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luxo

luxo

O meu quilt começado em Abril ficou pronto ontem à noite. Provavelmente o meu ritmo nunca será muito diferente deste: meses a coleccionar tecidos, meses a juntá-los e muitos meses a acolchoar à mão. As fotografias foram tiradas logo de manhã (que luxo ter tantas paredes novas!) por isso a luz não é a melhor, mas faço outras em breve. Treze dos dezanove tecidos que usei são da Retrosaria e alguns ainda não esgotaram. Na composição, que é muito simples, limitei-me a alternar vermelho e castanho escuro/preto, espalhando entre eles os tecidos de tons mais claros. Read more →

dia 1

sol

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Correu bem, o primeiro dia de escola. A E. começou contente a primeira classe, entregue a uma professora que me inspira confiança e a A., também em boas mãos, teve o primeiro dia do resto das nossas vidas. Despediu-se de nós com o ar sério que usa fora de casa e séria estava quando a fomos buscar. Fotografei-a de manhã, antes de acordar, na posição totalmente descontraída em que ainda dorme, porque não tarda muito, sem que dê por isso, terá deixado de ser o meu bebé.

primeira vez

almofada

almofada

Era para ter sido um cobertor para as bonecas mas pelo caminho passou a almofada. A parte da costura foi toda feita por mim, claro, mas a composição dos tecidos é trabalho dela. A experiência ocorreu-me ao ler os relatos das senhoras de Gee’s Bend sobre como fizeram os seus primeiros quilts. Achei que seria interessante ver o que faria a E. com os restos dos restos dos meus tecidos (primeiro pensei em dar-lhe o monte dos triângulos mas depois achei que era melhor começar com uma escolha mesmo muito limitada e tecidos mais simples). Expliquei-lhe sucintamente o conceito de bloco e que convinha os blocos serem de tamanho aproximado para se poderem unir facilmente. Não lhe pedi para fazer bonito, só para escolher o que lhe parecesse melhor. Usou o que tinha e só se queixou da falta de vermelhos. Para mim foi estimulante vê-la preencher o espaço com o à-vontade que usa para desenhar e, depois, um desafio unir os blocos sem que se perdesse o movimento dos tamanhos diferentes (quase só usei costuras curvas). No fim, acolchoei à mão de forma muito livre e com pontos ligeiramente maiores do que os que uso habitualmente. Read more →

abstract design in american quilts

abstract design in american quilts

abstract design in american quilts

Outro livro que comprei recentemente foi o catálogo da reposição, em 1991, da exposição Abstract Design in American Quilts realizada em 1971 no Whitney Museum em Nova Iorque. Cheguei até ele através de uma entrevista com Denyse Schmidt (uma das criadoras de quilts mais interessantes da actualidade) e por sorte encontrei uma cópia do catálogo a bom preço.

Nesta exposição, cerca de sessenta quilts anónimos realizados entre os meados do século XIX e os anos 30 do século XX e escolhidos unicamente com base nas suas características estéticas foram expostos como se de pintura se tratasse. Foi a primeira vez que tal sucedeu e o evento teve enormes repercussões. Da introdução do patchwork americano no Japão à edição de centenas de livros sobre o tema, da organização de um mercado em torno dos quilts antigos à proliferação de textile artists e exposições de quilts, foram inúmeras as consequências directas e indirectas desta exposição. Por detrás dela estiveram Jonathan Holstein e Gail van der Hoof, um casal residente em Nova Iorque e frequentador do meio artístico, que anos antes começara a comprar quilts em feiras de velharias. Jonathan Holstein redigiu para o catálogo de 1991 um interessante texto de mais de cem páginas em que descreve detalhadamente tanto o processo que deu origem à exposição como os acontecimentos que se lhe seguiram, que incluíram a itinerância da mostra por vários países e continentes e o contacto com os especialistas em têxteis dos grandes museus. É uma leitura mais do que recomendável para qualquer pessoa com um interesse histórico sobre o tema.
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⎔⎔⎔

hexagons

Este fantástico patchwork de hexágonos é parte de um saco que vi há dias num antiquário (felizmente não estava à venda, ou poderia ter perdido a cabeça). Pelos tecidos é uma peça do século XIX, mas infelizmente não sei que chegue do assunto para o datar com mais precisão. Foi adquirido como sendo português, o que para mim é uma surpresa por não conhecer peças semelhantes. Este tipo de trabalho é todo feito à mão: primeiro os hexágonos de pano são alinhavados a um molde de papel e depois são cosidos uns aos outros com pontinhos minúsculos, uma técnica a que se dá o nome de english paper piecing (). No mosaico hidráulico, como sempre, aparecem padrões que apetece experimentar.

This beautiful patchwork is part of a 19th century drawstring bag I saw at an antiques shop the other day. I would love to know if it was made in Portugal, like the owner said, as so far I haven’t seen other examples of paper pieced hexagons here. Are the fabrics even portuguese? I wish I knew more about dating them…

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costura

first time

A E. estreou-se a combinar retalhos e eu avariei a máquina de costura enquanto os juntava. Como a minha nova velha máquina tem um prognóstico reservado, comecei imediatamente à procura de alternativas, enquanto estranhava ninguém me atender o telefone das lojas Singer de Lisboa: uma máquina nova com funções a mais? Outra máquina antiga doméstica? Ou industrial? E onde comprar? As máquinas mais modernas não me atraem nada. Podem ser o sonho de quem leva o quilting mais a sério mas não têm charme nenhum. Por outro lado, comprar uma máquina em segunda-mão é sempre um risco. Enquanto percorria sem grande entusiasmo os sites nacionais de leilões liguei ao Sr. Pinheiro, que conserta máquinas de costura em Lisboa e que me foi gentilmente recomendado pela Joana Gama. Tenho a máquina composta, limpa e afinada, e confirmei as suspeitas de que a Singer portuguesa está mesmo a fechar. É uma notícia triste e absurda, tendo em conta o novo mercado que a marca não soube aproveitar, e que vem complicar a vida não só a quem usa as máquinas como a quem as compõe (mais dificuldade em encontrar peças, acessórios, assistência…). E agora?

Yesterday I gave E. a few scraps of fabric to play with and asked her to put them together anyway she liked so that we could make a quilt for her dolls. As I was piecing them according to her instructions my machine broke. I had it fixed today by a nice old man who makes a living from repairing sewing machines at people’s homes. He told me Singer is closing all their shops and offices in Portugal. This is both sad and very surprising, considering it has always been the leading sewing machine brand in Portugal and that the in last few years so many people took up sewing…

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quilting

Comecei finalmente a acolchoar este quilt. Depois de uns dias escondido enquanto cosia só tecidos antigos pareceu-me colorido demais, mas já fizemos as pazes. Revejo nos tecidos o que a Alice escreveu sobre as cores das casas de Burano (quem se lembra da Sétima Colina da Lisboa ’94 e das suas fachadas igualmente garridas?).

Quiltmaker do International Quilt Study Center & Museum: Brincar aos quilts (aviso que é muito viciante).

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