tile designs from portugal

azulejos

azulejos

Tile Designs from Portugal é um livro (+cd) editado recentemente pela Pepin Press (em Lisboa vende-se por exemplo aqui) de cuja existência soube através da Sónia Sapinho. Com a minha predilecção pelo tema, fui a correr comprá-lo. A primeira reacção que tive foi pensar que devia ter sido alguém cá a pensar nisto primeiro, mas foi um nosso vizinho. O livro inventaria uma série de padrões de azulejos (sobretudo azulejo semi-industrial e industrial do século XIX). Inclui uma série de fotografias sem grande qualidade nem interesse mas introduz a novidade de apresentar noventa e nove padrões redesenhados no computador, em formato vectorial. Para mim, que vivo em Lisboa e rodeada deles, que estou habituada a vê-los mudar de cor consoante a luz, desirmanados, cobertos de pó, chuva ou graffiti, nesta versão digital vejo padrões magníficos mas não vejo azulejos. Ainda assim, o livro é interessante e tem uma excelente introdução histórica do director do Museu do Azulejo, Paulo Henriques, apresentada em oito (!) línguas, o que o torna um bom presente para amigos estrangeiros (ou, a julgar pela reacção da A., para bebés de um ano fascinados por desenhos hipnóticos).

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mosaico

tipografia

A propósito de um dos chãos mais bonitos da minha rua, um link para o blog da Alix, que é novo em folha (sobre ela já escrevi aqui) e uma enorme vontade de ter um quilt para acolchoar à noite. Quanto ao mosaico hidráulico &hearts patchwork, continuo assim.

Quit love: Blossom quilt da Rita, este, um e outro log cabin antigos, e os que tenho de ir ver ao Barreiro.

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Nada a ver: ali na coluna da direita, estreei uma secção de posts em destaque.

going going gone

futuro ex-mosaico hidráulico

Acho que é a última mercearia da rua com mosaico hidráulico no chão e não me espantava se fosse a última do bairro. A D. Ana está em obras e disse-me que a Câmara a mandou substituir o chão, que tem mais de cinquenta anos de uso e, fora a cor se ter desgastado, está impecável (como este que, um quarteirão acima, ainda resiste), por um pavimento cinzento, de aspecto plástico, que aposto que não durará nem dez. Porquê?

PS: O comentário da Fátima, que agradeço, levou-me a subir a rua para ouvir a história mais bem contada. A D. Ana garante que foi a CML que a obrigou a substituir o chão, mas creio que terá sido a ASAE (que percorreu recentemente o bairro). O tristemente famoso excesso de zelo desta autoridade tem levado a protestos por razões semelhantes noutras partes da cidade. É inaceitável que as mercearias tenham de se livrar dos armários em madeira e todos os seus outros mobiliários e revestimentos de origem quando estes se encontram em bom estado. É inaceitável que, sendo justificada a substituição de pavimentos, os Gabinetes Técnicos dos bairros antigos não aconselhem os comerciantes, pelo menos, a colocar material novo igual ao antigo. Vão os armários para as lojas chiques de design, onde são vendidos a preços exorbitantes, e ficam as mercearias vestidas a azulejo de casa de banho. Lá vai Lisboa…

quilt hidráulico

casa varela

O mosaico hidráulico (que tanta gente continua inexplicavelmente a mandar arrancar de lojas, cozinhas e entradas) para além de ser fresco e macio nos pés e um regalo para os olhos é uma fonte inesgotável de inspiração para o quilting. As regras de uma e outra arte são obviamente próximas e muitos dos padrões mais comuns são inclusivamente os mesmos numa e noutra. Fascina-me este jogo entre as regras da técnica por um lado e a total liberdade criativa pelo outro e agora, mais do que nunca, vejo padrões em todo o lado.

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