a capa, a fazer lembrar o grafismo medonho de quase todos os manuais escolares, não me demoveu. Se não fossem o bom tempo e a nostalgia do acontecimento ida à feira do livro de há usn 20 anos atrás acho que não o tinha trazido. A verdade é que me revejo totalmente neste post da Jane, que vou sempre a correr ler o livro antes de ver o filme e que já comprei livros pela capa. Deve ser por isso que trago mais livros da secção em língua estrangeira da fnac do que de qualquer outra (em Portugal o económico e portátil paperback parece ser uma tipologia esquecida e as boas capas são a excepção) e que, depois de dez minutos em frente à prateleira, não consegui trazer para casa um único romance do Eça de Queiroz (e são vários os que ainda não li).

Na fotografia, duas edições (da mesma tradução) do mesmo livro que adoro. A da esquerda está nas livrarias. A bonita (capa de João da Câmara Leme), com sorte, nos alfarrabistas. Apesar de agora ter as duas (comprei a mais recente por não saber da mais antiga) li a obra por outra, ainda mais saborosa por mais viajada e partilhada.

freed any good books lately?

bookcrossing

Nestes dias de baixa dormi e li. Entre segunda-feira e hoje fui do divertido e agora número-um-na-lista-de-livros-a-recomendar-a-amigos-com-desgostos-amorosos On Love (do mesmo autor do livro e documentário Status Anxiety) ao fim de um How to be Good que estava quase há dois anos a apanhar pó na estante (coisa que é suposto envergonhar uma bookcrosser e de facto envergonha) e sigo para o Sense and Sensibility (guardo os livros da Jane Austen para ir lendo um por ano – é como comer uma sobremesa especial muito devagarinho). Sempre que acabo de ler um livro chegado às minhas mãos via BookCrossing (sobre o qual já escrevi aqui e em muitos destes posts) fico com vontade de libertar uma prateleira deles. É o caso deste How to be Good, que fica à disposição da primeira pessoa* que (ler bem em Inglês e que) me enviar uma private message (ou seja um email via BookCrossing) com a sua morada segue para a bookcrosser Neftos*. Happy BookCrossing!

*e, espera-se, de outra depois dela, e de outra depois dela e assim sucessivamente.

♥ (1500º post)

livors livros livros

Avisada pela Débora de que novos livros velhos tinham aparecido nas prateleiras da livraria Sá da Costa, passei por lá esta manhã. É um dos meus pontos de passagem periódicos em busca de preciosidades e, como quase sempre, vim satisfeita e carregada, desta vez com treze livros por dezassete euros, quase todos destinados a serem oferecidos (porque acho que não há prenda que mais goste de dar do que os meus livros preferidos). À minha espera estavam:

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um dia em cheio!

Gyo Fujikawa

O Um Dia em Cheio (Oh What a Busy Day no original) foi o meu livro de casa da avó preferido durante anos (provavelmente até ter descoberto o baú de revistas Disney dos anos cinquenta, com as magníficas aventuras desenhadas pelo Carl Barks). Depois de anos sem o ver tive hoje com a minha irmã uma sessão de fogo de artifício mental enquanto percorríamos cada uma das ilustrações. Eu nem tenho nada de especial contra a Anita, mas a Verbo não podia reeditar antes livros como este, esgotados há anos?

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livros

Livros novos e livro velho novo:

Mori-kun the Child of the Forest, uma história protagonizada por bonecos de pano de Yuriko Watanabe.

Dressed soft toys: Animal families, para a minha colecção de livros antigos deste género (imagem).

Stitch ‘N Bitch Crochet: The Happy Hooker: Encomendei-o sobretudo pelas excelentes instruções para quem quer aprender a fazer crochet (ou passar a saber fazer mais do que andar à roda, como eu). Inclui a receita da Camilla para fazer um boneco como os dela!

…e ainda, uns lindíssimos cartões da Brandy Agerbeck.

Mais sobre sacos: um post da Claire sobre os sacos de sacos de plástico e estes todos feitos com materiais recuperados.

Vontade de usar brincos por causa destes da Margarida.

(e ainda não me passaram os Brokeback Mountain blues).

civilização

caroline dale snedeker

Se há livros que pesaram, mais ou menos conscientemente, na escolha da licenciatura que fiz foram estes. Como o tricot foram-me apresentados pela Irene, a mais velha e sábia da então geração mais nova da família. Primeiro O Golfinho (que continua a ser editado na língua original e foi um dos primeiros livros de letras pequeninas que li, talvez aos oito anos), depois o Theras e a sua cidade e finalmente A Filha Esquecida. A Ilha Branca, da mesma autora, trouxe-a há poucos dias de um alfarrabista (porque a Civilização nunca os reeditou), não sei se a pensar que a E. lhes pegará um dia com o mesmo gosto ou convencida de que lendo-o estarei de novo entre o mar e o areal quase deserto de um Verão de há vinte anos. Anyway lembrei-me hoje outra vez deles por causa desta série que ontem vi com uma versão actualizada desse deslumbramento.

isto não é um pote

balão

“É um Pote Muito Útil”, disse Puff. “Cá está ele. (…) E é para pôr coisas dentro. Pega!”

Quando Inhon viu o pote, ficou muito excitado.

“Que bom!” disse ele. “Vou pôr o meu Balão neste Pote!”

“Não pode ser, Inhon”, disse Puff. “Os balões são muito grandes para caber dentro de Potes. O que se faz com um balão é, segura-se no balão ——”

A. A. Milne, Joanica Puff (ed. A Regra do Jogo, 1974. Trad. Manuel Grangeio Crespo).

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