telegrama

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azulejos chocolate

Férias: quase a acabar mas por mim ficava aqui em cima mais uma semana.

A: absolutamente feliz. Aprendeu a distinguir as cores (começou pelo ró-tró e percebemos depois que também já sabia as outras). Decuplicou o vocabulário e deixou de caber nos sapatos.

E: queria vir da feira de Caminha com um pato numa gaiola e descobriu que o seu maior desejo é ter um animal de estimação. Filme do momento: Charlie e a Fábrica de Chocolates.

chão de viana

chão da minhota

o outro chão da minhota

A loja sem ninguém atrás do balcão. Eu não entro, mas aponto a máquina. Salta a minhota da loja em frente:

Olhe que isso não se faz sem pedir autorização!

Tem toda a razão, desculpe! É que tem aqui um chão tão bonito que eu não resisti.

Ah, então venha cá ver o da entrada, que também é. E faz favor de tirar também às paredes!

tempo de antena

traje à vianesa

O Museu do Traje de Viana do Castelo está a fazer uma recolha de imagens de trajes (anteriores a 1960) para poder constituir uma Base de Dados de apoio a estudos sobre a utilização do Traje Popular Vianense. Os álbuns de fotografias de família são uma das fontes mais importantes, onde se encontram muitas vezes imagens com enorme valor documental.

Por isso pedimos a sua colaboração: reveja os seus álbuns de família. Se encontrar alguma imagem empreste-a ao Museu, onde será digitalizada e imediatamente devolvida.

Os responsáveis pela recolha estão igualmente a preparar a edição de um livro dedicado ao tema, onde as fotografias mais interessantes poderão ser publicadas (caso os proprietários autorizem).

Bisavós minhotas ou longínquas tias mascaradas, por favor encaminhem-nas para o António Medeiros e o João Alpuim:

Museu do Traje de Viana do Castelo

Email: museutraje arroba cm-viana-castelo ponto pt

Tel. 258 809 377

linbransa

fato à lavradeira

Viana do Castelo. Fato à lavradeira.*

Em Viana do Castelo, capital do folclore, as cores vivas dos trajes saltam de quase todas as montras e perde-se a conta às lojas de artesanato (leia-se souvenirs), mas não há uma que recomendasse sem hesitar a um visitante desprevenido. A minha preferida vende, no meio de muitas outras coisas, peças de museu a preços tentadores: saias antigas tecidas em casa, lenços cache-nez que há muito não se fabricam, algibeiras e outras relíquias a cheirar a campo e a bafio. A outra de que gosto este ano estava fechada (acho que só para férias). Nestas e nas outras, o que abunda é industrial e desinteressante. Dou por mim quase com o discurso reaccionário deste livro, onde página após página se lamenta o fim dos serões passados à lareira com as ingénuas e genuínas raparigas do campo a tecer e bordar pacientemente os seus enxovais, e se descreve, já nos anos sessenta, a fraca qualidade do artesanato à venda nas lojas. A atitude não podia ser mais diferente da minha mas, por outro lado, custa-me ver morrer as últimas avós que nasceram num mundo diferente e, com elas, a memória e os saberes desse mundo. Há peças bem recuperadas, mas são a excepção. As poucas tentativas de integrar motivos tradicionais em peças de uso moderno que encontrei pareceram-me feitas com pouco gosto e menos qualidade. E no entanto há tanta coisa que se podia fazer…

PS: Não encontrei esta loja, e parece-me que foi uma pena. Gostava de ter visto de perto as rodilhas e o resto.

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