meu porto - arquivo

Lopo Xavier & C.ª, Lda.

Lopo Xavier & Cia.

Lopo Xavier & Cia.

As melhores lãs para tricot feitas em Portugal vêm desta loja. Podem não ter texturas surpreendentes, cores extraordinárias nem apresentar novos fios e tons todos os anos (ou sequer todas as décadas) mas são uma especialidade local que vale a pena conhecer. A sua história conta-se em poucas linhas: com o início da Segunda Guerra Mundial, as lãs inglesas que eram o forte da casa deixaram de chegar a Portugal. Não havendo produto nacional que se lhes comparasse, os donos da loja foram à procura de quem fosse capaz de fabricar fios com a qualidade superior que procuravam. Encontraram o sítio certo e criaram os fios que vendem até hoje com mesmos rótulos (sem dúvida os mais bonitos que conheço). Actualmente a Lopo Xavier produz três diferentes, todos de 100% lã: Trianon, Phoebus e Elis. Não são os que a loja mais vende, porque a maioria dos clientes prefere comprar sintético e barato, e o gerente (um senhor simpático, de idade já avançada), receia que a fábrica de lanifícios que os produz venha a fechar as portas por causa da crise (tomara que não!). Testemunha da qualidade invulgar destas lãs é esta camisola, feita para mim há um quarto de século, que depois de passar por várias outras crianças chegou à E. como nova e está de novo a uso.

(espero ter as lãs da Lopo Xavier em breve na Retrosaria).

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porto

coração

chão do porto

casas

Quando lá estou acho o Porto mais bonito do que Lisboa. Depois regresso e já não tenho tanta certeza.

livros lá de casa

mon oiseau est revenu

Uns perdidos, muitos desfeitos, todos amados, companheiros de três gerações, nossos livros lá de casa.

Estes, entre muitos outros:

Chihiro Iwasaki, Mon oiseau est revenu.

Charlotte Zolotow e Maurice Sendak, Mr. Rabbit and the Lovely Present.

Albertine Deletaille, La boîte à soleil.

E, para conhecer outros, Vintage kid’s books my kids love.

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do porto

cozinha

varanda

Fomos ao Porto com chuva e viemos com sol.

ruas do porto

sá da bandeira

Mal chego a Lisboa sinto logo falta do Porto. Nestes últimos dias aprendi uma série de coisas sobre a minha família que quero anotar para não se perderem e para as poder contar à E. sem me esquecer de metade entretanto. O comentário da Alexandra levou-me a aprender finalmente os nomes de mais alguns trisavós (nunca iria supor que tinha tido uma trisavó chamada Ana Eufrosina). Também explorei uma série de lojas novas/velhas (obrigada pela dica, Alice!) e a minha curiosidade por máquinas de costura antigas aumentou imenso (agora já sei que no site da Singer é possível datar a maior parte das máquinas pelo número de série).

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máquinas de costura (ii)

singer 15K88

A máquina da minha avó Berta ainda tem o (precioso) livro de instruções. É uma Singer 15K88.

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máquinas de costura (i)

costura

No quarto de costura da casa que foi do meu trisavô as duas Singer ainda trabalham.

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páscoa

passarinho

ovos

Estamos de volta, depois de cumpridos em família os ritos pascais: abrir as prendas, almoçar, soltar um passarinho e procurar os ovos escondidos no jardim. E a E. usou totós pela primeira vez.

esteja atento à cultura urbana

padaria ribeiro

Programa, no Porto, é começar por comprar um grande pacote de biscoitos na Padaria Ribeiro (Praça Guilherme Gomes Fernandes, 21-27 – na montra vêem-se os bolos, mas os biscoitos estão lá dentro, atrás do balcão) e depois comê-los a passear pela Ribeira e pela Baixa. Descobrir, pelo caminho, a loja que fica no número 12 da Rua Cândido dos Reis, onde há rolos e rolos de tecidos de outros tempos, foi a cereja em cima do bolo. Já estou arrependida de não ter trazido um quilómetro de popeline.

do porto (ii)

fitas

rendas

disse-me que era um favor que lhe fazia. que há uns dez anos que ninguém pede para comprar viés nem grega nem rendinhas de algodão. que agora é só fitas de cetim, elásticos e umas linhas para ponto de cruz. que levasse senão ia tudo parar ao lixo um dia destes.

e eu trouxe, agradecida.