patchwork heaven

patchwork

Quando eu era assim pequena (estavam a começar os anos 80 e) vivia no paraíso do patchwork mas o livro que mostrava à máquina fotográfica era um guia de aves porque (mercê de muitas horas de birdwatching com a minha mãe) planeava vir a ser especialista na matéria. Hoje em dia ainda distingo um abibe ou uma toutinegra mas na verdade puxa-me mais para os trapos. Às fatias, de preferência. A culpa (de tudo isto) só pode ser das almofadas.

Retalhos de encher o olho:

Doll quilt e Molly’s quilt e um tesouro por um dolar.

E mais:

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play is the work of babies

amenlia's mini quilt

A A., que faz amanhã três meses, está nesta fase do fazer pontaria, tentar agarrar e abocanhar convictamente. Ontem quis comer os braços do boneco Nazaré (que ainda não apareceu aqui) e por isso hoje fiz-lhe esta coisa que é o cruzamento entre um quilt e um brinquedo. Gosto dos quilts em formato mini, como o dos small quilts da Amy Karol e desta técnica de aplicar tecidos, que pode ser resistente se for bem feita mas ao mesmo tempo tem um ar solto e foi de certeza inventada por alguém que não cosia muito bem à máquina. Agora é lavar muito bem e ver se ela gosta.

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wip

wip quilt

Enquanto o meu grande work in progress cresce sozinho e ocupa os últimos centímetros livres (mas porque é que quando, na Primavera, comprei calças de grávida não me lembrei do que as ancas alargam durante os nove meses, independentemente de se ganhar só o peso recomendado?) outros projectos pequeninos vão tomando forma. Tive estes tecidos escolhidos e prontos durante mais de uma semana até ganhar coragem para os cortar. São quase todos japoneses e tenho-os coleccionado ao longo de três anos sem perceber como pareciam feitos uns para os outros. Apetece-me ter qualquer coisa lenta e morna para fazer nos últimos serões desta espera, pontinho a pontinho…

quilt hidráulico

casa varela

O mosaico hidráulico (que tanta gente continua inexplicavelmente a mandar arrancar de lojas, cozinhas e entradas) para além de ser fresco e macio nos pés e um regalo para os olhos é uma fonte inesgotável de inspiração para o quilting. As regras de uma e outra arte são obviamente próximas e muitos dos padrões mais comuns são inclusivamente os mesmos numa e noutra. Fascina-me este jogo entre as regras da técnica por um lado e a total liberdade criativa pelo outro e agora, mais do que nunca, vejo padrões em todo o lado.

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para mais tarde recordar

puzzle

Não sei bem quando foi que deixei de fazer posts deste género. A grande maioria das primeiras vezes da E. ficaram de fora deste espaço (e de qualquer outro que não as nossas memórias, porque este passou a ser o meu único diário) e muitas já não consigo datar com certeza (foi aos nove meses que disse papá, mas quantos mais demorou até dizer também o meu nome?). Marquei o dia em que largou a chucha mas não o da última fralda, algumas gracinhas mas não outras, sem grande critério mas sempre a pensar no quanto é que será expor demasiado: eles, a primeira geração de bebés blogados, encarregar-se-ão sem dúvida de nos criticar daqui a uns anos. Tudo isto porque a E. me acordou a ler. Sem perceber o que estava a ler mas a ler. Estávamos no sofá, com ela a fazer de conta que me contava histórias para adormecer (o que, no meu estado actual, funciona em menos de um minuto). Já do outro lado, comecei a prestar atenção ao que estava a ouvir: áa, depois áapéee, áapécuéeee, e quando soletrou ápécuéna (a pequena) dei um salto. Tu já sabes ler?! O interesse pelas letras já vinha de há mais de um ano, mas tinha decidido não dar mais do que resposta aos inúmeros como é que se escreve e o que é que diz aqui diários. A seguir à surpresa de hoje não resisti a ir buscar a Isaurinha e a comprovar que junta as letras quase todas sem grandes hesitações. Não sabe ler, porque não consegue na maior parte das vezes deduzir sem ajuda o significado do que acabou de dizer, mas junta sozinha as letras de uma palavra inteira.

Tão importante como isto, pelo menos para ela, enquanto juntávamos triângulos para o próximo quilt e depois de dias de treino, conseguiu assobiar.

(mais)

quilt

Ainda não domino a arte de fotografar quilts (mais difícil de praticar sem um jardim ou um estendal bonito), mas aqui vê-se um bocadinho melhor. Os tecidos, como neste, foram cortados a olho e sem grandes preocupações e cosidos à máquina. Para acolchoar usei baetão branco e agulha e linha sem bastidor (que desconfio que só funciona bem com batting mais fino). Demorou meses a acabar mas esteve parado muitas semanas por causa do calor. Entretanto já tenho outro começado…

Quilt ♥, etc.:

Mini: Branco é bom.

DSQ Original: A propósito do mesmo assunto que me levou a escrever sobre os quilts da Zara Home e a mudar, gradualmente mas cada vez com mais convicção, os meus hábitos de consumo. Nada como saber (o que custa) fazer para aprender a questionar o valor do trabalho e o significado real dos preços praticados pelas lojas.

Brie’s Baby Quilt: perfeito, mesmo para quem como eu não é grande fã de bebés e cor de rosa.

Thrifted quilt. Os quilts mais lindos também vão à praia.

Denise Burge (via Whip Up).

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à mão

log cabin quilt

log cabin quilt

Milhares de pontinhos de 2mm depois, está pronto. A escolha de tecidos não foi genial mas gosto do branco, que escolhi por ser a única cor que me apetecia quando a E. nasceu e provavelmente me apetecerá para pôr à volta deste bebé. Fotografias melhores ficam para amanhã.

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