sapataria

rua direita, viseu

rua direita, viseu

Em Viseu, na Rua Direita, durante os Jardins Efémeros. Uma sapataria onde um corredor estreito esconde andares repletos de sapatos semi-esquecidos. Sapatos portugueses anteriores à moda dos sapatos portugueses (os Green Boots são a minha última descoberta) que fariam as delícias de muitos hipsters ou uma espécie de parque temático sem certificação da ASAE de onde elas as duas não queriam vir embora.

rua direita, viseu

rua direita, viseu

rua direita, viseu

rua direita, viseu

o alfaiate

alfaiate

alfaiate

Fomos à procura do alfaiate que fez os casacos dos pastores porque, depois de experimentar o do Pedro, decidi mandar fazer um à minha medida. A morada que tínhamos era o nome da aldeia, Folhadosa. Encontrámo-lo a trabalhar no seu atelier, por detrás de uma porta pequenina, numa quelha da largura de um corredor: António José (“Tozé” no cartão de visita), alfaiate diplomado, com tanto trabalho em mãos que só no Outono terei a minha encomenda pronta. Mas na visita não resisti a um colete em burel e riscado com estrelas recortadas… Read more →

lídia

lídia

lídia

lídia

Quando recebo emails como este da Joana Oliveira saio de casa a correr:

(Estive na Retrosaria no sábado de manhã a participar no workshop da Rita. … Gostei muito e pretendo voltar muitas vezes!) O assunto que me traz, tem que ver com a demolição da loja Lídia. É uma antiga loja de tapetes e alcatifas, ao cimo na Rua Ferreira Borges. Passei por lá no sábado à tarde e soube que vai fechar já na próxima quinta-feira, dia 10. Todo o quarteirão em que está inserida vai ser demolido, parece que para a construção de um condomínio. Vale a pena uma visita, nem que seja só para admirar o tecto. … Read more →

la brocante

La Brocante

La Brocante

Passo diariamente à frente da porta, normalmente com pressa, e desde que abriu que queria entrar. Hoje fui finalmente conhecer La Brocante, um lindíssimo atelier de criação de objectos, na sua maioria literalmente luminosos. O espaço, anteriormente ocupado por um relojoeiro, é mesmo como eu gosto (mosaico hidráulico incluído), e as peças são todas uma tentação. Para quem não pode ir a pé, está a um minuto da estação de metro do Rato e vale bem uma visita. A dona/autora Sandy é uma simpatia (e o Balthus lá ao fundo não morde). Read more →

mool

Mool

Mool

Outra das artes que ainda tenho de aprender a domar é a de recuperar molduras antigas. Hei-de ganhar o olho e a experiência necessários para destrinçar o que vale a pena no meio de um monte empoeirado, mas para já nada como recorrer a quem faz, e bem, molduras novas. Já ouvia falar bem da Mool desde a abertura mas só hoje fui finalmente descobrir esta loja de molduras diferente. Do que já pude experimentar, não podia estar mais satisfeita.

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Lopo Xavier & C.ª, Lda.

Lopo Xavier & Cia.

Lopo Xavier & Cia.

As melhores lãs para tricot feitas em Portugal vêm desta loja. Podem não ter texturas surpreendentes, cores extraordinárias nem apresentar novos fios e tons todos os anos (ou sequer todas as décadas) mas são uma especialidade local que vale a pena conhecer. A sua história conta-se em poucas linhas: com o início da Segunda Guerra Mundial, as lãs inglesas que eram o forte da casa deixaram de chegar a Portugal. Não havendo produto nacional que se lhes comparasse, os donos da loja foram à procura de quem fosse capaz de fabricar fios com a qualidade superior que procuravam. Encontraram o sítio certo e criaram os fios que vendem até hoje com mesmos rótulos (sem dúvida os mais bonitos que conheço). Actualmente a Lopo Xavier produz três diferentes, todos de 100% lã: Trianon, Phoebus e Elis. Não são os que a loja mais vende, porque a maioria dos clientes prefere comprar sintético e barato, e o gerente (um senhor simpático, de idade já avançada), receia que a fábrica de lanifícios que os produz venha a fechar as portas por causa da crise (tomara que não!). Testemunha da qualidade invulgar destas lãs é esta camisola, feita para mim há um quarto de século, que depois de passar por várias outras crianças chegou à E. como nova e está de novo a uso.

(espero ter as lãs da Lopo Xavier em breve na Retrosaria).

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a. s. musgueira

carimbos

carimbos

De cada vez que vou à Baixa estreio uma loja. Velha, nova, feia por fora e linda por dentro ou vice-versa, com ou sem a mínima intenção de comprar alguma coisa. Só por curiosidade. Hoje calhou ser a A. S. Musgueira, que me foi recomendada pela Mary pouco tempo depois dos meus posts (1 e 2) sobre a Franco Gravador. A loja é muito pequena e nunca me tinha chamado a atenção, por exibir nas montras quase só taças, medalhas e letreiros personalizáveis mas, debaixo do balcão, esperava-me um catálogo coçado e amarelo, ordenado alfabeticamente e, apesar de muito menos recheado do que o da outra loja, igualmente fascinante.

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franco-gravador

carimbos

De certeza que não sou a única tolinha por carimbos, mas na Franco-Gravador já não passa muita gente à procura deles. Tanto assim que muitas das lindíssimas gravuras originais em buxo (com desenhos dos anos 20 ou por aí, que vistos uns ao lado dos outros contam sozinhos a história de toda uma época) foram parar ao lixo. Das que sobraram, a loja ainda faz carimbos em borracha, e cada um mais lindo do que o outro.

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