26 semanas

quilt

Estou grande e está calor. Passei dois dias deselegantemente inerte (tão inerte quanto uma mãe pode estar) em frente à ventoinha e ao terceiro encarnei o Grande Espírito Nidificador que mais tarde ou mais cedo possui todas as grávidas. Subi e desci caixotes de roupa, passei em revista tudo o que a E. usou desde o parto, chorei um bocadinho ao mostrar-lhe a primeira peça de roupa que estreou depois das deliciosas fardas da maternidade, reclamei e forrei a mesma gaveta para o novo bebé e desde então que só penso em bodies de recém-nascido, babygrows e calças de algodão que deixem os pés à mostra, quilts por acabar, lãs irresistíveis mas impensáveis de tocar neste clima e nos vestidos todos que vou mesmo fazer.

évasée

pepe jeans + gerdas

… é música para os ouvidos de uma grávida que não morre de amores por roupa de grávida. Depois da saga das calças perfeitas fui à procura de partes de cima bonitas e confortáveis. Acertei em cheio nesta loja (acabamentos decentes, preços no limbo) que, para além de camisas com golas quiltadas (eu sei que é acolchoadas), tem um monte de estampados africanos, mesmo a calhar para condizer com os meus sacos novos.

Por falar em quilts:

Sunshine after the Rain e um seu digno antepassado.

CatarinaM: depois do sucesso das fotos no Flickr, a Catarina abriu finalmente uma loja online. Parabéns, Catarina!

A fotografia (com um gancho da suíça Gerdas que vou disputar à E.) é enganadora: parece, mas não fomos infectados pela bandeirite.

retalhinhos

retalhinhos

caracol

Há semanas que juntei estes seis tecidos para fazer um novo quilt. Depois deste (que nunca chegou a aparecer aqui) e deste, tenho a boa desculpa de a E. precisar de um para a nova cama. Desta vez apetece-me fazer uma coisa no género da hipótese 1 deste post.

Com os retalhinhos que cosi ontem fiz, para oferecer a uma mãe de parabéns, um porta lenços de papel (verdadeira inutilidade que me faz pensar se daqui a uns anos não estarei no estado agravado de costurar naperons com rendas para enfeitar a televisão). O molde foi tirado a olho dos deste livro (1 e 2). Vale a pena ver os muitos outros que por aí andam.

mission accomplished

log cabin

log cabin

As fotografias (outra aqui) foram tiradas com os últimos raios de sol, mal rematei os últimos pontos e desfiz os alinhavos (espero tirar depois outras menos más). Tem um exagero de cores e tecidos diferentes (dois dos três blocos vêem-se melhor aqui e aqui), foi todo cortado e acolchoado a olho (pelo que um dos lados tem mais quase dois cm do que o outro) e foi a minha primeira tentativa de fazer qualquer coisa sob o signo dos quilts mais lindos do mundo (no meu top), nomeadamente este e o deste livro (infelizmente mais vezes copiado do que citado). A E. e eu ficámos satisfeitas – outros se seguirão.

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wip

work in progress

Rendida às evidências, encomendei aqui o recheio (wadding) apropriado para terminar este projecto.

Sobre o assunto de ontem / eternamente pendente, constatei esta manhã com alívio que a Linha do Cidadão Idoso ainda está viva. Atenderam-me com a simpatia do costume mas as notícias que tinham estavam longe de ser boas. Pelos vistos a Autoridade de Saúde voltou a pronunciar-se sobre o assunto no final de 2005 para dizer o mesmo: no seu entender não há razão suficiente para fazer alguma coisa. Frustrada, questiono-me acerca do fundamento para este parecer. Sei bem que há (infelizmente), mesmo aqui no Bairro Alto, muitas outras pessoas a viver assim tão mal ou mesmo pior. Não pode ser essa a razão para não intervir a tempo (três anos de alertas deviam chegar e sobrar). Nas histórias parecidas de que tenho sabido a solução é invariavelmente a mesma: resolve-se o problema quando a pessoa em causa morre, mas não antes. Tenho vergonha de estar à espera.

aprender

de boneca

Ontem entrei pela primeira vez na loja Zara Home e encontrei uma enorme variedade de quilts (não os vi no site). Todos feitos na Índia, acolchoados à mão e com tecidos muito finos mas lindíssimos. Fiquei surpreendida e, por momentos, tentada, sobretudo com os de criança, mas a verdade é que passados alguns minutos já só me ocorria pensar que miserável percentagem do preço final daquelas peças teria ido parar aos bolsos de quem efectivamente as fez. Entre o consumo consciente e a simples mania, opto sempre por comprar menos e mais caro mas mais fair trade e de preferência mais verde.

Tantos tecidos com flores à frente dos olhos por cima da insistência da E. nos acessórios dos bonecos (o cão e o Anacleto agora andam de fralda) levaram-me a começar um micro quilt com algumas amostras de tecidos Kaffe Fassett.

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a arte da justaposição

fátima vaz patchwork

Não sei o que diria a autora desta manta se soubesse que passei anos a dar-lhe cambalhotas em cima. Acho que não se aborrecia, sobretudo se soubesse como fico ainda e sempre deslumbrada a olhar para ela, mais ainda do que para o número dois no meu top, este quilt gigante (duas últimas fotografias). Nele é ainda mais subtil a só aparentemente acidental justaposição das cores e padrões. Combiná-los, conhecê-los ao ponto de brincar com eles, não é nada simples.

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